"Oportunidade"

“Mutirão Fiscal” entra na reta final em Várzea Grande

Contribuintes com algum tipo de dívida tributária, junto ao Fisco, têm a chance de regularizar a situação e obter descontos.

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Economia

Foto: Secom-VG

O ‘Mutirão da Negociação Fiscal 2022’ da prefeitura de Várzea Grande está entrando na reta final. As condições especiais de regularização de débitos, junto ao Fisco municipal, se encerram no próximo dia 28 e não serão prorrogadas. Até essa data, os tributos vencidos poderão ser pagos com descontos de até 97% de descontos sobre juros e multas podendo, também, parcelar o saldo devedor em até 60 meses.

Integram o rol de débitos do Mutirão Fiscal de 2022, tributos como o IPTU, Alvará de Localização e Funcionamento e ISSQN vencidos até 31 de dezembro de 2021.

A partir de janeiro de 2023, o Município estará executando as dívidas e os inadimplentes terão de arcar com custos integrais dos débitos, ainda acrescidos de juros e multas.  

A pedido da população, o prefeito Kalil Baracat, estendeu o período de negociação. Originalmente se encerrava em 30 de novembro, mas passou a 28 de dezembro. “Além da dilatação do prazo, o prefeito manteve as mesmas condições especiais que estavam em vigor desde 5 de outubro, quando abrimos a campanha de 2022. Nenhuma outra prefeitura mato-grossense está ofertando condições como as de Várzea Grande: 97% de descontos sobre juros e multas podendo, também, parcelar o saldo devedor em até 60 meses”, reforçou a secretária de Gestão Fazendária, Lucineia dos Santos.

Até o dia 22 de dezembro, a prefeitura, por meio do Mutirão, já negociou mais de R$ 19,50 milhões com homologação de 7.350 acordos. Do total pactuado, R$ 5,70 milhões entraram no Tesouro Municipal nesse período. Cerca de 80% dos valores resgatados se referem ao IPTU.

Como frisa o prefeito Kalil Baracat, as condições ofertadas, numa campanha como essa, são únicas. “É a chance que os contribuintes têm de se livrar de débitos, de renegociar passivos e evitar a inscrição em dívida ativa. Quem aderir ao Mutirão passa a estar em dia com o Fisco Municipal e apto a aproveitar os descontos de adimplência que Várzea Grande oferta para os vencimentos anuais do Alvará e do IPTU”.

Kalil destaca que o contribuinte tem sido um dos maiores parceiros do Município na execução e conclusão de obras, especialmente as de infraestrutura. “Estamos fechando 2022 com R$ 200 milhões em investimentos, cifras oriundas da nossa receita própria. Ou seja, dinheiro arrecadado por meio da quitação de impostos. Parte desse montante financiou os 100 novos quilômetros de ruas e avenidas que estamos entregando”, pontuou.

O prefeito lembrou ainda que apesar da pandemia, que marcou seu primeiro ano de gestão, o Município encerrou o exercício 2021 com investimentos próprios de cerca de R$ 200 milhões.  “Ainda que haja incertezas, consequências da pandemia na economia de modo geral, nosso esforço foi o de focar obras de infraestrutura. E agora, em 2022, novamente encerramos o ano com mais R$ 200 milhões aplicados no desenvolvimento da cidade.  Isso só tem sido possível porque criamos um ciclo virtuoso. O contribuinte faz sua parte, a prefeitura devolve impostos em forma de obras e serviços. A população vê tudo acontecer e continua fazendo a sua parte. A melhor de fazer justiça social é reverter recursos em obras, ações e serviços e cobrar de quem deve”.

A secretária de Gestão Fazendária reforça que ao aderir ao Mutirão, o contribuinte fica adimplente e apto – se mantiver os pagamentos do acordo em dia – para usufruir dos descontos anuais – de até 20% – para os pagamentos do IPTU e do Alvará. “Nosso objetivo com o Mutirão Fiscal é recuperar receita. O ano não acabou. Venha nos ajudar a fazer uma Várzea Grande melhor para todos, pois os recursos serão destinados às obras que valorizam a cidade e seus imóveis, além de qualidade de vida às pessoas.”, reforça Kalil. 

AINDA DÁ TEMPO – Além do atendimento online os contribuintes podem se dirigir à sede da Prefeitura Municipal, à Administração Regional do Cristo Rei ou ainda, à Procuradoria Municipal, para aqueles credores com dívidas já judicializadas. “As condições oferecidas para a regularização são inéditas e uma das melhores propostas pelas prefeituras mato-grossenses”, assegura a secretária.

Quem optar pelo atendimento virtual pode escolher entre os canais: site oficial de Várzea Grande, no endereço www.varzeagrande.mt.gov.br ou pelo celular através de WhatsApp no número 65 98459 8124. O telefone celular não recebe ligações.

“Com o atendimento online funcionando em sua plenitude, não temos mais aquelas cenas de filas, de morosidade para atender os contribuintes. É um ganho para os dois lados. Como a demanda via WhatsApp só cresce é sinal de que temos um canal consolidado e que nos aproxima e aproxima o contribuinte de nós”, completa Lucineia.

