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Mutirão da Negociação Fiscal de Várzea Grande foi prorrogado até 28 de dezembro

A extensão do prazo, concedida pelo prefeito Kalil Baracat, a pedido da população, mantém as mesmas condições especiais do programa de renegociação.

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Economia

Foto: Secom-VG

Está publicado, na edição do dia (1º) do Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso, o decreto de número 55 (página 1.015) que trata da prorrogação do Mutirão da Negociação Fiscal de 2022, da prefeitura de Várzea Grande. Integram o rol de débitos do Mutirão Fiscal de 2022, tributos como o IPTU, Alvará de Localização e Funcionamento e ISSQN vencidos até 31 de dezembro de 2021.no seu Art. 1º Fica prorrogado o prazo do mutirão de negociação fiscal de 2022 até 28/12/2022.

A extensão do prazo, concedida pelo prefeito Kalil Baracat, a pedido da população, mantém as mesmas condições especiais do programa de renegociação que estava em vigor de 5 de outubro a 30 de novembro: 97% de descontos sobre juros e multas podendo, também, parcelar o saldo devedor em até 60 meses.

Como explica o prefeito, a prorrogação do prazo para renegociação de débitos junto ao Fisco Municipal, atende a diversos pedidos feitos na última semana pelos contribuintes. Além da população em si, representantes de diversos segmentos também se manifestaram solicitando um prazo maior. “Nosso objetivo com o Mutirão Fiscal é recuperar receita, criando condições para que os contribuintes inadimplentes possam negociar da melhor forma e regularizar sua situação. Mesmo com um uma primeira fase de negociação aberta por quase 60 dias, houve pedidos para extensão do prazo. As pessoas estão se programando para colocar as contas dias utilizando parte do abono do 13º salário. Por entender que há essa vontade em renegociar, quitar e evitar sanções por parte da população, é que concedemos esse prazo adicional”.

O prefeito lembrou que somente o Município, por meio da quitação salarial das folhas de outubro, novembro, dezembro e 13º salário, estará injetando na economia local cerca de R$ 150 milhões. “Dezembro é um período de bastante circulação de capital e ninguém quer entrar o ano novo devendo. Cabe a qualquer credor facilitar ao máximo as condições de quitação das dívidas. E mais uma vez entendemos que o Mutirão é uma forma de fazer justiça fiscal, pois é por meio da cobrança de quem deve é que vamos ampliar a arrecadação. Aqui em Várzea Grande a arrecadação não cresce por majoração de alíquotas ou de tributos”.

Na primeira etapa do Mutirão, por exemplo, quase R$ 17 milhões foram negociados via formalização de 6.343 acordos. Essa será definitivamente a última chance de colocar os débitos em dia. Quem perder o prazo estará sujeito às sanções administrativas, como inscrição em Dívida Ativa, e ainda, ter o nome protestado em cartório.

A secretária de Gestão Fazendária, Lucineia dos Santos Ribeiro, explica que nessa semana mesmo, durante entrevista, a participação dos ouvintes tinha o mesmo pedido: ampliação do prazo. “Acredito que a prorrogação é uma via de mão dupla: aumentam nossas chances de reaver e recuperar receita e dá oportunidade de o contribuinte se planejar, renegociar e pagar seus débitos de uma maneira que caiba no orçamento doméstico, e que assim ele possa honrar o compromisso assumido”.

COMO APROVEITAR – Além do atendimento online os contribuintes podem se dirigir à sede da Prefeitura Municipal, à Administração Regional do Cristo Rei ou ainda, à Procuradoria Municipal, para aqueles credores com dívidas já judicializadas. “As condições oferecidas para a regularização são inéditas e uma das melhores propostas por prefeituras mato-grossenses”, assegura a secretária.

Quem optar pelo atendimento virtual pode escolher entre os canais: site oficial de Várzea Grande, no endereço www.varzeagrande.mt.gov.br ou pelo celular através de WhatsApp no número 65 98459 8124. O telefone celular não recebe ligações.

“Com o atendimento online funcionando em sua plenitude, não temos mais aquelas cenas de filas, de morosidade para atender os contribuintes. É um ganho para os dois lados. Como a demanda via WhatsApp só cresce é sinal de que temos um canal consolidado e que nos aproxima e aproxima o contribuinte de nós”, completa Lucineia.

O atendimento online tem recebido diversas solicitações de simulações, parcelamentos, demonstrativos de débitos, boletins de cadastro imobiliário, certidões negativas, boletos e o próprio termo de parcelamento. Quem optar pelo atendimento via site institucional da prefeitura, pode acessar por meio do link: http://www.varzeagrande.mt.gov.br/parcelamentos.

