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Várzea Grande encerra participação histórica na FIT Pantanal com recorde de parceiros e projeção nacional do turismo

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Várzea Grande encerrou sua participação na Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) 2026 com resultados expressivos e a consolidação de uma nova fase para o turismo local. Durante os cinco dias de evento, realizados entre 3 e 7 de junho, o estande do município esteve entre os mais movimentados da feira, reunindo atrações culturais, gastronomia, artesanato, apresentações folclóricas, sorteios e experiências que evidenciaram o potencial turístico da cidade.

A estimativa é de que mais de 30 mil pessoas tenham visitado o espaço de Várzea Grande ao longo da programação, demonstrando o crescente interesse pelo município, que busca se firmar como destino turístico estratégico em Mato Grosso e superar a imagem de cidade-dormitório.

Para a prefeita Flávia Moretti, os resultados obtidos na FIT Pantanal refletem o trabalho desenvolvido para fortalecer a identidade cultural do município e ampliar as oportunidades de desenvolvimento econômico por meio do turismo.

“Estamos trabalhando para valorizar nossos empreendedores, artesãos, produtores locais e todo o trade turístico. O crescimento da participação de Várzea Grande na feira é resultado da união entre o poder público e a iniciativa privada, consolidando o município como uma das principais portas de entrada de Mato Grosso”, afirmou.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, destacou a grande receptividade do público durante o evento.

“Não foi apenas uma exposição. Foi uma verdadeira celebração da nossa identidade. O estande permaneceu cheio todos os dias, com visitantes participando das atividades, recebendo brindes e conhecendo mais sobre Várzea Grande. Os elogios recebidos demonstram que o planejamento e a dedicação da equipe alcançaram os objetivos propostos”, ressaltou.

Segundo a secretária, a FIT Pantanal representa uma importante vitrine para ampliar a visibilidade do município e atrair novos investimentos.

“Temos cultura, história, gastronomia, belezas naturais, o aeroporto internacional e inúmeras potencialidades. Estar presente em um evento desse porte fortalece nossa imagem e abre novas oportunidades para o desenvolvimento econômico e turístico”, acrescentou.

O subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, João Eduardo Sá, destacou que o sucesso da participação é resultado de uma construção coletiva envolvendo o Conselho Municipal de Turismo (Comtur-VG), a iniciativa privada e diversos segmentos da economia local.

“Mostramos que Várzea Grande possui vocação para o turismo religioso, cultural e gastronômico. Isso só foi possível graças à confiança dos parceiros que acreditaram no projeto e contribuíram para essa participação histórica”, afirmou.

O crescimento da presença do município na feira foi um dos pontos de destaque desta edição. Em 2025, o estande contou com a participação de oito parceiros. Neste ano, o número saltou para 25 empresas, instituições e empreendedores envolvidos nas ações e ativações realizadas durante o evento.

Além da promoção dos atrativos turísticos, a participação várzea-grandense também evidenciou a força da economia criativa local. As tradicionais redeiras de Limpo Grande comercializaram seus produtos no espaço dedicado ao artesanato, enquanto produtores da agricultura familiar apresentaram alimentos típicos da região, fortalecendo a divulgação das potencialidades econômicas do município.

A programação cultural também teve forte representatividade de Várzea Grande. Dos 16 grupos participantes da FIT Pantanal, cinco eram do município, entre grupos de siriri e quadrilhas juninas, reforçando a importância da cidade na preservação e valorização das tradições populares mato-grossenses.

A agricultura familiar foi outro destaque da participação municipal. Os produtores apresentaram ao público produtos regionais e iniciativas que geram renda para dezenas de famílias, fortalecendo a conexão entre turismo, produção local e desenvolvimento sustentável.

Para João Eduardo Sá, a atual gestão municipal tem promovido um importante resgate da identidade turística de Várzea Grande.

“Estamos despertando a cidade para essa vocação. Durante muito tempo esse potencial não recebeu os investimentos necessários. Hoje existe uma valorização da nossa história, da nossa cultura e da capacidade de gerar desenvolvimento por meio do turismo”, destacou.

A estratégia da administração municipal agora é fortalecer ainda mais o turismo receptivo, incentivando visitantes a utilizarem Várzea Grande como base para conhecer outros destinos da Baixada Cuiabana, movimentando hotéis, bares, restaurantes e o comércio local.

No último dia da feira, o estande recebeu a visita de diversas autoridades, entre elas a defensora pública Tânia Mattos, o deputado federal Fábio Garcia, os deputados estaduais Carlos Avalone e Wilson Santos, o ex-governador Pedro Taques, o prefeito de Campos de Júlio, Irineu Marcos Parmeggiani, além de representantes de vários municípios mato-grossenses.

Os visitantes receberam lembranças produzidas por artesãos locais e conheceram projetos desenvolvidos para impulsionar o turismo em Várzea Grande.

O encerramento da participação do município aconteceu em clima de celebração, com apresentação do Grupo Estrela Guia, que levou ao público manifestações culturais marcadas pela tradição e identidade várzea-grandense.

