CUIABÁ

Arena Pantanal recebe partida do Brasileirão Masculino e final do Brasileiro Feminino A3

Cuiabá enfrenta o Botafogo na quinta-feira (22), às 19h; time feminino do Mixto disputa o título nacional no domingo (25)

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Esporte

SECEL-MT

A Arena Pantanal será palco de jogos importantes para o futebol mato-grossense nos próximos dias. Na quinta-feira (22.06), às 19h, o Cuiabá joga pela 11ª rodada da série A do Brasileirão. No domingo (25.06), às 10h, o Mixto faz o jogo de volta da final da Série A3 do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.

“Estamos felizes em ter a Arena Pantanal como cenário de mais esses jogos. A partida decisiva no futebol feminino, com o Mixto podendo se sagrar campeão do Campeonato Brasileiro, será um marco para o Estado.  E temos ainda o jogo do Cuiabá contra o líder do campeonato, importante também porque a vitória leva o time para o meio da tabela, podendo buscar vaga na sul-americana”, salienta o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves.

AssCom Dourado

Na 14ª posição no Brasileirão, o Dourado busca uma vitória contra o Botafogo, que lidera a competição e a artilharia de gols, com o jogador Tiquinho Soares. Se vencer o duelo, o time cuiabano chega a 15 pontos e pode ficar entre as 12 melhores colocações na tabela do campeonato nacional.

Já o time feminino do Mixto pode trazer o primeiro título nacional no futebol profissional para Mato Grosso. Na grande final da série A3, as tigresas enfrentam em casa a equipe do Remo com a vantagem de ter vencido o jogo de ida, em Belém (PA), por 2 a 0.

Equipe do Mixto jogou a semifinal da série A3 na Arena Pantanal
Créditos: Olímpio Vasconcelos

As duas equipes foram beneficiadas pelo Programa Mato Grosso Série A, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Com apoio financeiro, que totaliza R$ 6 milhões, o programa propicia condições para os times se manterem ou subirem nas séries do Campeonato Brasileiro que participam.

Para receber de forma adequada as equipes e o público do futebol mato-grossense, o Governo do Estado viabiliza manutenções e melhorias contínuas na Arena Pantanal. Os principais e mais recentes serviços incluem reformas e limpeza periódicas, implantação de um sistema integrado de videomonitoramento e a troca de capacitores dos refletores.

De acordo com Jefferson Neves, as novas peças foram instaladas em cerca de 130 lâmpadas dos refletores do grandioso estádio. “A iluminação ganhou um reforço que vai garantir aumento de 40% na luminosidade do campo. É mais uma ação para assegurar que a Arena esteja apta a receber os jogos”, informa.

Para o duelo do futebol masculino, os ingressos estão sendo vendidos a partir de R$ 10 (meia).  Na final do futebol feminino, a entrada é gratuita, e a torcida ocupará os setores Leste e Norte inferiores, e caso seja necessário, será também disponibilizado o setor Sul do estádio.

“Esta é uma semana intensa de eventos esportivos, muitas atividades acontecendo por aqui. Além das relevantes partidas de futebol, o Complexo Arena Pantanal recebe também o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, ali ao lado do ginásio. São oportunidades de lazer para a população, e claro, de muita torcida”, finaliza o secretário da Secel.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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