MATO GROSSO
Preço do etanol em Mato Grosso é o mais barato do país
Secretário de Desenvolvimento Econômico diz que política fiscal do Governo de MT contribui para preço mais baixo
Economia
Mato Grosso tem o etanol mais barato do país, com preço médio de R$ 3,30, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor praticado no Estado é R$ 0,13 mais barato do que o segundo menor preço encontrado na pesquisa, que foi de R$ 3,43, em São Paulo.
O preço mato-grossense ainda é R$ 0,32 mais barato que o preço médio nacional, calculado em R$ 3,62.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, o preço mais barato do país é resultado da política fiscal adotada pelo Governo do Estado, aliada ao compromisso dos empresários e produtores mato-grossenses.
“Mato Grosso é o maior produtor de milho brasileiro, e graças ao investimento privado em muita tecnologia, e a uma política fiscal justa e responsável do governo Mauro Mendes, conseguimos ter a menor alíquota de ICMS do etanol de milho e, consequentemente, graças a nossa produção, temos o etanol de menor preço no Brasil”, observou.
O secretário ainda ressaltou que Mato Grosso tem a menor alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do etanol em todo país desde 2020, quando, à época, o percentual era de 12,5%. Atualmente a alíquota praticada é de 8,5%.
Com a redução da tributação, o etanol se torna mais competitivo quando comparado à gasolina, além de ser um biocombustível menos poluente.
Levantamento
Os dados constam no Levantamento de Preços de Combustíveis, divulgado pela ANP nesta quarta-feira (09.08). A pesquisa mapeou 72 postos de combustíveis de Mato Grosso, entre os dias 30 de julho e 5 de agosto.
Conforme a ANP, o preço do etanol em Mato Grosso varia entre R$ 3,15 e R$ 3,89, sendo que o menor preço foi encontrado em Cuiabá, que tem o etanol mais barato entre todas as capitais do país.
Já os maiores preços médios foram encontrados no Amapá (R$ 5,69) e em sua capital, Macapá (R$ 5,71). A diferença para o preço praticado em Mato Grosso é de 58% na comparação entre os Estados (R$ 2,39) e 55% entre as capitais (R$ 2,56).

Economia
INPC tem variação negativa em agosto e soma 3,98% em 12 meses
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para a correção anual de salários, fechou agosto em -0,32%. No acumulado de 12 meses, o indicador marca 3,98%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Agosto teve a inflação mais baixa desde setembro de 2022 (também -0,32%).
Em julho passado, o INPC também tinha apresentado deflação (-0,01%), isto é, inflação negativa. Em agosto de 2025, o indicador ficou em -0,21%.
Em agosto, o grupo de produtos e serviços que mais puxou o índice para baixo foi o chamado habitação (-2,17% e impacto de -0,38 ponto percentual). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto na conta de luz que os consumidores receberam no mês passado.
Correção de salários
O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado como referência de cálculo para reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.
O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.
INPC x IPCA
O IBGE divulgou também nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que teve a menor taxa em quatro anos (-0,32%).
Uma diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621.
No INPC, são apurados preços de 367 produtos e serviços (os chamados subitens), dez a menos que no IPCA.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Em perspectiva inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.
De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.
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