na próxima terça-feira (15)
Brasil quer manter tabu de 39 anos contra o Peru
Desde 1985, o Brasil não é derrotado pelo Peru atuando como mandante. As equipes se enfrentam nesta terça-feira (15/10), na Arena BRB
Esporte
Para chegar até a Copa do Mundo de 2026, o Brasil tem o Distrito Federal como caminho nas Eliminatórias. Os comandados de Dorival jogam contra o Peru na próxima terça-feira (15/10), às 21h45, na Arena BRB Mané Garrincha, pela 10ª rodada da competição, em uma apresentação do Metrópoles Sports.
Para o confronto contra os peruanos, a Seleção Brasileira defende invencibilidade de 39 anos. Desde 1985, o Brasil não é derrotado pelo Peru quando atua como mandante. Veja últimos duelos:
- Brasil 2 x 0 Peru – 2021 – Eliminatórias da Copa do Mundo
- Brasil 1 x 0 Peru – 2021 – Semifinal da Copa América
- Brasil 4 x 0 – 2021 – Fase de Grupos da Copa América
- Brasil 3 x 0 Peru – 2015 – Eliminatórias da Copa do Mundo
- Brasil 3 x 0 Peru – 2009 – Eliminatórias da Copa do Mundo
- Brasil 1 x 0 Peru – 2005 – Eliminatórias da Copa do Mundo
- Brasil 1 x 1 Peru – 2001 – Eliminatórias da Copa do Mundo
- Brasil 4 x 1 Peru – 1989 – Amistoso
- Brasil 4 x 0 Peru – 1986 – Amistoso
- Brasil 0 x 1 Peru – 1985 – Amistoso
Ingressos
Os ingressos para o jogão na Arena BRB estão sendo comercializados pela internet, por meio do site da Bilheteria Digital, ou na bilheteria da arena.
A venda das entradas é feita na bilheteria física do estádio ou on-line, pela Bilheteria Digital. Cerca de 70 mil ingressos serão disponibilizados para o confronto, com valores a partir de R$ 120.
Veja setores e valores
- Ingresso Solidário (Setor Superior Norte): R$ 120. Compra de dois ingressos por CPF e mediante doação de 2 kg de alimento por pessoa;
- Setor Superior Sul: R$ 200,00 (meia-entrada) e R$ 400 (inteira);
- Setor Superior Leste: R$ 250,00 (meia-entrada) e R$ 500 (inteira);
- Visitante (Superior Oeste – Portão P24): R$ 250 (meia-entrada) e R$ 500 (inteira);
- Setores Inferior Norte, Sul, Leste e Oeste: R$ 300 (meia-entrada) e R$ 600 (inteira).
Metrópoles Sports
Este será o primeiro jogo da Seleção Brasileira masculina realizado pelo Metrópoles Sports – vertente responsável pela produção de eventos esportivos do Grupo Metrópoles.
Desde 2022, a empresa organiza partidas pelas principais competições nacionais de futebol, como duas edições da Supercopa do Brasil, entre elas a Supercopa Rei, em fevereiro, e grandes jogos de diversos campeonatos, como Copa do Brasil, Brasileirão, Carioca, Paulista, Mineiro e Gaúcho.
Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/esportes/no-df-brasil-quer-manter-tabu-de-39-anos-contra-o-peru
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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