"Projeto OlimpusMT"

Equipe mato-grossense de jiu jitsu esportivo conquista 43 medalhas em campeonato mundial

Secel garantiu o transporte dos atletas e o apoio por meio do Projeto OlimpusMT

Publicado em

Esporte

Foto: SECEL-MT

Mato Grosso conquistou 43 medalhas no Campeonato Mundial de Jiu Jitsu Esportivo, que ocorreu entre os dias 24 e 27 de novembro, em São Paulo (SP). A delegação mato-grossense foi composta por mais de cem atletas, que disputaram nas categorias GI e NOGI, e se destacaram entre os mais de 6.500 competidores. Foram 08 medalhas de ouro, 15 de prata e 20 de bronze. 

A equipe contou com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), por meio do Projeto Olimpus e ainda com dois ônibus para o transporte do grupo.

“O Governo de Mato Grosso tem sido um grande parceiro no fomento dessa arte marcial, tanto no Estado quanto no Brasil. O apoio via Bolsa Atleta garante as condições financeiras necessárias para outras despesas e investimentos aplicados a performance esportiva e as viagens necessárias para a participação dos nossos atletas em eventos estaduais, nacionais e internacionais”, pontua Paulo César Venâncio, presidente da Federação de Jiu Jitsu Esportivo (FJJE-MT).

Os atletas de Mato Grosso têm crescido tecnicamente a cada ano, revelando a qualidade de trabalho dos professores e treinadores. Segundo Venâncio, a equipe alcançou um excelente resultado se destacando internacionalmente entre as demais equipes presentes no mundial.

“Esse resultado se deve à dedicação dos nossos atletas e treinadores, e também das participações em campeonatos organizados pela federação, que garantem o preparo emocional e técnico na prática de uma competição”.

Confira a relação dos medalhistas:

Felipe Leonardo da costa Lima (1° lugar), Gabriel Marques Santos Godofredo (1° lugar), Giovani Penhavel Marmos (1° lugar), Isabella Barros de Jesus (1° lugar), Lucas Santana do Nascimento (1° lugar), Milton M. Moriya (1° lugar), Roberto Carlos Takachy (1° lugar), Saulo Santana Goncalves Candido (1° lugar), Alan Carlos Lima Diad (2° lugar), Andre Luis Ressureicao Hais (2° lugar), Gabriel Henrique Rodrigues (2° lugar), Henrique Gabriel Pereira Lima (2° lugar), Joao Vitor Oenning dos Santos (2° lugar), Jose Henrique Arrais da Silva (2° lugar), Kaua Candido de Oliveira (2° lugar), Lucas Cardoso Leandro de Freitas (2° lugar), Luciano Andrade Correia (2° lugar), Luiz Fernando de Andrade Pedroso (2° lugar), Marcos Henrique Ferreira (2° lugar), Renato de Oliveira Campos (2° lugar), Sergio Ichiro da Silva Ohara (2° lugar), Stela Azumi da Cruz Moriya (2° lugar), Themilson Silva da Silva (2° lugar), Alexander Gouveia Ortiz (3° lugar), Carolayne Rissato (3° lugar), Edelson Braz da Silva Neto (3° lugar), Emanuelly Dill Pires (3° lugar), Gabriel Adrian Ortellado Florêncio (3° lugar), Giovanna Leticia da Costa Lima (3° lugar), Jessica Yasmin Xavier Mendes (3° lugar), Joao Emilio Lacerda Scarpassi (3° lugar), Joao Victor Araujo da Silva (3° lugar), Lauriany Satel de Souza (3° lugar), Lucas da Silva Souza (3º lugar), Lucas Santana do Nascimento (3° lugar), Matheus Arantes de Souza (3° lugar), Miguel Francisco Franca (3° lugar), Nilson Gabriel da Silva Machado (3° lugar), Pedro Henrique Machado Dalbem (3° lugar), Roger Miranda (3° lugar), Thais Gabriella Cristian Silva de Franca (3° lugar), Valerio Graco Dantas de Sousa (3° lugar), Vinicius Gabriel da Silva Pereira (3° lugar).

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA