"3º trimestre"
Mercado imobiliário em Cuiabá volta a registrar mais de R$ 1,1 bilhão em faturamento
Com relação ao faturamento, este foi o segundo valor mais bem registrado também na série histórica e em 2022, atrás apenas do contabilizado no mesmo trimestre de 2021, quando somou R$ 1.201 bilhão e do verificado no 1º trimestre deste ano, quando chegou a R$ 1.147 bilhão.
Economia
A pesquisa dos Indicadores do Mercado Imobiliário de Cuiabá do 3º trimestre, realizada pelo Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT) e divulgada pela Fecomércio-MT, voltou a registrar faturamento acima de R$ 1.110 bilhão, diferente do observado no trimestre anterior, quando somou R$ 988 milhões em valores transacionados.
Os dados levantados mostram, ainda, um aumento de 12,3% no valor transacionado entre o 2º e 3º trimestre de 2022. No entanto, observou-se um recuo de -7, 5% no comparativo com o mesmo trimestre de 2021, o que era esperado em função do aumento da taxa de juros e preços.
É o que explica o responsável técnico pelas pesquisas e vice-presidente do Secovi-MT, Guido Grando Junior. “O recuo observado foi menor do que a expectativa, uma vez que as taxas de juros do financiamento imobiliário não subiram a mesma proporção da taxa Selic. Temos, ainda, a questão econômica do estado, que se mante ativa nesses últimos períodos”, explicou.
A pesquisa revela, ainda, que este foi segundo melhor 3º trimestre da série histórica da pesquisa, em especial no número de unidades transacionadas. Foram 2.930 imóveis comercializados, atrás somente do registrado no ano passado, quando somou 3.211 unidades. Além disso, o resultado atual é o melhor no ano, quando contabilizou 2.628 unidades no 2º tri e 2.465 no 1º tri de 2022.
Com relação ao faturamento, este foi o segundo valor mais bem registrado também na série histórica e em 2022, atrás apenas do contabilizado no mesmo trimestre de 2021, quando somou R$ 1.201 bilhão e do verificado no 1º trimestre deste ano, quando chegou a R$ 1.147 bilhão.
Para o presidente do Secovi-MT, Marco Pessoz, o mercado deve continuar bem aquecido no ano. “Dessa vez, ficou claro a mudança do tipo de imóvel comercializado no trimestre, migrando de casas de alto padrão para apartamentos”.
A maioria dos imóveis vendidos no 3º tri do ano são usados (2.466) e apenas 464 novos, onde a maioria (313) são de apartamentos. As regiões mais procuradas são a leste e a oeste, consideradas áreas residenciais da capital mato-grossense.
O estudo de evolução do mercado imobiliário conta com o apoio da Fecomércio-MT e é realizado desde 2015 pelo Secovi-MT, em uma parceria com a Secretaria de Fazenda do município de Cuiabá, com fonte dos dados do ITBI municipal.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Economia
Cuiabá tem 341 mil adultos inadimplentes e dívidas crescem 9,74% em um ano
Cuiabá encerrou setembro com cerca de 341 mil consumidores adultos com restrição de crédito, segundo estimativa do SPC Brasil apurada para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O número representa aumento de 3,03% em relação a setembro de 2025, abaixo das altas registradas no Centro-Oeste (7,74%) e no Brasil (6,97%).
Na comparação com agosto, o índice de inadimplentes na capital cresceu 1,63%. Além do número de consumidores com restrição, o volume de dívidas também avançou: a quantidade de débitos em atraso aumentou 9,74% em um ano e 3,21% em um mês.
O valor médio devido por consumidor chega a R$ 6.673,19. Cada inadimplente tem, em média, 2,54 contas em atraso, índice superior ao registrado no Centro-Oeste (2,49) e no país (2,36).
Dívidas antigas
Os dados também revelam que boa parte dos débitos permanece em aberto por longos períodos. O tempo médio de atraso é de 29,7 meses, quase dois anos e meio.
As dívidas com atraso entre um e três anos representam 34,42% do total. Outras 24,07% estão vencidas há quatro a cinco anos. Já os débitos com até 90 dias de atraso correspondem a 7,03%.
Os bancos concentram a maior parcela das dívidas registradas em Cuiabá, com 62,35% do total. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%; as contas de água e energia elétrica, com 7,98%; e os serviços de comunicação, com 2,93%. Outros setores respondem por 12,28%.
Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro familiar e da renegociação dos débitos.
“Com o orçamento organizado, fica mais fácil separar uma parte da renda para quitar o que está atrasado, procurar a renegociação antes que a dívida cresça e evitar usar o crédito para cobrir gasto do dia a dia”, afirmou.
Mato Grosso
Em Mato Grosso, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estavam com restrição de crédito em setembro. O número representa alta de 5,02% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.
O volume de dívidas em atraso no estado também aumentou, com crescimento de 11,22% em 12 meses e de 3,07% na comparação mensal.
Na região Centro-Oeste, 6,47 milhões de pessoas estavam inadimplentes, o equivalente a 48,74% da população adulta.
(Com informações da Assessoria)
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