"Alívio"

Mês de junho encerra com recuo no valor da cesta básica em Cuiabá

Com o valor atual, os mantimentos considerados essenciais para subsistência de uma família de até quatro pessoas acumulam queda de R$ 5,48 no mês.

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Economia

Foto: Assessoria/FECOMERCIO-MT

O levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) apresentou o valor da cesta básica, referente à última semana de junho, com mais um recuo semanal, dessa vez de 0,14% sobre a semana anterior, fechando o mês em R$ 694,66. Com o valor atual, os mantimentos considerados essenciais para subsistência de uma família de até quatro pessoas acumulam queda de R$ 5,48 no mês.

Segundo análise do IPF-MT, apesar de 61% dos produtos apresentarem alta no comparativo com a semana anterior, dois produtos se sobressaíram e impulsionaram a queda no valor da cesta básica essa semana, sendo eles o tomate com uma variação de -6,01% e a batata com uma variação de -18,10%.

Para o diretor de Pesquisas do IPF-MT e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, a queda no valor dos produtos pode estar relacionada com a intensificação de suas safras. “O recuo no valor da batata, pode estar sendo influenciado pela alta oferta do produto no atacado. Já a variação semanal do tomate pode estar relacionada com o intenso ritmo da colheita, o que aumenta a oferta do produto nos mercados”, explicou.

Já entre os produtos que registraram alta, a manteiga apresentou uma variação de 7,08% no comparativo semanal, com a alta podendo estar associada ao elevado custo da principal matéria–prima, o leite, que também teve crescimento considerável em relação a semana passada, de 5,36%.

“A cadeia de produtos derivados do leite tem apresentado uma crescente em seus preços, o que pode estar associado ao crescimento dos custos de produção”, concluiu Igor Cunha sobre a elevação do preço para produtos lácteos.

A análise do Instituto concluiu, ainda, que apesar de observar os últimos aumentos no preço dos combustíveis, a tendência é de estabilidade para o valor da cesta básica, considerando alguns alimentos que demonstraram altas taxas de queda nas últimas semanas.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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