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Produtora investe no cultivo de banana-da-terra anã com apoio técnico e mecanização em Várzea Grande

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A produtora rural Luciene Chiulo, da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, iniciou o plantio de 400 mudas de banana-da-terra anã, em uma ação que evidencia o incentivo à diversificação produtiva e o fortalecimento da agricultura familiar no município.

O plantio contou com o apoio de mecanização, por meio do uso de um trator recentemente adquirido pela gestão municipal e disponibilizado à associação local. A iniciativa também recebe orientação técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) e do escritório local da Empaer, que acompanham todas as etapas do processo produtivo.

A banana-da-terra anã é uma variedade valorizada no mercado, reconhecida pela boa produtividade, porte mais baixo — o que facilita o manejo — e maior resistência a ventos e a algumas pragas. Além disso, apresenta elevado potencial de comercialização, sendo amplamente utilizada tanto para consumo in natura quanto na culinária regional.

O coordenador de desenvolvimento rural de Várzea Grande, Leandro Silva, destaca as vantagens da cultura para os produtores locais. “A banana-da-terra anã é uma excelente alternativa para o agricultor familiar. Possui ciclo produtivo eficiente, boa aceitação no mercado e manejo facilitado devido ao porte da planta. Com acompanhamento técnico adequado, é possível alcançar uma produção de qualidade e com boa rentabilidade”, afirmou.

De acordo com a equipe técnica, o suporte oferecido vai além do plantio. Os profissionais orientam os produtores desde a preparação do solo, definição do espaçamento e plantio correto das mudas, até o acompanhamento do desenvolvimento das plantas. O trabalho inclui ainda o monitoramento de pragas e doenças, orientações sobre adubação e manejo, além do apoio na colheita e na comercialização da produção.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, ressalta a importância da ação para o desenvolvimento rural sustentável. “Estamos investindo em estrutura, assistência técnica e incentivo direto ao produtor. Esse plantio demonstra como a parceria entre poder público, associações e assistência técnica pode gerar resultados concretos, promovendo renda e fortalecendo a agricultura familiar em Várzea Grande”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP

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Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB – Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa. 

O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.

“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”. 

Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita. 

Endividamento 

A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025. 

Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta. 

“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores. 

A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.  

 



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