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Prefeitura de Sinop intensifica combate às hepatites virais e reforça importância do diagnóstico precoce

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde e do Serviço de Assistência Especializada (SAE), intensifica as ações de conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites virais. A mobilização integra a campanha nacional Julho Amarelo, voltada ao enfrentamento dessas doenças, que, na maioria dos casos, evoluem de forma silenciosa e podem causar sérias complicações quando não identificadas a tempo.

Ao longo do mês, as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e o SAE reforçam a oferta de testes rápidos para hepatites B e C, além de promoverem ações educativas junto à população. No dia 18 de julho, será realizado o Dia D da campanha, quando todas as UBS’s e o SAE estarão mobilizados para ampliar o acesso à testagem, ao acolhimento e às orientações sobre a doença.

A enfermeira do Serviço de Assistência Especializada (SAE), Vanessa Gatto, destaca que o principal objetivo da campanha é incentivar a população a procurar os serviços de saúde antes mesmo do aparecimento dos sintomas. “As hepatites virais, na maioria das vezes, não apresentam sintomas nas fases iniciais. Por isso, a realização do teste rápido é fundamental. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de evitar complicações e iniciar o tratamento de forma adequada”, explica.

As hepatites virais podem ser causadas pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E. Entre os sinais que podem surgir em fases mais avançadas da doença estão náuseas, dor abdominal, perda de apetite e pele ou olhos amarelados, sintomas que frequentemente indicam algum grau de comprometimento do fígado.

Por esse motivo, a Secretaria de Saúde reforça que não é necessário aguardar o aparecimento de sintomas para realizar a testagem. O exame é rápido, gratuito e está disponível durante todo o ano em todas as UBS’s do município e também no Serviço de Assistência Especializada.

Além das ações nas unidades de saúde, o SAE também realizará atividades de orientação em empresas, em parceria com a Bizarte, levando informações sobre prevenção, formas de transmissão, importância da vacinação contra a hepatite B e incentivo à realização dos testes rápidos.

Diagnóstico precoce é aliado no combate às hepatites

A identificação precoce é uma das principais estratégias para reduzir os impactos das hepatites virais. O diagnóstico permite iniciar o acompanhamento antes do surgimento de complicações, protegendo a saúde do paciente e reduzindo a transmissão da doença.

No caso da hepatite C, o tratamento disponível possibilita a cura da infecção, contribuindo para a meta nacional de eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030. Já a hepatite B conta com vacina disponível gratuitamente na rede pública e, quando diagnosticada, pode ser acompanhada e controlada com tratamento adequado, reduzindo o risco de danos ao fígado.

Referência regional

O Serviço de Assistência Especializada (SAE) é a unidade de referência regional para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com hepatites virais e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s).

Durante o Dia D, além da realização dos testes rápidos, a equipe multiprofissional estará disponível para acolhimento, aconselhamento, consultas especializadas e, quando necessário, coleta de exames complementares, como carga viral, possibilitando que pacientes com resultado positivo iniciem imediatamente o acompanhamento clínico.

A Secretaria de Saúde orienta que toda a população aproveite a campanha para manter a vacinação em dia, especialmente contra a hepatite B, e realize a testagem preventiva, disponível gratuitamente durante todo o ano nas UBS’s e no SAE. Essas medidas são fundamentais para ampliar o diagnóstico precoce, interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida à população.



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Do trabalho sem limites ao fim da escala 6×1: veja evolução da jornada

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A promulgação da emenda constitucional que extingue a escala de seis dias de trabalho para um de descanso marca um novo capítulo da história das relações trabalhistas no Brasil. A mudança, que garante o direito a dois dias de descanso semanal, ocorre após mais de um século de reivindicações por limites à jornada de trabalho e por condições que assegurem aos trabalhadores tempo para atividades além do emprego.

Com base em informações históricas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Agência Brasil fez um levantamento dos principais marcos da evolução da jornada de trabalho no país.

Herança escravista

Antes das primeiras leis trabalhistas, a economia brasileira foi sustentada por séculos pelo trabalho escravizado. Segundo o TST, a história do trabalho livre e assalariado é relativamente recente no país.

Durante 400 anos, a economia brasileira se apoiou no trabalho realizado por pessoas escravizadas. Já o período de trabalho livre e remunerado tem pouco mais de um século.

Essa herança ajuda a explicar por que a construção dos direitos trabalhistas ocorreu de forma gradual.

Primeiros passos

No início do século 20, trabalhadores passaram a se organizar para reivindicar direitos e limites para a jornada de trabalho. Naquele período, a ausência de regras gerais permitia jornadas extensas em diversos setores da economia.

Segundo o histórico do MTE, em 1912, a Confederação Brasileira do Trabalho (CBT), criada durante o 4º Congresso Operário Brasileiro, defendia uma pauta que incluía a jornada de oito horas diárias e a semana de seis dias de trabalho.

Também estavam entre as reivindicações a indenização por acidentes de trabalho, o salário mínimo, o seguro obrigatório para doenças e a pensão para velhice.

Ministério, Justiça e CLT

Poucos anos depois, em 1918, o governo federal criou o Departamento Nacional do Trabalho, uma das primeiras estruturas estatais voltadas à regulamentação das relações trabalhistas.

A institucionalização da proteção ao trabalho avançou em 1923, com a criação do Conselho Nacional do Trabalho. O órgão é apontado pelo TST como um dos marcos iniciais da estrutura que daria origem à Justiça do Trabalho brasileira.

Na década de 1930, com a criação do Ministério do Trabalho pelo governo de Getúlio Vargas, o direito do trabalho passou por um processo de ampliação, organização e regulamentação.

Segundo o TST, esse movimento culminou na instalação da Justiça do Trabalho, em 1941, e na consolidação da legislação trabalhista nos anos seguintes.

Um dos principais marcos desse processo foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, que reuniu e organizou a legislação trabalhista existente.

Da Constituição Federal ao fim da escala 6×1
 


São Paulo (SP), 30/06/2026. - Ato pelo fim da escala 6x1, na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 30/06/2026. - Ato pelo fim da escala 6x1, na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Protesto contra escala 6 por 1 em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Arquivo Agência Brasil

Durante grande parte do século 20, a jornada semanal máxima prevista na legislação brasileira era de 48 horas.

A Constituição Federal de 1988 promoveu uma das mudanças mais importantes nesse modelo ao reduzir o limite para 44 horas semanais, mantendo o teto de oito horas por dia.

A promulgação do fim da escala 6×1 representa agora mais uma alteração relevante nessa trajetória.

Ao assegurar dois dias de descanso por semana, a nova regra modifica uma forma de organização do trabalho que permaneceu por décadas em atividades como comércio e serviços.

A medida amplia o período de descanso dos trabalhadores e se soma a uma série de mudanças que, ao longo da história brasileira, buscaram limitar o tempo dedicado ao trabalho e ampliar direitos dos brasileiros.

Linha do tempo

Até 1888 – A economia brasileira se apoia majoritariamente no trabalho escravizado, sem direitos trabalhistas

1912 – A Confederação Brasileira do Trabalho passa a defender a jornada de oito horas diárias e a semana de seis dias de trabalho

1918 – Criação do Departamento Nacional do Trabalho

1923 – Criação do Conselho Nacional do Trabalho

1930 – Criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio

1941 – Instalação da Justiça do Trabalho

1943 – Criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

1988 – A Constituição Federal reduz de 48 para 44 horas o limite semanal de trabalho

2026 – Congresso Nacional promulga a emenda constitucional que extingue a escala 6×1 e garante dois dias de descanso semanal a todos os trabalhadores



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