Esporte
Cruzeiro vence o Remo no Mangueirão e engata terceira vitória seguida no Brasileirão
Esporte
O Cruzeiro confirmou a boa fase e somou mais três pontos na noite deste sábado (25.04), ao derrotar o Remo por 1 a 0 no Estádio Mangueirão, em partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol de Arroyo no primeiro tempo garantiu a terceira vitória consecutiva da equipe mineira na competição nacional.
Com o resultado, o Cruzeiro chega a 16 pontos e sobe para a 12ª colocação, ganhando fôlego na tabela. O Remo, por outro lado, permanece com oito pontos e segue entre os últimos colocados, ocupando a 19ª posição.
Primeiro tempo
O jogo começou equilibrado, mas o Cruzeiro foi mais eficiente nas oportunidades criadas. O único gol da partida saiu aos 33 minutos da etapa inicial. Bruno Rodrigues encontrou Arroyo pela direita; o atacante acelerou, cortou para dentro e finalizou rasteiro, sem chances para o goleiro adversário.
No segundo tempo, o Remo voltou mais agressivo e pressionou em busca do empate. A melhor chance surgiu aos 28 minutos, quando Jajá recebeu praticamente em cima da linha do gol, mas perdeu a oportunidade mais clara da equipe para igualar o placar. Mesmo com maior volume de jogo, o time paraense não conseguiu superar a marcação cruzeirense.
Agora, cada equipe muda o foco para compromissos importantes nas próximas semanas.
Próximos jogos
Remo
Botafogo x Remo – Brasileirão, 14ª rodada
Data: 02 de maio de 2026 (sábado)
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Estádio Nilton Santos
Cruzeiro
Cruzeiro x Boca Juniors – Copa Libertadores, 3ª rodada
Data: 28 de abril de 2026 (terça-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Mineirão
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Remo 0 x 1 Cruzeiro | |
| Competição | Brasileirão Série A – Rodada 13 |
| Local | Mangueirão, Belém (PA) |
| Data | 25 de abril de 2026 (sábado) |
| Horário | 18h30 (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Arroyo (Cruzeiro), Zé Ricardo (Remo), Matheus Cunha (Cruzeiro), Kauã Moraes (Cruzeiro) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Gol | Arroyo, aos 34′ do 1ºT (Cruzeiro) |
| Arbitragem | Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO); Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Brigida Cirilo Ferreira (AL); VAR: Daniel Nobre Bins (RS) |
| Remo | Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba, Mayk; Patrick, Zé Welison (Leonel Picco), Zé Ricardo (Jáderson); Yago Pikachu (Diego Hernández), Gabriel Poveda (Alef Manga), Jajá (João Pedro). Técnico: Léo Condé |
| Cruzeiro | Matheus Cunha; Kauã Moraes, João Marcelo, Jonathan Jesus, Kaiki Bruno; Gerson, Lucas Romero, Bruno Rodrigues (Chico da Costa); Christian (Matheus Henrique), Kaio Jorge (Wanderson), Arroyo (Sinisterra). Técnico: Artur Jorge |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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