Esporte
Corinthians empata com o Vitória e entra no Z4 do Brasileirão
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O confronto entre Vitória e Corinthians terminou em um empate por 0 a 0 marcado pelo equilíbrio e pela falta de pontaria das equipes. Durante os noventa minutos, o time baiano criou as melhores oportunidades de abrir o placar, mas esbarrou em erros de finalização e em intervenções defensivas decisivas do adversário.
O jogo
O início da partida indicava um Vitória mais agressivo. Logo aos cinco minutos, Renato Kayzer recebeu em profundidade e ficou frente a frente com Hugo Souza, mas acabou mandando para fora pouco antes da sinalização de impedimento. A pressão continuou aos 21 minutos, quando Ramon aproveitou uma sobra de bola na área e finalizou, sendo travado de forma providencial por Gabriel Paulista no último instante.
O Corinthians encontrou dificuldades para articular jogadas ofensivas e só conseguiu finalizar pela primeira vez nos acréscimos da etapa inicial. O meia Garro aproveitou uma sobra na intermediária e arriscou de primeira, mas a bola subiu demais e passou sobre a meta defendida pelos donos da casa.
No segundo tempo, o panorama seguiu parecido, com o Vitória desperdiçando oportunidades claras. Aos 14 minutos, Renê teve a chance de inaugurar o marcador após receber um cruzamento para trás dentro da área, mas chutou por cima do gol. Na reta final, aos 41 minutos, Zé Vitor disparou um chute forte de longa distância que exigiu uma defesa importante de Hugo Souza para evitar a derrota corintiana.
Agora, as duas equipes mudam o foco para a disputa da quinta fase da Copa do Brasil. O Corinthians entra em campo na próxima terça-feira, dia 20 de abril, para enfrentar o Barra-SC no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Já o Vitória viaja até o Rio de Janeiro para encarar o Flamengo no Maracanã, em partida agendada para quinta-feira, dia 22 de abril.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Vitória 0 x 0 Corinthians | |
| Competição | Campeonato Brasileiro (12ª rodada) |
| Local | Barradão, em Salvador (BA) |
| Data | 18 de abril de 2026 (sábado) |
| Horário | 20h (de Brasília) |
| Gols | Nenhum |
| Cartões Amarelos | Nathan Mendes (Vitória); Garro e Matheus Bidu (Corinthians) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Árbitro | Alex Gomes Stefano (RJ) |
| Assistentes | Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ) |
| VAR | Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN) |
| Vitória | Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Caíque Gonçalves (Zé Vitor), Baralhas (Ronald) e Martínez; Matheuzinho (Diego Tarzia), Erick (Cantalapiedra) e Renato Kayzer (Renê). Técnico: Jair Ventura. |
| Corinthians | Hugo Souza; Pedro Milans (Kaio César), Gustavo Henrique, Gabriel Paulista e Matheus Bidu; Raniele (Allan), Carrillo, Garro (Zakaria Labyad) e Bidon (Matheus Pereira); Kayke (Lingard) e Yuri Alberto. Técnico: Fernando Diniz. |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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