"Comemoração"
Pesquisa mostra que mato-grossenses pretendem gastar mais no Dia das Crianças em 2022
O cartão de crédito será a principal forma de pagamento para os entrevistados (46%), seguido de dinheiro (27%), cartão de débito (20%) e, por último, o Pix (7%).
Economia
A melhora da condição econômica, influenciada pelo aumento da ocupação e da renda da população, pode ter contribuído para o resultado da pesquisa de intenção de gastos com presentes para o Dia das Crianças neste ano. O levantamento, feito pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT), mostrou que 53% dos mato-grossenses pretendem gastar mais com os pequenos. A pesquisa foi realizada com 305 pessoas em 32 municípios do estado, entre os dias 31 de agosto e 27 de setembro.
De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados pretendem realizar compras e o gasto médio passou de R$172,20 no ano passado para R$ 193,83. Além disso, 30% pretendem gastar o mesmo valor do que foi gasto no ano passado e apenas 17% pretendem gastar menos. A estimativa do IPF-MT é que a data, celebrada no dia 12 de outubro, deve movimentar cerca de R$ 350 milhões no estado.
O cartão de crédito será a principal forma de pagamento para os entrevistados (46%), seguido de dinheiro (27%), cartão de débito (20%) e, por último, o Pix (7%). Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a data é considerada uma das principais para o comércio mato-grossense.
“O Dia das Crianças é muito importante do ponto de vista econômico, já que está entre um período sem datas comemorativas de julho a setembro e próximo às comemorações de fim de ano. Portanto, é uma data bastante esperada pelos comerciantes e comerciários, o que gera boas expectativas para o setor”.
Os tradicionais brinquedos ainda são maioria na escolha dos consumidores (63%), seguido de roupas/acessórios (33%). Já 3% dos respondentes pretendem sair para comemorar e 1% disse que irá comprar chocolates. As lojas de rua também serão mais procuradas pelos consumidores (52%), em seguida vem as de shopping (36%) e, por fim, o e-commerce (12%).
Wenceslau Júnior salienta que as opções de compra contribuem, principalmente, nas atividades ligadas ao comércio e serviços. “Essa pretensão de gastos para a data mostra um cenário muito positivo, já que faz com que a renda circule e pode expandir o crescimento econômico no último trimestre do ano, associando as demais datas que virão nos próximos meses”, concluiu.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Economia
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com disparada do dólar e queda acentuada da bolsa de valores. Nesta sexta-feira (30), a moeda estadunidense avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos.

Na semana, o dólar acumulou valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.
No plano nacional, o desempenho dos ativos foi marcado pelos ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas incertezas sobre a política fiscal brasileira. No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas tecnológicas e de inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países.
Números do dia
- Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
- Máxima do dólar no dia: R$ 5,463, por volta das 16h;
- Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
- Dólar na semana: +9,15%;
- Ibovespa na semana: -18,12%;
- Dólar em outubro: +5,27%;
- Ibovespa em outubro: -9,88%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos.
Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
Em outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27%. Com isso, passou a acumular valorização de 0,81% no ano.
Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.
A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas relacionadas às contas públicas manteve o mercado atento aos rumos da política fiscal brasileira.
Outro fator foi a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2). No mercado internacional, a moeda estadunidense voltou a subir, perante moedas de países emergentes, num dia marcado por turbulências ligadas a empresas de tecnologia.
Bolsa acumula perdas
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado representou o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da Bolsa brasileira.
Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.
O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022, quando a perda havia sido de 11,5%.
A pressão sobre as ações brasileiras ganhou força após a reeleição de Lula. No primeiro pregão depois do resultado eleitoral, na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas.
Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros também contribuiu para a pressão sobre os ativos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.
Cenário externo
Além das incertezas domésticas, o mercado brasileiro acompanhou um ambiente internacional desfavorável, marcado pela cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais.
Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo parte das preocupações relacionadas aos resultados de grandes empresas de tecnologia e aos investimentos em inteligência artificial.
No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.
*Com informações da Reuters
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