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Cáceres é campeã em sete disputas de títulos nos Jogos Regionais do Oeste de MT

Jogos Estudantis e Escolares são organizados pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e foram encerrados na quarta-feira (10)

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Esporte

Foto por: Assessoria Secel-MT

As equipes de Cáceres, sede dos Jogos Regionais do Oeste, foram os principais campeãs com sete títulos, quatro nos Jogos Estudantis e três nos Jogos Escolares. Eles ganharam nas modalidades na categoria A, com atletas de 15 a 17 anos, dos Jogos Estudantis no handebol masculino e feminino, futsal masculino e voleibol feminino.

Os cacerenses ainda foram campeões na categoria B, com atletas de 12 a 14 anos, dos Jogos Escolares, também no handebol, masculino e feminino (Colégio Anália Franco – CEAF), e com a Escola Adventista no voleibol masculino. Ambos os jogos (Estudantis e Escolares) são organizados pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e foram encerrados na quarta-feira (10.05) na cidade. Cerca de 750 atletas das duas categorias participaram dos jogos.

O secretário Jefferson Carvalho Neves afirma que o Governo do Mato Grosso investe no esporte como política pública de incentivo ao desenvolvimento e qualidade de vida dos adolescentes e jovens. “O Governo oferece incentivo, apoio e recursos financeiros em programas do desporto escolar, como nos Jogos Regionais, para complementar a formação integral da nossos adolescentes e jovens e auxiliar na qualidade de vida deles”, diz.

O atleta Thiago Gonçalves Oliveira Reis, 15 anos, ponta e capitão do município de Rio Branco, campeão nos Jogos Estudantis no voleibol masculino, categoria A, destacou o apoio coletivo do grupo. “Quero agradecer ao professor e técnico Guto Araújo que tem nos apoiado nesse esporte e foi muito bom a união para a gente ganhar esse título”, disse. Na final, Rio Branco ganhou de 3 a 0 do município de Araputanga, após terem enfrentado Cáceres, Mirassol D’ Oeste e Várzea Grande.

A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias, atribui o desempenho da cidade nos jogos à priorização ao esporte dado ao município. Outro incentivo são novas praças esportivas, como o Centro de Iniciação ao Esporte (CEI), um dos locais dos jogos, inaugurado em abril pela ministra do Esporte, Ana Moser, em parceria com  prefeitura.

“Quero agradecer ao secretário Jefferson por acreditar e investir no esporte, assim como fizemos aqui em Cáceres. E esse é o resultado”, avaliou a prefeita. “Parabéns ao superintendente Marcelo Cruz e sua equipe, que deram todo apoio, agradeço a Polícia Militar. Os jogos superaram nossa expectativa e vamos dar todo apoio para os que forem representar Cáceres na etapa estadual”, completou.

Campeões dos Jogos Regionais de Cáceres

Jogos Estudantis – CATEGORIA A, 15 a 17 anos

BASQUETE MASCULINO
1º LUGAR – MIRASSOL D’ OESTE
2º LUGAR – CÁCERES

HANDEBOL MASCULINO
1º LUGAR – CÁCERES
2º LUGAR – POCONÉ
3º LUGAR – LAMBARI D’OESTE

HANDEBOL FEMININO
1º LUGAR – CÁCERES
2º LUGAR – VÁRZEA GRANDE
3º LUGAR – POCONÉ

FUTSAL MASCULINO
1º LUGAR – CÁCERES
2º LUGAR – SÃO JOSÉ DO QUATRO MARCOS
3º LUGAR – ARAPUTANGA

FUTSAL FEMININO
1º LUGAR – VÁRZEA GRANDE
2º LUGAR – CÁCERES
3º LUGAR – NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

VOLEIBOL MASCULINO
1º LUGAR – RIO BRANCO
2º LUGAR – ARAPUTANGA
3º LUGAR – VÁRZEA GRANDE

VOLEIBOL FEMININO
1º LUGAR – CÁCERES
2º LUGAR – VÁRZEA GRANDE
3º LUGAR – MIRASSOL D’OESTE

Jogos Escolares – CATEGORIA B, 12 a 14 anos

BASQUETEBOL MASCULINO
1º LUGAR – E.E. ARLETE MARIA – VÁRZEA GRANDE
2º LUGAR – E.E. UNIÃO E FORÇA –  CÁCERES
3º LUGAR – E.E. JOÃO SATO –  ARAPUTANGAHANDEBOL MASCULINO
1º LUGAR – COLÉGIO ANÁLIA FRANCO – CEAF – CÁCERES
2º LUGAR – E.E. JAIME V. DE CAMPOS JR – VÁRZEA GRANDEHANDEBOL FEMININO
1º LUGAR – COLÉGIO ANÁLIA FRANCO – CEAF – CÁCERES
2º LUGAR – COLÉGIO MÉRITOS – POCONÉ
3º LUGAR – SESI ESCOLA – VÁRZEA GRANDE

FUTSAL MASCULINO
1º LUGAR – E.M. FELICIANO GALDINO –  NOSSA Sra DO LIVRAMENTO
2º LUGAR – E.E. PADRE JOSÉ ANCHIETA –  MIRASSOL D’OESTE
3º LUGAR – COLÉGIO ADVENTISTA –  VÁRZEA GRANDE

FUTSAL FEMININO
1º LUGAR – E.E. MANOEL GOMES –  VÁRZEA GRANDE
2º LUGAR – E.E. JOÃO SATO –  ARAPUTANGA
3º LUGAR – E.E. MILITAR TIRADENTES – CÁCERES

VOLEIBOL MASCULINO
1º LUGAR – COLÉGIO ADVENTISTA – CÁCERES
2º LUGAR – E.E. 12 DE OUTUBRO –  MIRASSOL D’ OESTE
3º LUGAR – E.E. PADRE JOSÉ ANCHIETA – LAMBARI D’OESTE

VOLEIBOL FEMININO
1º LUGAR – E.E. 12 DE OUTUBRO – MIRASSOL D’ OESTE
2º LUGAR – COLÉGIO ADVENTISTA – CÁCERES
3º LUGAR – E.E. ARLETE MARIA – VÁRZEA GRANDE

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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