CUIABÁ

Prefeitura de Cuiabá promove capacitação para compras governamentais

O objetivo é beneficiar micro e pequenas empresa locais

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Economia

DAVI VALLE

A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico – SMATED deu início nesta quarta-feira (13), em parceria com o SEBRAE-MT, à execução do programa Cidade Empreendedora e Sustentável, com enfoque específico nas compras governamentais, com especial atenção aos benefícios destinados às micro e pequenas empresas. Foram convidados para participar da primeira palestra diretores administrativos e financeiros servidores da Prefeitura.

Segundo o consultor do SEBRAE em Compras Governamentais, Felipe Ansaloni, o objetivo do programa é fazer a transição para a nova lei de licitações, garantindo o tratamento diferenciado e favorecido para os pequenos negócios. “A intenção é permitir que as empresas locais, de preferência as de Cuiabá, tenham a chance de fornecer seus produtos e serviços para a Prefeitura, aproveitando as oportunidades deste mercado. Este programa servirá como uma atualização sobre a legislação, uma vez que a nova lei de licitações foi aprovada há cerca de dois anos e meio”, explicou.

Ansaloni revelou que, atualmente, todas as prefeituras do país estão passando por esse período de transição, e Cuiabá não é exceção. “O foco deste projeto em colaboração com o SEBRAE é aproveitar os esforços que a Prefeitura já está fazendo para não negligenciar as pequenas empresas locais. Queremos garantir que elas não percam a oportunidade de vender para a Prefeitura, contribuindo para o desenvolvimento econômico local, a geração de empregos e o fortalecimento das empresas do município”.

O programa incluirá duas capacitações, que serão realizadas no final do mês de outubro, juntamente com a preparação de editais padronizados, com foco nas compras de micro e pequenas empresas locais. O público-alvo deste programa são os servidores públicos da área de compras, licitações e jurídica da Prefeitura de Cuiabá, que preparam os processos licitatórios que serão publicados para que as pequenas empresas possam participar.

O diretor de Trabalho, Emprego e Renda da SMATED, Rafael Butarelli deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância do programa para a capital. “Os principais beneficiários deste programa serão os micro e pequenos empreendedores de Cuiabá. Nosso objetivo é garantir o cumprimento da nova lei de licitações e do estatuto das micro e pequenas empresas, incentivando preferencialmente as empresas de Cuiabá a fornecerem para a Prefeitura”, concluiu.

SECOM/CUIABÁ

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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