Economia
Prêmio Finep de Inovação mostra avanços na regionalização dos recursos
Economia
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, celebrou na tarde de dessa terça-feira (17) a edição 2025 do Prêmio Finep de Inovação, retomado após uma década. 

A cerimônia, realizada em Brasília, apresentou 40 projetos destacados entre os que receberam recursos da empresa pública nos anos de 2023 e 2024.
Com nove categorias e um prêmio especial, a cerimônia apresentou vencedores distribuídos nas cinco regiões do país, com presença de empresas privadas e de projetos nascidos ou em operação em universidades públicas federais.
“Os projetos vencedores mostram que a ciência, tecnologia e inovação devem estar no centro de um Brasil mais justo, sustentável e soberano”, afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
“Este prêmio dialoga diretamente com a Nova Indústria Brasil, destacando missões, como agricultura sustentável, saúde, bioeconomia, transformação digital, defesa e descarbonização”, destacou a ministra.
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Premiados
Os dez vencedores foram selecionados a partir de 116 projetos apoiados recentemente pela Finep. A avaliação considerou a qualidade de apresentação dos projetos, seu potencial de inovação, o impacto ao resolver problemas e gerar benefícios sociais.
Gabriel Inhamuns, gestor Comercial e de Marketing do Grupo Klar, uma das iniciativas premiadas, disse à Agência Brasil que o apoio da Finep foi um divisor de águas para transformar a Nuclearis “de uma solução promissora em uma realidade no mercado brasileiro”.
“Mais do que o aporte financeiro, que foi fundamental para investirmos em infraestrutura de dados e na contratação de pesquisadores especializados, a Finep nos trouxe credibilidade institucional, destacou Gabriel.
“Ganhar um prêmio dessa magnitude funciona como um ‘selo de qualidade’ que abre portas, validando ainda mais nossa tecnologia de Biobancos Digitais com IA e, acima de tudo, mostra que é segura e viável”, completou.
Os vencedores do Prêmio Finep de Inovação, por categoria, foram:
- Cadeias Agroindustriais Sustentáveis: a empresa Ourofino Saúde Animal, com seu processo de desenvolvimento contínuo de produtos fármacos e biológicos;
- Complexo Econômico Industrial da Saúde: a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com sua Plataforma de terapia gênica para tratar epilepsias refratárias e mTORpatias, condições associadas a autismo e atrasos no neurodesenvolvimento;
- Infraestrutura, Saneamento, Moradia e Mobilidade Sustentáveis: a empresa Aeroviver, que desenvolveu um barco voador adaptado às condições de navegação da região amazônica;
- Transformação Digital da Indústria para Ampliar a Produtividade: a empresa Nuclearis Sistemas Em Medicina Nuclear Ltda, que desenvolveu Biobancos digitais voltados para gestão epidemiológica e medicina personalizada;
- Bioeconomia, Descarbonização, Transição e Seguranças Energéticas: a empresa ClarkTecnologia Quimica, Industria e Comércio, com seu sistema de produção de hidrogênio verde;
- Tecnologias de Interesse para a Soberania e a Defesa Nacionais: a empresa Visiona Tecnologia Espacial, com um satélite de baixo custo de produção nacional;
- Deep Tech: a empresa Nintx Pesquisa e Desenvolvimento chegou à etapa pré-clínica do desenvolvimento de um tratamento para doença inflamatória intestinal a partir de um extrato de plantas nacionais;
- Ambiente de Inovação: o Núcleo de Gestão do Porto Digital, pela consolidação do pólo de empresas inovadoras conhecido como Armazém da Criatividade em Caruaru (PE);
- Infraestrutura de P&D em ICTs: a Universidade Federal de Minas Gerais/ICEx – Laboratório de Instrumentação Óptica Aplicada à Saúde, pela estruturação do Centro Temático de instrumentação científica em espectroscopia óptica aplicada à saúde;
- Destaque Especial: Melhor Projeto Coordenado Por Mulheres: a Universidade Federal de Goiás, pelo projeto Cell4vision, uma plataforma biológica de células tronco voltada para tratamentos regenerativos em oftalmologia, aplicável a doenças da córnea e retina.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou em sua fala a importância de cada proposta recebida para o desenvolvimento de áreas estratégicas do país.
“Recebemos centenas de propostas disruptivas, capazes de mudar setores estratégicos da economia, gerar empregos qualificados, reduzir desigualdades e principalmente melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade. Ao fomentar a inovação, certamente estamos melhorando o nosso processo de inserção na cadeia global, com mais intensidade tecnológica e valor agregado aos produtos”, afirmou.
Finep pelo Brasil
A terça-feira (17) também teve uma das fases de apresentação de editais para empresas e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), na Universidade de Brasília (UnB), no Distrito Federal.
A iniciativa faz parte do Finep pelo Brasil, programa de articulação nos territórios, que prevê 100 eventos de divulgação e qualificação de parceiros. Entre as iniciativas foram detalhados os 13 editais de apoio, que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis, a partir do compromisso de fomentar a modernização tecnológica do setor produtivo.
Economia
Dólar cai para R$ 5,08, e bolsa recua pela quarta vez consecutiva
O dólar voltou a cair e fechou abaixo de R$ 5,09, com o real favorecido pelos juros altos e pela valorização do petróleo. A bolsa de valores registrou a quarta queda seguida, pressionada por perdas de mineradoras.

No início do dia, o mercado reagiu a sinais de uma possível redução das tensões no Oriente Médio, mas novas declarações do presidente americano, Donald Trump, mantiveram a cautela dos investidores.
Principais números:
- Dólar à vista: -0,42%, a R$ 5,089;
- Ibovespa: -0,20%, aos 173.371,35 pontos;
- Petróleo Brent: +1,27%, a US$ 89,22 o barril;
- Petróleo WTI: +0,85%, a US$ 82,48 o barril.
Câmbio
O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda cai 1,42% em relação ao real. Em 2026, a desvalorização chega a 7,28%.
O movimento acompanhou a desvalorização da moeda estadunidense em relação a divisas de países emergentes, mesmo com o dólar subindo perante moedas de economias avançadas.
A moeda chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a procura global por ativos considerados mais seguros.
No cenário doméstico, a elevada diferença de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continuou sustentando operações de carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países de juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas.
Outro fator de apoio ao real foi a valorização do petróleo, que melhora a perspectiva para a entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com as exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas pela indústria extrativa.
Bolsa
O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas.
O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer o discurso contra Teerã, aumentando novamente a cautela nos mercados.
A alta das ações da Petrobras, favorecida pelo avanço do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda de ações de mineradoras.
Petróleo
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações ao longo do dia, refletindo as dúvidas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio.
O Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, para US$ 89,22 o barril, depois de superar brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril WTI, do Texas, subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48 por barril.
Os preços perderam parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores para reduzir as tensões com Washington. No entanto, a commodity voltou a subir depois que Donald Trump prometeu responder com mais intensidade a novos ataques contra militares americanos.
Também permaneceram no radar do mercado as restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que continuam alimentando preocupações com a oferta global de petróleo.
*Com informações da Reuters
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