CUIABÁ
Primeira-dama leva equipe do Cuiabanco para instruir alunas do Qualifica Mulher sobre microcrédito
O microcrédito tem sido bastante comemorado pelas alunas do Qualifica, principalmente para aquelas que buscam empreender e transformar o aprendizado em renda familiar.
Economia
A primeira-dama Márcia Pinheiro visitou duas turmas do programa Qualifica Mulher nesta segunda-feira (08) nos bairros Tijucal e Morada do Ouro, em companhia da equipe técnica do Cuiabanco. O objetivo foi instruir as 23 alunas dos cursos de Design de Sobrancelha e Produção de Bolos e Salgados sobre o acesso ao microcrédito oferecido pela Prefeitura de Cuiabá.
“Nós estamos aqui para dar essa orientação para que elas possam ser inseridas no programa de crédito do Cuiabanco”, disse Marciano Vitorino de Souza, agente de Crédito.
Recentemente, a primeira-dama anunciou a linha de crédito prioritária para as mulheres inseridas no Qualifica Mulher. O valor varia de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil, com juros subsidiados pela Prefeitura de Cuiabá, podendo chegar até R$ 25 mil. O crédito irá fomentar a geração de emprego, renda e autonomia das alunas com a criação de pequenos empreendimentos. A Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, em conjunto com o Senac, também irá oferecer toda orientação e suporte às mulheres por meio da Sala do Empreendedor.
“É importante preparar essas mulheres para uma gestão financeira e administrativa do seu próprio negócio. Também vamos orientar um plano de ação, atendimento ao cliente e muitos outros elementos que preparem a mulher para o sucesso do seu empreendimento”, destacou a primeira-dama.
O microcrédito tem sido bastante comemorado pelas alunas do Qualifica, principalmente para aquelas que buscam empreender e transformar o aprendizado em renda familiar.
“Até cinco mil, não tem juros, é uma bênção! Você pegar cinco mil e investir em material para começar a trabalhar e ainda sem ter juros. Hoje em dia, pegar dinheiro em um banco é 5% ou 10%, e é muito alto. Você desanima”, contou Marinalva Martins.
SECOM/CUIABÁ
Economia
Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional
Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). 

O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.
Justiça
Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.
O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.
Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.
Origem
A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apresentado pela Caixa.
Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.
Proposta rejeitada
Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:
- prêmio de R$ 3 mil por empregado;
- pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
- aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
- antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
- pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
- R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
- criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.
A proposta tinha validade até ontem (11).
Saúde Caixa
As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:
- contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
- cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
- aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
- limite de 9% para o grupo familiar;
- criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
- cobrança de 13 mensalidades;
- aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
- isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
- recadastramento anual obrigatório.
A proposta também previa uma janela de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa.
Atendimento aos clientes
A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre as opções estão:
- aplicativo Caixa;
- internet Banking;
- WhatsApp Caixa;
- Caixa Tem;
- aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
- caixas eletrônicos;
- rede Banco24Horas;
- lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.
Banco do Brasil
A situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11).
A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento.
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