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Botafogo é dominado pelo Racing e se complica na Recopa Sul-Americana

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O Botafogo se encontra em uma situação delicada na Recopa Sul-Americana. Os alvinegros foram dominados e perderam por 2 a 0 para o Racing, nesta quinta-feira, em Buenos Aires, no Estádio Presidente Perón. Os argentinos abriram o placar no primeiro tempo, com Vietto, de pênalti, e ampliaram na etapa final, com Martínez.

Glorioso precisa de um milagre no Rio

Com o resultado, o Botafogo precisa vencer por três gols de diferença para conquistar o título. Um triunfo por dois gols levará a decisão para os pênaltis. O Racing, por sua vez, entra em campo com a vantagem de poder perder por um gol de diferença.

O Jogo

A partida começou em ritmo acelerado, com as duas equipes buscando o ataque. A primeira chance foi do Racing, aos seis minutos, com Salas chutando sobre o travessão. O Botafogo respondeu, mas o Racing quase marcou aos 18, com Salas finalizando para grande defesa de John.

O primeiro chute do Botafogo no jogo aconteceu somente aos 20 minutos, com Savarino chutando sobre o travessão. Em seguida, os donos da casa assustaram com cabeceio de Martínez.

Aos 27 minutos, Alexander Barboza deixou o braço em Martínez na área, e o árbitro, após revisão do VAR, marcou pênalti. Vietto cobrou e abriu o placar para o Racing.

No segundo tempo, o Racing continuou melhor e quase ampliou aos cinco minutos, com Zuculini chutando para fora. O Botafogo seguia com dificuldades de criar boas jogadas, mas o Racing aproveitou os espaços para marcar aos 17 minutos, com Martínez tocando na saída de John.

Os brasileiros tentaram esboçar uma pressão em busca do gol, mas quase sofreram o terceiro. Nardoni e Martirena tiveram boas chances, mas não marcaram. Na parte final, o Racing manteve o controle da partida, e o Botafogo ainda terminou o jogo com um jogador a menos, após expulsão de Cuiabano.

Próximo jogo

A partida de volta da Recopa Sul-Americana será disputada no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, em data a ser definida.

FICHA TÉCNICA

RACING-ARG 2 X 0 BOTAFOGO

Local: Estádio El Cilindro, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 20/02/2025
Horário: 21h30(de Brasília)
Árbitro: Felipe González (Chile)
Assistentes: José Retamal (Chile) e Miguel Rocha (Chile)
VAR: Rodrigo Carvajal (Chile)
Cartões amarelos: Di Cesare, Martirena, Nardoni e Zaracho (Racing); Alexander Barboza, Newton, Rwan Cruz e Danilo Barbosa (Botafogo)
Cartão vermelho: Cuiabano (Botafogo)
GOLS: Luciano Vietto, aos 30min do primeiro tempo; Martínez, aos 17min do segundo tempo (RACING)

RACING: Gabriel Arias, Marco Di Cesare, Colombo e Santiago Quiros; Martirena, Juan Nardoni, Zuculini e Gabriel Rojas; Vietto (Zaracho), Maximiliano Salas (Rodríguez) e Adrián Martínez. Técnico: Gustavo Costas

BOTAFOGO: John, Vitinho, Danilo Barbosa, Alexander Barboza e Alex Telles; Allan (Rwan Cruz), Newton, Marlon Freitas e Jefferson Savarino (Kauê); Igor Jesus e Matheus Martins (Cuiabano). Técnico: Cláudio Caçapa

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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