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Economia

Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo

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Após a recente disparada no preço internacional do petróleo, o governo federal ampliou nesta quarta-feira (9) as medidas para conter a alta dos combustíveis no Brasil. As novas ações reduzem em R$ 0,63 por litro os tributos sobre a gasolina e autorizam uma subvenção inicial de R$ 1 por litro de diesel.

As medidas foram anunciadas por meio de um decreto e de uma medida provisória assinados nesta quarta. A estratégia substitui e amplia a política de subsídios adotada anteriormente para tentar reduzir o impacto da disparada das cotações internacionais sobre os preços domésticos.

Principais medidas:

  • Gasolina: redução de R$ 0,63 por litro em PIS/Pasep e Cofins;
  • Etanol hidratado: alíquotas de PIS/Pasep e Cofins zeradas;
  • Diesel: subvenção inicial de R$ 1 por litro, com valor ajustável;
  • Prazo da redução para gasolina e etanol: de 10 de setembro a 5 de outubro;
  • Diesel: mecanismo poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme o mercado.

Nova subvenção ao diesel

A medida provisória assinada pelo governo autoriza a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário enquanto persistir a instabilidade na oferta de combustíveis relacionada aos conflitos geopolíticos.

O desconto será aplicado diretamente ao preço de venda do combustível. Os agentes que aderirem ao programa deverão registrar o abatimento na nota fiscal.

O valor inicial da subvenção será de R$ 1 por litro, mas poderá ser modificado pelo Ministério da Fazenda, de acordo com as condições do mercado e a disponibilidade de recursos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da subvenção.

A medida considera ainda a dependência brasileira de importações. Segundo o governo, mais de 25% do diesel consumido no país é importado, o que aumenta a exposição do mercado doméstico às oscilações internacionais.

Corte na gasolina

Para a gasolina, o governo optou por reduzir a carga tributária. De 10 de setembro a 5 de outubro, as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação e a comercialização do combustível e de suas correntes, com exceção da gasolina de aviação, serão reduzidas.

A diminuição dos tributos será de R$ 0,63 por litro. Com a mudança, a carga tributária total sobre a gasolina passa a R$ 0,16 por litro.

A nova medida substitui e amplia os efeitos da subvenção de R$ 0,44 por litro prevista anteriormente para a gasolina, cuja vigência termina nesta quarta-feira.

Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins. A redução equivale a R$ 0,19 por litro.

Pressão internacional

As novas medidas foram adotadas em meio à permanência da volatilidade no mercado internacional de petróleo.

O governo afirma que o petróleo Brent voltou à faixa de US$ 100 por barril, em nível superior ao observado antes do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A alta das cotações aumenta os custos de produção, refino e importação de combustíveis.

Outro fator de preocupação é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Antes da escalada dos conflitos, cerca de 20% do petróleo mundial passava pela região.

Segundo o governo, o objetivo das medidas é amortecer temporariamente os efeitos desse cenário sobre os preços domésticos.

Crédito de R$ 6,6 bilhões

Para financiar a política de subvenção, o governo federal também abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, por meio da Medida Provisória (MP) 1.389, publicada nesta quarta no Diário Oficial da União.

A maior parte do dinheiro será destinada ao diesel:

  • R$ 5,607 bilhões para a subvenção à produção e à importação de diesel de uso rodoviário;
  • R$ 998 milhões para a subvenção à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo.

Os recursos serão executados pelo Ministério de Minas e Energia, e a ANP ficará responsável pela operacionalização dos pagamentos.

Os créditos extraordinários permitem a utilização imediata dos recursos para cobrir gastos emergenciais e imprevisíveis. Pelas regras, ficam fora do limite de despesas do arcabouço fiscal e da apuração da meta de resultado primário.

Política de subsídios

As medidas anunciadas nesta quarta-feira dão continuidade à política de contenção dos preços dos combustíveis adotada pelo governo desde maio. No fim da tarde, os ministérios da Fazenda, do Planejamento e de Minas e Energia concederão entrevista para explicar os novos subsídios e detalhar o impacto sobre os cofres federais.

Naquele momento, a escalada do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio levou o Executivo a criar mecanismos de subvenção para reduzir o impacto sobre os consumidores brasileiros.

Segundo levantamento do site GlobalPetrolPrices.com, de fevereiro a setembro de 2026, a gasolina acumulou alta de 3,3% no Brasil, contra avanço médio de 20,8% no mundo. No diesel, a alta brasileira foi de 7,3%, ante 30% na média global.

As novas medidas têm caráter temporário e poderão ser ajustadas conforme a evolução dos preços internacionais, das condições de oferta e da disponibilidade orçamentária e financeira.



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