"Crescimento"

Pesquisa de maio mostra que consumo dos cuiabanos cresce pelo quinto mês consecutivo 

Entre os subíndices avaliados em Cuiabá, a maioria apresentou um resultado positivo na variação mensal, com destaque no indicador do ‘Emprego Atual’ e ‘Compra a Prazo

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Economia

Foto: Divulgação/FECOMERCIO-MT

A pesquisa que monitora a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá, do mês de maio, apresentou uma pequena alta de 0,3% sobre o mês passado e atingiu 77,3 pontos, chegando a quinta elevação consecutiva em 2022. O levantamento é realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e analisado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT).

Para o diretor do IPF e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, a tendência de recuperação da economia é excelente. “O ICF vem apresentando um bom crescimento desde janeiro, demostrando um melhor grau de satisfação dos consumidores cuiabanos. No mês de maio, a variação foi de 16,59% em relação ao mesmo período do ano anterior, logo, é um indicador positivo, pois a população cuiabana demonstra maior desejo em consumir”, afirmou.

Entre os subíndices avaliados em Cuiabá, a maioria apresentou um resultado positivo na variação mensal, com destaque no indicador do ‘Emprego Atual’ e ‘Compra a Prazo’, com 2,5% e 1,5%, respectivamente. Entretanto, o índice de ‘Perspectiva de Consumo’, que estava em alta no mês anterior, neste mês se encontra com uma variação mensal de 3,9% negativos, sendo a maior variação dos subíndices analisados.

O ‘Emprego Atual’ é um dos componentes do indicador, sendo que este obteve a melhor variação mensal, tanto no índice estadual quanto no nacional. “Estamos levando em consideração as questões econômicas, como a inflação, já que isso reflete na queda da perspectiva de consumo, porém, no contexto em geral, o cenário é promissor”, avalia o diretor do IPF-MT.

O ICF é um indicador com capacidade de medir, com maior precisão possível, a avaliação que os consumidores têm sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família. Em outras palavras, indica a disposição para o consumo, o que pode ser utilizado para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

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Para conter oscilações, Tesouro anuncia nova recompra de títulos

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O Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira (27) que vai recomprar Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) com vencimentos em 15/08/2030, 15/05/2035, 15/08/2040 e 15/05/2045. O edital com as condições do leilão de recompra será divulgado no site da instituição.

A medida foi autorizada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que disse a jornalistas, em Brasília, que a recompra dos títulos seria anunciada “na medida em que estivessem colocadas as condições e a necessidade [do governo federal] de fazer uma intervenção”.

Ao comunicar que prepara um novo leilão de recompra de títulos, a Secretaria do Tesouro também anunciou o cancelamento do próximo leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Conhecidas como Tesouro Selic, as LFTs são títulos públicos de renda fixa indexados à Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.

Ontem (26), um dia após o segundo turno das eleições gerais – cuja disputa à Presidência da República foi vencida pelo candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva -, o Tesouro Nacional recomprou mais de R$ 14,8 bilhões em títulos públicos.

A recompra dos títulos públicos é uma medida extraordinária adotada para corrigir eventuais instabilidades verificadas no mercado, como as registradas nesta segunda-feira e que Durigan classificou como “variações” decorrentes do ajuste de expectativas frente ao resultado das eleições.

“O mercado estava apostando em um determinado candidato, mas um outro, o presidente Lula, conseguiu uma vitória histórica. [Neste contexto] É natural que uma “troca de posições” cause um desarranjo [temporário] no mercado”, disse o ministro aos jornalistas, demonstrando confiança na retomada da “racionalidade de mercado”.

“Espero que hoje a gente mantenha o nível de racionalidade. Não estou falando de nível de preços, até porque não me compete falar sobre isso, mas de racionalidade, sem grandes oscilações”, acrescentou Durigan.



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