"Leve queda"

Última semana de novembro volta a apresentar recuo no valor da cesta básica em Cuiabá

O penúltimo mês do ano foi marcado por aumentos no indicador da cesta básica em Cuiabá

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Economia

Foto: Assessoria/Fecomercio

Interrompendo uma sequência de três altas, a cesta básica em Cuiabá voltou a registrar recuo, de 0,46%, na última semana de novembro. O levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) mostra que o indicador saiu de R$ 760,20 na quarta semana para os atuais R$ 756,72.

Entre os produtos que registraram queda, o tomate e a batata foram os itens que ajudaram a impulsionar o recuo na semana, de -4,32% e -5,48%, respectivamente, em razão das suas safras e do fator climático. Ainda segundo o Instituto, o açúcar, que apresentou queda no preço de -6,39%, sofreu grande influência do mercado internacional.

Outro item de destaque foi o leite, que, nas últimas semanas, tem registrado recuos no seu preço, custando R$ 6,78 o litro, menor valor desde junho. O item, no entanto, já chegou a custar R$ 9,06 o litro no mês de julho.

O superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, salientou que “mesmo o indicador da cesta básica apresentando crescimento nas últimas três semanas, a recente queda pode ser um sinal de estabilidade e, além disso, pode fornecer maior otimismo para diminuições futuras, já que a maioria dos itens demonstram queda na semana atual”.

Ainda com relação ao recuo no preço próximo ao fim do ano e datas comemorativas, Cunha ressaltou ser um sinal positivo para a economia de Cuiabá, o que deve contribuir para um manejo de renda mais favorável para as famílias.

“Oito dos cinco itens que compõem a cesta tiveram recuo semanal. A variação negativa da farinha de trigo e do leite, igualmente ocorrido com seus derivados, contribui na diminuição do peso de crescimento da cesta”, finalizou.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Isenção da “taxa das blusinhas” em compras até US$ 50 é sancionada

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (10), o projeto de lei de conversão (PLV) 13 de 2026 que zera a tarifa de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 257) feitas pela internet por remessas postais.

A nova legislação trata da tributação simplificada de compras on-line de plataformas do exterior, extinguindo a chamada “taxa das blusinhas”. O texto ainda reduz de 60% para 30% a tarifa para mercadorias que somam até R$ 3 mil por remessa.  

“Qual é o ganho que o Estado tem cobrando imposto de quem compra US$ 50? O que nós estamos fazendo aqui é uma reparação, dando às pessoas que não viajam de avião, que não podem comprar vinho, que não podem comprar uísque, que não podem comprar blusa de couro chique, que compram uma coisinha menor”, comentou o presidente Lula.

A medida ainda permite que o ministro da Fazenda altere as alíquotas do imposto de importação tratados na nova lei.

“A norma autoriza tratamento tributário diferenciado conforme o meio de importação e a adesão da plataforma ao programa de conformidade da Receita Federal”, diz nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR).

A Secom acrescentou que o governo poderá estabelecer limites quantitativos e de frequência de compras, “além de mecanismos para evitar fracionamento artificial de remessas e controles destinados a impedir utilização do regime simplificado para fins comerciais ou de revenda”.

Aprovada no Congresso

Editada pelo governo em maio deste ano, a Medida Provisória (MP) 1.357 foi aprovada na Câmara e no Senado na semana passada, com alterações em relação ao texto original.

Entre as mudanças, foi incluída a isenção que zera o imposto de importação de medicamentos que não tem versão similar no Brasil.

O relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) ainda incluiu a previsão de uma avaliação periódica, a ser feita pelo Ministério da Fazenda, para analisar os efeitos econômicos da isenção proposta.

A avaliação periódica deve ainda ser acompanhada por setores empresariais de têxteis e vestuário; calçados; acessórios; brinquedos e cosméticos. O regime de tributação diferenciado terá também que passar por avaliação anual do Congresso Nacional.

Empresários nacionais

A proposta da “taxa das blusinhas” sofreu oposição de setores empresariais nacionais que alegam “concorrência desleal” por parte de empresas estrangeiras, em especial, da China. Para esses empresários, a medida coloca em risco empregos no Brasil ao reduzir o preço de produtos importados.

Na cerimônia de sanção da nova lei, o presidente Lula argumentou que o governo avalia que a isenção não deve causar prejuízos para as empresas nacionais.

“É uma coisinha tão insignificante que não vale a pena alguém dizer que causa prejuízo, que causa desemprego, que vai causar problema no comércio”, comentou.



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