Com os resultados alcançados nesta edição, a expectativa da gestão municipal é ampliar ainda mais sua participação nas próximas edições da FIT Pantanal, fortalecendo roteiros como o VG By Night, os distritos turísticos de Bom Sucesso, Passagem da Conceição e Pai André, além dos circuitos religioso e gastronômico.

A participação histórica na FIT Pantanal reforça o novo posicionamento de Várzea Grande no cenário turístico estadual: uma cidade acolhedora, rica em cultura, oportunidades e preparada para receber visitantes de todo o Brasil e do exterior.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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FMI elogia Pix e cobra autonomia financeira do Banco Central

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou o Pix como um dos principais responsáveis pela transformação do sistema financeiro brasileiro, mas alertou que o Banco Central (BC) precisa de autonomia financeira e orçamentária para manter a capacidade de supervisão diante da expansão do setor.

As conclusões constam no relatório de Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro (FSSA), divulgado nesta quinta-feira (23).

O documento, elaborado em parceria com o Banco Mundial após missões técnicas ocorridas no Brasil entre dezembro de 2025 e março de 2026, afirma que o sistema financeiro nacional é resiliente, mas enfrenta desafios relacionados à falta de pessoal nos órgãos de supervisão, limitações legais e necessidade de fortalecimento institucional. O último relatório do tipo foi elaborado em 2018.

Pix 

Na avaliação do FMI, o Pix consolidou-se como um importante instrumento de inclusão financeira, ampliação da concorrência e digitalização do mercado bancário brasileiro.

“Os bancos digitais emergentes reduziram a concentração do setor bancário e continuam a fomentar a concorrência e a eficiência, resultando também em taxas de crédito mais baixas.”

O relatório destaca que o sistema de pagamentos instantâneos acelerou a transformação digital do setor financeiro e impulsionou o crescimento dos bancos digitais.

Ao mesmo tempo, o Fundo alerta para o aumento dos riscos cibernéticos e das fraudes digitais, defendendo o fortalecimento da governança do sistema.

Entre as recomendações, está a formalização da política de supervisão do Pix e a separação entre as funções operacionais e fiscalizatórias desempenhadas pelo Banco Central.

Autonomia 

Além dos elogios ao Pix, o FMI afirma que é urgente fortalecer a estrutura do Banco Central para garantir a estabilidade do sistema financeiro.

Segundo o relatório, o Brasil deve adotar “medidas para superar as restrições de pessoal nos órgãos supervisores, a concessão de plena autonomia orçamentária ao Banco Central do Brasil”, além de ampliar a proteção jurídica dos servidores e atualizar a legislação sobre resolução de instituições financeiras.

Na avaliação do organismo, os avanços registrados desde a última revisão, em 2018, foram relevantes, porém persistem obstáculos que limitam a atuação da autoridade monetária.

“As autoridades demonstraram avanços substanciais, mas ainda enfrentam desafios – principalmente decorrentes de restrições de pessoal, falta de proteção jurídica e limitações de autoridade legal.”

O FMI afirma que essas limitações reduzem a intensidade da supervisão bancária e podem ampliar a dependência de entidades autorreguladoras no mercado de capitais.

PEC 

A recomendação ocorre enquanto o Senado analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que concede autonomia financeira ao Banco Central.

O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho e aguarda votação no plenário. A proposta transforma o BC em uma entidade pública de natureza especial e é defendida pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

O projeto, entretanto, divide governo e servidores. Entidades representativas de auditores e gestores do BC apoiam a mudança. No entanto, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) defende uma alternativa apresentada pelo governo que amplia a autonomia orçamentária, mas mantém a natureza jurídica atual da autarquia.

Solidez

Apesar das recomendações, o FMI conclui que o sistema financeiro brasileiro permanece sólido e capaz de absorver choques econômicos.

O relatório destaca a importância da manutenção do regime de metas para a inflação, de instituições robustas e da continuidade das reformas estruturais para preservar a estabilidade financeira do país.

Resposta do BC

Em nota, o Banco Central afirmou que recebeu o relatório com satisfação e avaliou que o documento contribui para o aprimoramento das políticas econômicas e financeiras.

“O BC agradece aos corpos técnicos do FMI e do Banco Mundial pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos, pelo diálogo construtivo mantido durante todo o processo e pelo elevado nível técnico das análises apresentadas nos relatórios.”

A autarquia também destacou que o FMI reconheceu a evolução do sistema financeiro brasileiro desde 2018, o papel transformador do Pix e a necessidade de fortalecer o arcabouço institucional para garantir recursos, recompor o quadro de servidores e preservar a capacidade de supervisão.

Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda também emitiu uma nota para destacar que o Brasil teve a segunda maior revisão positiva de crescimento entre as economias do G20. O FMI espera que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 2,4% em 2026. Para o ano que vem, a previsão também foi revisada para cima, chegando a 2,2%.

A Fazenda destacou ainda que o relatório reconhece que a trajetória de consolidação fiscal proposta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias apresentado em abril levará à estabilização da dívida pública. 

O relatório divulgado nesta quinta repetiu as projeções do FMI para a economia brasileira apresentadas no início de julho.



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