Economia
Mais de 60 partidas marcam o fim de semana dos Jogos Estudantis em Sinop; confira os resultados
Economia
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, sedia a competição em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). As partidas ocorrem nos ginásios Olímpico José Carlos Pasa, Benedito Santiago, Luís Carlos Simon, Primaveras e Chicão do Varejão, com entrada gratuita para o público.
No basquetebol, a rodada de sábado (25) contou com oito partidas. No feminino, Sapezal venceu Campo Novo do Parecis por 46 a 11, Primavera do Leste superou Alta Floresta por 40 a 16, Sorriso derrotou Cuiabá por 67 a 13 e Barra do Garças venceu Sinop por 35 a 18. Já no masculino, Nobres venceu São Félix do Araguaia por 60 a 16, Querência superou Sapezal por 61 a 60, Nova Mutum derrotou Primavera do Leste por 68 a 27 e Sinop venceu Guarantã do Norte por 54 a 42. No domingo (26), pela categoria feminina, Cáceres venceu Cuiabá por 28 a 22, Sapezal derrotou São Félix do Araguaia por 55 a 6, Pedra Preta superou Alta Floresta por 52 a 16 e Barra do Garças venceu Tangará da Serra por 62 a 4. No masculino, Nova Mutum venceu Várzea Grande por 60 a 53, Rondonópolis derrotou São Félix do Araguaia por 60 a 19, Querência superou Cuiabá por 51 a 48 e Guarantã do Norte venceu Campo Novo do Parecis por 43 a 28.
No futsal, os confrontos de sábado (25) registraram vitórias de Alta Floresta sobre Guiratinga por 5 a 0, Santo Antônio de Leverger diante de Juína por 4 a 1, Nova Marilândia sobre Luciara por 3 a 2 e Várzea Grande sobre Água Boa por 5 a 1, pela categoria feminina. No masculino, Campinápolis venceu Confresa por 5 a 0, Cáceres goleou Sorriso por 7 a 1, Primavera do Leste derrotou Cuiabá por 4 a 3 e Nova Olímpia empatou com Itaúba em 3 a 3. No domingo (26), Porto Esperidião venceu Guiratinga por 3 a 2, Santo Antônio de Leverger derrotou Cuiabá por 1 a 0, Várzea Grande superou Lucas do Rio Verde por 5 a 0 e Sinop venceu Luciara por 3 a 2, pela categoria feminina. No masculino, Alto Garças venceu Primavera do Leste por 8 a 2, Campinápolis derrotou Campo Novo do Parecis por 2 a 1, Sapezal superou Sorriso por 7 a 2 e Sinop empatou em 2 a 2 com Nova Olímpia.
No handebol, a rodada de sábado (25) também contou com oito partidas. Pela categoria feminina, Querência venceu Vila Rica por 35 a 16, Juína derrotou Cuiabá por 24 a 17, Cáceres superou Paranaita por 35 a 31 e Campo Verde venceu Sapezal por 26 a 15. No masculino, Sorriso derrotou Paranaita por 36 a 17, Barra do Garças empatou em 32 a 32 com Pontes e Lacerda, Ipiranga do Norte venceu Porto Alegre do Norte por 42 a 28 e Campo Verde superou Arenápolis por 25 a 22. No domingo (26), Tangará da Serra venceu Sapezal por 34 a 12, Sorriso derrotou Paranaita por 43 a 19, Rondonópolis superou Juína por 35 a 11 e Sinop venceu Vila Rica por 33 a 30, pela categoria feminina. Já na categoria masculina, Arenápolis venceu Santo Antônio de Leverger por 34 a 27, Barra do Garças derrotou Cáceres por 31 a 21, Aripuanã superou Paranaita por 35 a 28 e Sinop venceu Ipiranga do Norte por 32 a 28.
No voleibol, o sábado (25) teve vitórias de Tangará da Serra sobre Canarana por 2 sets a 0, Rondonópolis diante de Matupá por 2 sets a 1, Campos de Júlio sobre Vila Rica por 2 sets a 0 e Cuiabá sobre Sorriso por 2 sets a 1, pela categoria feminina. No masculino, Rondonópolis venceu Santa Carmem por 2 sets a 1, Primavera do Leste derrotou Cuiabá por 2 sets a 0, Sinop superou São Félix do Araguaia por 2 sets a 0 e Tangará da Serra venceu Alta Floresta por 2 sets a 0. No domingo (26), Juína derrotou Vila Rica por 2 sets a 0, Sorriso venceu Cáceres por 2 sets a 0, Primavera do Leste superou Tangará da Serra por 2 sets a 0 e Sinop venceu Matupá por 2 sets a 1, pela categoria feminina. No masculino, Tangará da Serra derrotou Rio Branco por 2 sets a 0, Campo Novo do Parecis venceu Sinop por 2 sets a 1, Água Boa superou Cuiabá por 2 sets a 1 e Campos de Júlio derrotou Santa Carmem por 2 sets a 0.
As partidas seguem até quinta-feira (30), em cinco ginásios de Sinop. Os jogos ocorrem nos ginásios Olímpico José Carlos Pasa, Benedito Santiago, Primaveras, Chicão do Varejão e Luís Carlos Simon.