O atendimento online tem recebido diversas solicitações de simulações, parcelamentos, demonstrativos de débitos, boletins de cadastro imobiliário, certidões negativas, boletos e o próprio termo de parcelamento. Quem optar pelo atendimento via site institucional da prefeitura, pode acessar por meio do link: http://www.varzeagrande.mt.gov.br/parcelamentos

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Economia

Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo

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Após a recente disparada no preço internacional do petróleo, o governo federal ampliou nesta quarta-feira (9) as medidas para conter a alta dos combustíveis no Brasil. As novas ações reduzem em R$ 0,63 por litro os tributos sobre a gasolina e autorizam uma subvenção inicial de R$ 1 por litro de diesel.

As medidas foram anunciadas por meio de um decreto e de uma medida provisória assinados nesta quarta. A estratégia substitui e amplia a política de subsídios adotada anteriormente para tentar reduzir o impacto da disparada das cotações internacionais sobre os preços domésticos.

Principais medidas:

  • Gasolina: redução de R$ 0,63 por litro em PIS/Pasep e Cofins;
  • Etanol hidratado: alíquotas de PIS/Pasep e Cofins zeradas;
  • Diesel: subvenção inicial de R$ 1 por litro, com valor ajustável;
  • Prazo da redução para gasolina e etanol: de 10 de setembro a 5 de outubro;
  • Diesel: mecanismo poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme o mercado.

Nova subvenção ao diesel

A medida provisória assinada pelo governo autoriza a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário enquanto persistir a instabilidade na oferta de combustíveis relacionada aos conflitos geopolíticos.

O desconto será aplicado diretamente ao preço de venda do combustível. Os agentes que aderirem ao programa deverão registrar o abatimento na nota fiscal.

O valor inicial da subvenção será de R$ 1 por litro, mas poderá ser modificado pelo Ministério da Fazenda, de acordo com as condições do mercado e a disponibilidade de recursos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da subvenção.

A medida considera ainda a dependência brasileira de importações. Segundo o governo, mais de 25% do diesel consumido no país é importado, o que aumenta a exposição do mercado doméstico às oscilações internacionais.

Corte na gasolina

Para a gasolina, o governo optou por reduzir a carga tributária. De 10 de setembro a 5 de outubro, as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação e a comercialização do combustível e de suas correntes, com exceção da gasolina de aviação, serão reduzidas.

A diminuição dos tributos será de R$ 0,63 por litro. Com a mudança, a carga tributária total sobre a gasolina passa a R$ 0,16 por litro.

A nova medida substitui e amplia os efeitos da subvenção de R$ 0,44 por litro prevista anteriormente para a gasolina, cuja vigência termina nesta quarta-feira.

Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins. A redução equivale a R$ 0,19 por litro.

Pressão internacional

As novas medidas foram adotadas em meio à permanência da volatilidade no mercado internacional de petróleo.

O governo afirma que o petróleo Brent voltou à faixa de US$ 100 por barril, em nível superior ao observado antes do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A alta das cotações aumenta os custos de produção, refino e importação de combustíveis.

Outro fator de preocupação é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Antes da escalada dos conflitos, cerca de 20% do petróleo mundial passava pela região.

Segundo o governo, o objetivo das medidas é amortecer temporariamente os efeitos desse cenário sobre os preços domésticos.

Crédito de R$ 6,6 bilhões

Para financiar a política de subvenção, o governo federal também abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, por meio da Medida Provisória (MP) 1.389, publicada nesta quarta no Diário Oficial da União.

A maior parte do dinheiro será destinada ao diesel:

  • R$ 5,607 bilhões para a subvenção à produção e à importação de diesel de uso rodoviário;
  • R$ 998 milhões para a subvenção à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo.

Os recursos serão executados pelo Ministério de Minas e Energia, e a ANP ficará responsável pela operacionalização dos pagamentos.

Os créditos extraordinários permitem a utilização imediata dos recursos para cobrir gastos emergenciais e imprevisíveis. Pelas regras, ficam fora do limite de despesas do arcabouço fiscal e da apuração da meta de resultado primário.

Política de subsídios

As medidas anunciadas nesta quarta-feira dão continuidade à política de contenção dos preços dos combustíveis adotada pelo governo desde maio. No fim da tarde, os ministérios da Fazenda, do Planejamento e de Minas e Energia concederão entrevista para explicar os novos subsídios e detalhar o impacto sobre os cofres federais.

Naquele momento, a escalada do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio levou o Executivo a criar mecanismos de subvenção para reduzir o impacto sobre os consumidores brasileiros.

Segundo levantamento do site GlobalPetrolPrices.com, de fevereiro a setembro de 2026, a gasolina acumulou alta de 3,3% no Brasil, contra avanço médio de 20,8% no mundo. No diesel, a alta brasileira foi de 7,3%, ante 30% na média global.

As novas medidas têm caráter temporário e poderão ser ajustadas conforme a evolução dos preços internacionais, das condições de oferta e da disponibilidade orçamentária e financeira.



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