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Ritmo Run reúne 3 mil participantes e arrecada 7 toneladas de alimentos em Sinop

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A 1ª Corrida Ritmo Run – Saúde em Movimento, promovida pelo Rotary Club de Sinop com o apoio da Prefeitura de Sinop, reuniu cerca de 3 mil participantes no último sábado (4) e arrecadou 7 toneladas de alimentos não perecíveis. O evento contou com atletas amadores e profissionais, além de equipes de corrida de diversas regiões de Mato Grosso. Como parte da inscrição, cada participante doou dois quilos de alimentos, que serão destinados ao Projeto Unidos pelas Crianças, iniciativa que atende mais de 500 crianças por semana.

O vice-prefeito Paulinho Abreu destacou que a parceria entre a Prefeitura e o Rotary fortalece ações voltadas ao esporte, à saúde e à assistência social. “É um apoio da Prefeitura junto ao Rotary, pensando na saúde, no esporte, no bem-estar, mas também no social. É um evento muito importante e o Rotary pode contar sempre com o apoio da Prefeitura em ações como essa, que visam ao bem-estar da população de Sinop e também ao fortalecimento do trabalho social na nossa cidade, visto que o Rotary realiza grandes ações e é uma instituição parceira do município”, disse o vice-prefeito.

O presidente do Rotary Club de Sinop, Allan Loureçon, comemorou o resultado da primeira edição da prova e ressaltou o alcance regional do evento. “A Ritmo Run é a primeira corrida do Rotary Club de Sinop. Ela foi desenvolvida com muito carinho para a população da nossa cidade e também do norte de Mato Grosso, porque recebemos participantes de diversas cidades. Foram mais de 3 mil pessoas inscritas e alcançamos uma arrecadação recorde de 7 toneladas de alimentos, que serão destinados ao Projeto Unidos pelas Crianças”, explicou.

Allan Loureçon também destacou a inclusão promovida pela competição e as ações voltadas à promoção da saúde. “Além disso, contamos com a categoria PCD [Pessoa com Deficiência], que representa toda essa parte de inclusão para pessoas que realmente desejam participar e que, muitas vezes, nunca tiveram essa oportunidade. Nosso objetivo é tirar as pessoas do sedentarismo e incentivar a prática da atividade física. O evento também ofereceu testes de glicose e aferição de pressão arterial para os participantes. A proposta é que cada pessoa dê o primeiro passo na corrida ou na caminhada e conquiste mais qualidade de vida”, pontuou.

Vencedor da classificação geral masculina, Moisés Rodrigues celebrou mais um resultado importante na carreira e agradeceu o apoio recebido ao longo de sua trajetória. “Tem quatro anos e meio que eu corro para competir. E hoje, graças a Deus, me sagrei campeão nesta corrida. Quero agradecer aos organizadores do evento, aos meus patrocinadores e apoiadores. Com 44 anos, que vou completar agora, não é fácil correr com atletas mais novos, mas a gente se dedica para isso. Hoje completei 43 pódios em 45 corridas. Para mim, é gratificante ser o atleta número um de Sinop na atualidade e o único classificado na categoria geral da Corrida de Reis por três anos”, disse.

Primeira colocada na classificação geral feminina, Elizangela Silva elogiou a organização da prova e destacou que o esporte também representa integração e qualidade de vida. “Foi um pouco sofrido. Eu sou ciclista, atleta de MTB [Mountain Bike], e já tenho oito anos na corrida. Há cerca de três anos participo de algumas provas, mas o meu foco principal é a bicicleta. Hoje foi um evento muito bom e muito bem organizado. A Ritmo Run está de parabéns. Eu sempre digo que existe quem gosta de competir, como eu, mas também existe quem participa pela saúde, pela amizade, pela confraternização e para registrar esse momento. O esporte é para competir, mas também para se divertir”, ressaltou.

Campeão da categoria PCD, Félix Silva afirmou que a prova marcou um momento especial em sua trajetória como atleta e destacou a importância da inclusão. “Eu sempre participei de corridas de rua, mas esta foi muito importante para mim porque alcancei o meu melhor tempo em todas as competições. Antes eu fazia a prova acima de 20 minutos e, desta vez, concluí abaixo desse tempo. Foi uma grande superação. Como atleta PCD, é uma honra participar desta corrida e representar as pessoas com deficiência. Quero agradecer também a toda a organização pelo excelente trabalho”, afirmou.

O resultado completo da 1ª Corrida Ritmo Run está disponível no link: https://canaldociclista.com.br/ritmo-run-2026/?fbclid=PAdGRzdgS3vdhleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAac1oAZ8SugQ8ciO9iI8SBlCsQXxjx9tZ-Esa-cFvHIsoBFiXQY2mnL6DT_aLw_aem_hKLWV2A-HHLZF_EbRzzD6g&=1.



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Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

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São Paulo – A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a co-diretora do Made-USP, a economista Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos. No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

Impactos futuros

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí, em que a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais. No Amazonas, Sergipe e Pernambuco, a perda seria na casa dos 15%. No Ceará, Maranhão, em Alagoas e Bahia, a queda ficaria entre 10% e 13%, enquanto no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prejuízo chegaria a 6,5%.  

Os efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações realizadas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios, entre 2022 e 2025, teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif. “Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo”, acrescenta.




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