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Marfrig em parceria com a ONU emprega 200 venezuelanos em Mato Grosso

Para realizar a contratação, a equipe de recursos humanos da Marfrig foi até o Estado de Roraima, que tem recebido grande número de refugiados venezuelanos,

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Economia

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Contratação resulta de parceria com a OIM (Agência da ONU para as Migrações) e a Estratégia de Interiorização da Operação Acolhida, do Governo Federal, e beneficia refugiados e migrantes da Venezuela em busca de um recomeço no Brasil

A Marfrig, empresa líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores de carne bovina do mundo, solidificou seu compromisso com a responsabilidade social e, em uma parceria com a OIM (Agência da ONU para as Migrações), empregou 200 venezuelanos participantes da Estratégia de Interiorização da Operação Acolhida, resposta humanitária do Governo Federal ao crescente fluxo de refugiados e migrantes da Venezuela em busca de um recomeço no Brasil. Os contratados trabalharão na unidade da Marfrig, em Várzea Grande, e devem chegar no próximo dia 19.

Para realizar a contratação, a equipe de recursos humanos da Marfrig foi até o estado de Roraima, que tem recebido grande número de refugiados venezuelanos, para entrevistar e selecionar candidatos.

Segundo Aline Leonel, coordenadora de Atração e Seleção da Marfrig, a contração de refugiados e migrantes passou a ganhar relevância nas empresas que priorizam a diversidade e a inclusão. “A Marfrig tem orgulho por colaborar com a Operação Acolhida e a OIM na missão de oferecer assistência humanitária aos venezuelanos que chegam ao Brasil. A companhia reafirma seu compromisso com a responsabilidade social e seguirá apoiando iniciativas que promovam a inclusão e o bem estar das comunidades. Buscamos não apenas preencher postos de trabalho, mas proporcionar uma chance significativa de um novo começo para aqueles que buscam refúgio em nosso país”, diz Aline.

“O pilar do trabalho é fundamental na vida de qualquer ser humano. Para a pessoa migrante, ter a chance de recomeçar aqui no Brasil, por meio da inserção laboral, é um fator determinante no processo de integração no país de acolhida. Por isso, a OIM articula parcerias com diversos setores da sociedade, como o setor privado, para impulsionar essa inserção e dar respostas efetivas para a população”, afirma a coordenadora de projetos da OIM, Thais La Rosa.

Sobre a Marfrig

A Marfrig é uma das companhias líderes em carne bovina e maior produtora de hambúrguer no mundo, com receita líquida de 35,6 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2023. Na América do Sul e América do Norte, emprega mais de 30.000 colaboradores, distribuídos em 31 unidades produtivas. A empresa processa e comercializa carne in natura, produtos processados, pratos prontos à base de carne bovina, produtos complementares e derivados de carne, além de couro para os mercados doméstico e internacional. Reconhecida pela

qualidade de seus produtos e por sua atuação sustentável, a Marfrig mantém projetos pioneiros para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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