SÉRIE A3

Arena Pantanal recebe semifinal de Campeonato Brasileiro Feminino com entrada gratuita

Equipe feminina do Mixto é uma das beneficiadas pelo Programa Mato Grosso Série A, do Governo do Estado

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Esporte

Divulgação - Mixto Esporte Clube
A Arena Pantanal vai ser palco do duelo entre Mixto, de Mato Grosso (MT), e Juventude, do Rio Grande do Sul (RS) pela semifinal da Série A3 do Campeonato Brasileiro Feminino, neste domingo (11.06), às 10h. Com entrada gratuita, a partida pode garantir que o time mato-grossense dispute pela primeira vez um título nacional no futebol feminino.
Detentora da melhor campanha na Série A3, a equipe feminina do Mixto já se classificou para a Série A2 nas quartas de final da competição. E, como venceu a partida de ida contra o Juventude (RS) por 2 a 0, sai em vantagem para assegurar a vaga na final do campeonato nacional.
“Parabenizamos o Mixto pelo acesso à segunda divisão do futebol brasileiro feminino e continuamos na torcida pelo título nacional. É mais uma missão cumprida, que consideramos nossa também. Agradecemos ao governador Mauro Mendes que possibilitou condições financeiras para a continuidade do competente trabalho do clube”, comemora o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves.

A equipe feminina do Mixto é uma das beneficiadas pelo Programa Mato Grosso Série A, que propicia apoio financeiro aos clubes em disputa nas principais séries de Campeonatos Brasileiros organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Executado pela Secretaria de Estado Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o programa visa propiciar condições para os times se manterem e para subirem nas séries do Campeonato Brasileiro que participam.

Em 2022, o repasse aos clubes do Estado totaliza R$ 6 milhões investidos pelo Governo de Mato Grosso. Além do time feminino do Mixto Esporte Clube, por competir a Série A3, foram beneficiados o Cuiabá Esporte Clube, por estar na Série A, e o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, na Série D.

Para Jefferson Neves, os incentivos financeiros fortalecem toda a rede de futebol profissional em Mato Grosso e trazem benefícios a todo o Estado.

“É inspirador para o futebol mato-grossense ter times disputando o Campeonato Brasileiro. Ainda podemos divulgar as potencialidades do Estado e propiciar orgulho e momentos de lazer para a torcida mato-grossense. E que alcancemos mais essa vitória com o futebol feminino”, destaca.

Na partida entre Mixto e Juventude, o time que avançar fará a final com quem passar de VF4, da Paraíba (PB), e Remo, do Pará (PA). A torcida terá acesso gratuito e ocupará o setor leste inferior da Arena Pantanal.

SECOM/MT
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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