“DOURADO OU TUIUIÚ”
Equipes favoritas no campeonato estadual vão de mal a pior na temporada
O que está acontecendo com as equipes Mato-Grossenses, Cuiabá e Ação, após destaque no ano de 2021, não vivem bom momento na temporada 2022
Esporte
O Dourado após permanência na elite do futebol brasileiro e classificação histórica (inédita) para à CONMEBOL Sul-Americana, conseguiu apenas o título estadual em 2022 (algo tido como obrigação).
No Campeonato Brasileiro, a equipe da capital do estado ainda não venceu em casa, com duas partidas disputadas na Arena Pantanal, perdeu para o Fluminense na segunda rodada e empatou com o Atlético-Go na quarta rodada.
Pela Sul-Americana, o Cuiabá está matematicamente desclassificado, com apenas uma vitória contra o Melgar (Peru), na primeira rodada da fase de grupos, e três derrotas, duas delas em casa, sendo uma para o Racing (Arg) e outra River Plate (Uru), ao todo, o Dourado soma 3 Pontos, com -2 de Saldo de Gols.
No Brasileirão, a equipe despencou de sétimo, para décimo primeiro, após sofrer uma sonora goleada do Santos por 4X1, não esquecendo a eliminação nos pênaltis para o Atlético-Go, depois de dois tempos vergonhosos, no quintal de sua casa.
O Dourado, um peixe de correnteza parece estar perdido após ser “jogado em brejo”, sem saber para onde ir e o que fazer, vai servindo de SPARRING (termo inglês usado para uma forma de treino em esportes de combate) na elite do futebol nacional.
A Sociedade Ação Futebol, popularmente conhecido como Ação, foi fundado em 2007, nos últimos anos contando com um forte patrocínio, o “Tuiuiú”, conquistou a segunda divisão do Campeonato Mato-Grossense em 2020, na temporada 2021, foi um dos destaques do estadual, sendo visto como um dos principais adversários do Cuiabá.
Em 2022, o “Tuiuiú” santo-antoniense não chegou nem perto da fase mata-mata, ficando em último lugar (décima posição), sendo rebaixado novamente para à segunda divisão do estadual.
No campeonato Nacional, o Ação, está em oitavo lugar (última colocação) no grupo 8, com 4 derrotas nas primeiras 4 partidas, marcando apenas um gol e sofrendo 8, com um saldo de -7 gols.
O que esperar do Tuiuiú, que após destaque em 2021, “voava em céu de brigadeiro”, contando ainda com um “oxigênio financeiro” para a temporada 2022, parece que foi “peloteado”, dizem as más línguas que se o Ação enfrentar a seleção de Varginha (Santo Antônio-Mt), leva “peia”.
O “Aracuã do Pantanal” nesse momento está se debulhando de tanto rir do “Tuiuiú santo-antoniense”.
O que nos resta, é aguardar o fim da temporada, para saber o que esperar para a temporada do ano 2023.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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