Economia
Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais
Economistas e outros especialistas divulgaram um manifesto, nesta sexta-feira (30), denunciando a pressão do mercado financeiro para que o governo eleito adote um programa de corte de gastos com a finalidade de estabilizar a dívida pública.

O texto pede novo regime fiscal no país, menos rígido do que o atual arcabouço, além da mudança na meta de inflação e da tributação dos ricos no lugar de corte em despesas sociais.
Assinado por 50 profissionais, o documento afirma que a Faria Lima – avenida no centro de São Paulo, sede dos principais bancos de investimentos, corretoras, escritórios, que representa o mercado financeiro do país – quer impor um “terceiro turno” presidencial com objetivo de fazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar o programa de corte de despesas que seria defendido pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
“Em 25 de outubro, a maioria do eleitorado reelegeu Lula e recusou o programa de Flávio Bolsonaro, que prometia cortar R$ 190 bilhões do gasto público. Um governo eleito por um levante popular contra a ameaça bolsonarista não pode escolher a via defendida pelos mais ricos”, diz o documento.
Os especialistas argumentam que o problema da dívida pública é o custo com os juros fixados pelo Banco Central (BC), e não com os gastos da União. A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano. Em 2022, a dívida estava em 71,7% do PIB.
O texto aponta como o principal responsável pelo aumento da dívida os juros reais praticados no Brasil, que são os maiores do mundo segundo ranking da Moneyou. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro, segundo o BC.
“O gasto com juros é mais de catorze vezes o déficit primário de R$ 82 bilhões. A inflação de doze meses, de 4,58% em setembro, passou do teto por causa da energia e dos alimentos, choques que a Selic [taxa de juros definida pelo BC] não corrige”, diz o manifesto.
O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, devido as pressões inflacionárias e aos déficits fiscais primários nas contas públicas. Segundo a autoridade monetária, os gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação.
Tributação de Altas Rendas
No lugar de um corte de gastos públicos, o que poderia afetar áreas sociais, os economistas defendem antecipar para o próximo ano a tributação mínima de 10% para pessoas de altas rendas, que recebem acima de R$ 600 mil por ano, conforme aprovada pela Lei 15.270 de 2025.
Isso, porque a nova regra só vale para declaração de 2027 com lucros acumulados até 2025 podendo ser distribuídos sem imposto até 2028.
“Se aprovada por lei até 31 de dezembro, uma nova tributação do topo vale já em janeiro. Ela deve alcançar dividendos, juros sobre capital próprio e aplicações isentas. É preciso também rever isenções, regimes especiais e incentivos, que somam R$ 612,8 bilhões em gastos tributários”, diz o comunicado.
No Brasil, os recursos pagos aos acionistas por meio de dividendos são isentos de pagamento de Imposto de Renda (IR).
Selic e meta de inflação
O manifesto pede ainda que o Banco Central não promova nenhuma nova alta da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, e pede medidas para que a queda dos juros chegue às famílias e pequenas e médias empresas endividadas.
Outra proposta é a revisão da meta da inflação, usada pelo BC para fixar os juros. Atualmente, o centro da meta de inflação está em 3% ao ano e é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), onde o governo federal tem maioria de votos.
“Um novo decreto deve suprimir a carência de 36 meses criada em 2024 para mudar a meta. Propomos retomar o centro de 4,5%, vigente de 2005 a 2018, alongar o horizonte de convergência e dar peso efetivo ao pleno emprego, que a lei já inclui entre os objetivos do Banco Central”, diz o manifesto.
Nova regra fiscal
Outra proposta é a aprovar no Congresso Nacional, ainda neste ano, nova regra fiscal para o Brasil que substitua o arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas a até 2,5% ao ano e até 70% do crescimento da receita.
“O limite atrelado a 70% da receita é incompatível com pisos de saúde e educação que crescem com a receita. As regras fiscais atuais também inibem os desafios do próximo mandato, como a reindustrialização com transição ecológica, que depende de investimento público, de aportes nas estatais e do crédito do BNDES”, diz o texto.
O manifesto sugere que uma nova lei complementar deve excluir dos limites fiscais tanto o investimento público, o Bolsa Família e os pisos da saúde e educação, quanto os aportes nas estatais e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Críticas ao ajuste fiscal
Os especialistas ainda criticam membros do governo que tem defendido, nos últimos dias, medidas de ajuste fiscal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
“O programa derrotado volta pela porta da Fazenda. Já vimos esse filme. Em 2024 e 2025, a Fazenda apertou o orçamento enquanto o Banco Central elevava a Selic de 10,5% para 15%. A avaliação positiva do governo caiu de 36% para 24%”, diz a nota.
Os especialistas ainda argumentam que o ajuste fiscal de 2015 realizado pela presidente Dilma Rousseff contribuiu para recessão econômica daquele período, o que teria aberto caminho para o impeachment da petista.
“Diante de um Congresso mais hostil, com 121 deputados do PL e 49 senadores de direita a partir de fevereiro, repetir a receita pode enfraquecer o apoio obtido nas ruas para a reeleição de Lula e tornar seu governo vulnerável a um novo golpe parlamentar”, diz o manifesto.
Entre os economistas que assinam o texto, estão os professores da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos e Simone Deos, da Universidade de Brasília (UnB), Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, da Queen’s University Belfast, Alfredo Saad Filho, e da Universidade Federal Fluminense, Juliane Furno
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