"Crescimento"

Pesquisa mostra tendência de alta para o consumo em 2022 na capital

É possível observar, na pesquisa, uma evolução do poder de compra no curto prazo. O crescimento do índice de Consumo Atual dá sinais de um ambiente para compra mais estabilizado”.

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A pesquisa que monitora a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá, do mês de fevereiro, apresentou alta de 0,7% sobre o mês anterior e atingiu 73,5 pontos. O resultado no mês também foi superior no comparativo com fevereiro de 2021, de 0,9%, quando somou 72,8 pontos, segundo o levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio no estado (IPF-MT).

O presidente da federação, José Wenceslau de Souza Júnior, disse ser um momento positivo para os consumidores com relação à renda. “É possível observar, na pesquisa, uma evolução do poder de compra no curto prazo. O crescimento do índice de Consumo Atual dá sinais de um ambiente para compra mais estabilizado”.

A melhora no indicador foi puxada pelas famílias da capital que recebem acima de 10 salários-mínimos, com alta de 4,8% no mês, atingindo 102,1 pontos, enquanto as famílias que recebem abaixo disso permaneceram praticamente estáveis, com elevação de apenas 0,1% no período, registrando 70,4 pontos.

Para o diretor de Pesquisas do IPF-MT, Maurício Munhoz, o ambiente econômico do estado vive um cenário positivo. “Apesar de os indicadores macroeconômicos serem preocupantes, com a inflação e os juros altos, a reação do consumidor cuiabano é animadora, pois continua em crescimento. Mato Grosso, puxado pelo agronegócio, está em um ambiente econômico otimista, e os números traduzem isso”, explicou Munhoz.

Os componentes que contribuíram para elevação mensal da pesquisa são referentes ao nível de consumo atual, que apresentou crescimento de 2,6%; à renda atual, com alta de 2,3 %; e à aquisição de bens duráveis, de 2,2%.

No entanto, o componente que avalia a situação do emprego atual apresentou retração mensal de 0,6% e atingiu 114,7 pontos, contra 115,4 pontos do mês anterior. Ainda assim, o resultado atual está 2,7% superior ao registrado em fevereiro de 2021. Dos 500 entrevistados na pesquisa, 13% deles disseram estar desempregados, contra 13,9% verificado em fevereiro de 2021.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

Foto: Luiz Alves

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Cuiabá tem 341 mil adultos inadimplentes e dívidas crescem 9,74% em um ano

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Cuiabá encerrou setembro com cerca de 341 mil consumidores adultos com restrição de crédito, segundo estimativa do SPC Brasil apurada para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O número representa aumento de 3,03% em relação a setembro de 2025, abaixo das altas registradas no Centro-Oeste (7,74%) e no Brasil (6,97%).

Na comparação com agosto, o índice de inadimplentes na capital cresceu 1,63%. Além do número de consumidores com restrição, o volume de dívidas também avançou: a quantidade de débitos em atraso aumentou 9,74% em um ano e 3,21% em um mês.

O valor médio devido por consumidor chega a R$ 6.673,19. Cada inadimplente tem, em média, 2,54 contas em atraso, índice superior ao registrado no Centro-Oeste (2,49) e no país (2,36).

Dívidas antigas

Os dados também revelam que boa parte dos débitos permanece em aberto por longos períodos. O tempo médio de atraso é de 29,7 meses, quase dois anos e meio.

As dívidas com atraso entre um e três anos representam 34,42% do total. Outras 24,07% estão vencidas há quatro a cinco anos. Já os débitos com até 90 dias de atraso correspondem a 7,03%.

Os bancos concentram a maior parcela das dívidas registradas em Cuiabá, com 62,35% do total. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%; as contas de água e energia elétrica, com 7,98%; e os serviços de comunicação, com 2,93%. Outros setores respondem por 12,28%.

Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro familiar e da renegociação dos débitos.

“Com o orçamento organizado, fica mais fácil separar uma parte da renda para quitar o que está atrasado, procurar a renegociação antes que a dívida cresça e evitar usar o crédito para cobrir gasto do dia a dia”, afirmou.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estavam com restrição de crédito em setembro. O número representa alta de 5,02% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.

O volume de dívidas em atraso no estado também aumentou, com crescimento de 11,22% em 12 meses e de 3,07% na comparação mensal.

Na região Centro-Oeste, 6,47 milhões de pessoas estavam inadimplentes, o equivalente a 48,74% da população adulta.

(Com informações da Assessoria)



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