“Churrasco para todo mundo”
Mais de dois mil bois congelados estariam por vencer em frigorífico de VG
Desde a chegada dos fiscais da China na região, que as cogitações tomaram conta do mercado da carne
Economia
É alterar as atividades de todo setor, das fazendas, caminhoneiros, passando pelos frigoríficos, açougues, restaurantes, churrascarias, espetinho da esquina, até no cotidiano da dona de casa, que nos últimos tempos, teve que improvisar, fazer um verdadeiro malabarismo para colocar refeição na mesa, devido à alta no valor da carne bovina.
Nos últimos dias, desde os anúncios de suspeita de raiva animal, supostamente encontrado em gado da região, que os fiscais da China despencaram para Mato Grosso, colhendo amostras, fazendo diversas análises e embargando a exportação de vários lotes para o mercado chinês.

Foto: Alina Souza
Segundo informações de especialistas do setor, hoje, em apenas um dos frigoríficos que operam na “Cidade Industrial”, existe mais de duas mil cabeças de gado já abatido, congelados, pronto para exportação, porém, seriam lotes sob suspeitas, que estão com a contagem regressiva chegando ao limite, ou seja, teoricamente se não for transportado, terá que ser desossada para comercializar no mercado interno.

Foto: Iepec
Seguindo a “Lei da oferta e procura”, caso toda essa carne seja comercializada na região, a tendência é “churrasco de segunda a segunda-feira”, os açougues vão comprar e vender mais, as churrascarias terão mais clientes com as promoções, o almoço fora de casa vai ficar mais em conta, sem falar dos fazendeiros, que estão contabilizando prejuízos com o gado pronto para abate, mas ainda estão consumindo nas propriedades, e os caminhoneiros, “doidos” para recuperar o prejuízo por dias parados, sem fazer os transportes.

Foto: Paulo Francis
Assim, segue parte da cadeia produtiva do gado de corte na região, que gera milhares de empregos, movimenta milhões de reais, e uma baixa no valor do produto, modifica todo cotidiano da população.
Neste período de tantos aumentos, uma notícia sobre expectativa de redução no valor da carne bovina, será vista como alívio para o bolso do empresário, do trabalhador, que não está tendo condições de fecha a conta no final do mês.
“Algo de errado não está certo”, se apenas uma suspeita, resultando no embargo de alguns lotes de carne bovina, fomentando a comercialização do produto no mercado consumidor interno, pode alterar tanto o cotidiano da população com preço mais baixo, porque não tem políticas públicas neste seguimento, que venha verdadeiramente beneficiar a população? Pelo que tudo indica, o povo passivo beneficia a ganância de alguns.
Economia
BC diz que estabilidade financeira não está em risco
O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (27) que “não vê risco relevante” para a estabilidade financeira do país, apesar da piora dos indicadores de crédito das famílias.

Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026, o sistema financeiro continua com níveis confortáveis de capitalização e liquidez, além de capacidade de resistir a cenários adversos.
O documento mostra que os ativos problemáticos das famílias, indicador que reúne operações com atraso ou sinais de dificuldade de pagamento, aumentaram e atingiram o maior nível desde 2012 na maioria das modalidades de crédito.
De acordo com o BC, a inadimplência foi o principal fator responsável por esse movimento.
A autoridade monetária também informou que o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas alcançou o maior nível dos últimos 21 anos.
As estimativas do banco apontam que a pressão sobre a capacidade de pagamento dos consumidores deve continuar ao longo do segundo semestre.
Resiliência
Apesar desse cenário, o BC avalia que o Sistema Financeiro Nacional permanece resiliente. As provisões constituídas pelas instituições financeiras seguem compatíveis com as perdas esperadas, enquanto os testes de estresse de capital e de liquidez indicam que os bancos mantêm capacidade de enfrentar cenários econômicos adversos.
O relatório aponta ainda desaceleração do crédito para famílias e empresas, em linha com os juros elevados e a atividade econômica mais moderada. Segundo o BC, as instituições financeiras também vêm demonstrando maior cautela na concessão de empréstimos.
Confiança
Pesquisa feita pela autoridade monetária mostra que 73% das instituições financeiras consultadas estão muito ou totalmente confiantes na resiliência do sistema.
As principais preocupações apontadas foram o risco fiscal e a possibilidade de aumento da inadimplência em um ambiente de juros elevados por um período prolongado.
Na avaliação do Banco Central, o aumento do endividamento de famílias e empresas exige cautela adicional na oferta de crédito. O órgão informou que estuda medidas voltadas aos segmentos de maior risco para reduzir situações de superendividamento e fortalecer a sustentabilidade do crédito no país.
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