" VALORIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS DO CAMPO"

Secretaria lança mais um projeto-piloto do Agro da Gente e fomenta agricultura familiar

Representando o prefeito Emanuel Pinheiro, o titular da SMATED, Francisco Vuolo, afirmou que a iniciativa é resultado de uma série de estudos realizados pela Prefeitura de Cuiabá, onde foi constado a predominância soberana do cultivo do legumes no município, servindo como ponte de partida de aperfeiçoamento da cadeia produtiva.

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Foto: Emanoele Dainane/Secom-CBA

A Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), lançou oficialmente, na manhã desta terça-feira (8), mais um projeto-piloto, o ‘Mais Mandioca’, que integra o programa Agro da Gente. A ação foi realizada na Chácara Pão de Mel, localizada no Assentamento Marcolana, zona rural da capital e contou com a adesão de mais de 20 produtores de pequenas propriedades da região. 

A proposta da gestão Emanuel Pinheiro consiste em levar até às localidades mais afastadas do centro urbano da cidade, políticas públicas de valorização da família do campo, intermediando a venda dos produtos, em parceria com uma empresa privada do segmento – responsável pela compra direta dos alimentos, seguindo os critérios de consumo exigidos pelos órgãos reguladores. 

Representando o prefeito Emanuel Pinheiro, o titular da SMATED, Francisco Vuolo, afirmou que a iniciativa é resultado de uma série de estudos realizados pela Prefeitura de Cuiabá, onde foi constado a predominância soberana do cultivo do legumes no município, servindo como ponte de partida de aperfeiçoamento da cadeia produtiva. 

“Nada é em vão. Passamos todo o ano passado trabalhando no levantamento das informações, e a  mandioca se destacou entre os dados, com mais de 110 culturas diferentes. Seguindo essa linha de raciocínio, percebemos que os produtores de pequenas propriedades, nem todos tem aptidão para comercialização, e a nossa participação é justamente essa, fazer a ponte entre comércio, garantindo a venda da produção por um preço justo, além de ofertar todo o suporte técnico durante os plantio, com auxílio da tecnologia, possibilitando o manejo correto do começo ao fim”, declarou. 

A presidente da Associação de Moradores, Ozânia de Jesus, agradeceu a oportunidade ofertada pela administração atual de reconhecimento da classe trabalhadora, fortalecendo suas origens, evitando a migração para as áreas urbanas. “Ninguém quer viver sem perspectiva e isso veio para nós alegrar. Estamos cansamos de ouvir que agricultura familiar está envelhecendo, nosso desejo não é esse, é continuar aqui, trabalhando com aquilo que sabemos fazer de melhor”, acrescentou. 

Vuolo explicou, por fim, que a meta do Executivo Municipal, com bases nas experiências adquiridas nos próximos meses, expandir para demais categorias do ramo, que servirão com fonte de subsistência para às futuras gerações. “Queremos formar empresários, que amanhã irão produzir em larga escala e exportar para todos os cantos. É importante dar o peixe, só mais que isso, ensinar a pescar. Vamos continuar investindo cada vez mais, de forma ordeira e organizada”, finalizou. 

Agro da Gente

Regimentado pela lei municipal nº 6.809/2022, visa atender mais de duas mil famílias, que têm como fonte de subsistência o cultivo da terra, promovendo o aumento da fabricação de seus produtos, elevando a autoestima dos pequenos produtores de pequena propriedade do município, atendendo a quatro cadeias produtivas: aves, leite, frutas, legumes, verduras e peixes, por meio do fornecimento tecnológico, apoio técnico, qualificação, insumos e recursos necessários aos assistidos, garantindo aos consumidores, alimentos certificados e com selo de qualidade. 

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Reforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeiros

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A Reforma Tributária promulgada em dezembro de 2023 provocou um aumento no número de doações de imóveis em todo o país. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), em 2025, foram registradas 185.861 escrituras públicas – um crescimento de 59% em comparação aos 116.225 atos formalizados em 2020.

Para especialistas, a “corrida” aos cartórios e à plataforma digital do CNB, o e-notariado, reflete uma crescente busca das famílias para antecipar a transferência de patrimônio, antes da entrada em vigor das novas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O ITCMD é um imposto que os estados e o Distrito Federal cobram sobre a herança e a doação de bens ou direitos patrimoniais. Cada unidade federativa tem autonomia para definir seus próprios prazos e taxas.

Com a gradual entrada em vigor da Reforma Tributária, quanto maior for o valor do bem maior será o percentual das alíquotas do ITCMD, podendo chegar ao máximo de 8%.

A título de exemplo, no Distrito Federal, o governo distrital cobra uma alíquota progressiva de 4% a 6% para heranças e doações, independentemente do valor do patrimônio transmitido. Em São Paulo, há dois projetos de lei em discussão na Assembleia Legislativa: um que reduz a alíquota progressiva atualmente cobrada no estado, limitando-a ao máximo de 4%, e outro que institui o teto de 8%.

Além disso, conforme o texto da Emenda nº 132/2023, que institui a Reforma Tributária, a base de cálculo do imposto passará a ser o valor de mercado do imóvel ou bem, e não mais seu valor patrimonial – geralmente, mais baixo.

“A expectativa é que esse volume de doações continue crescendo e, portanto, também as lavraturas de escrituras”, declarou, em nota, o presidente do CNB, Eduardo Calais.

Ainda segundo a entidade, que representa os mais de 9 mil notários e tabeliães do Brasil, o registro de escrituras públicas de doações de imóveis começou a aumentar já em 2020, antes mesmo da Reforma Tributária ser promulgada, mas se intensificou nos últimos anos, até atingir, em 2025, o maior número da série histórica.

“Nos últimos meses, é nítido o aumento na procura de clientes que buscam antecipar sua sucessão patrimonial, seja por meio de doações diretas a descendentes, seja pela integralização de ativos em holdings familiares”, acrescentou, na mesma nota, Joanna Oliveira Rezende Barbosa, especialista em planejamento patrimonial.

Para os especialistas, há muitas famílias acompanhando a movimentação legislativa nos estados e no Distrito Federal para decidir se antecipam as doações em vida, e como fazê-las. Até porque, conforme já estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças na cobrança do imposto precisam ser previamente aprovadas e regulamentadas pelo poder local.

Doações exigem cautela

Por outro lado, o advogado Matheus Bertolo Piconez alerta que agir impulsivamente pode gerar uma série de problemas, inclusive familiares.

Por exemplo: se os pais antecipam a doação para o(s) filho(s) do único imóvel que possuem, sem estabelecer seu direito de, enquanto vivos, continuarem morando ou se beneficiando da renda gerada pelo bem, passarão a depender da boa vontade do(s) herdeiro(s).

“A antecipação faz sentido quando vem acompanhada de planejamento completo, não como uma corrida de última hora”, acrescentou o advogado.

Piconez destaca a importância de o interessado também definir os termos gerais do acordo de transmissão do bem e verificar se dispõe dos recursos financeiros necessários para honrar despesas imediatas, já que a doação de um imóvel ou patrimônio não elimina a obrigação de pagar o ITCMD e outras despesas.

Presidente da seção do Colégio Notarial do Brasil no Distrito Federal, Geraldo Felipe de Souto destaca que, além de poderem registrar as escrituras remotamente, por meio da plataforma e-notariado, é possível realizar o planejamento sucessório sem abrir mão do pleno controle patrimonial. Uma das opções mais adotadas para isto é a chamada doação com reserva de usufruto.

“A Reforma Tributária trouxe urgência para conversas que muitas famílias ainda não tinham tido. Planejar a sucessão patrimonial deixou de ser algo para o futuro e passou a ser uma decisão do presente”, comentou Souto, garantindo que os cartórios de notas estão prontos para orientar cada família sobre as melhores alternativas para cada caso.



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