"Mais caro"

Leite contribui com a segunda alta consecutiva no valor da cesta básica

Dentre os produtos que apresentaram as maiores variações na semana, o leite se destaca com aumento de 7,03%, acumulando, ainda, alta de 33% desde o início de maio.

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Economia

Foto: Assessoria/Fecomércio-MT

Apesar de a maioria dos alimentos que compõem a cesta básica registrarem diminuição nos preços na segunda semana de julho, o levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT) mostrou que o leite e seus derivados contribuíram para o aumento no valor da cesta básica cobrado em Cuiabá, chegando a custar R$ 704,13, contra os R$ 698,71 apurado na primeira semana do mês.

O acréscimo de 0,78% no valor da cesta também fez com que o produto voltasse a ficar acima dos 700 reais, o que não ocorria desde a terceira semana de junho. O diretor de Pesquisas do IPF-MT e superintendente da Fecomércio, Igor Cunha, abordou a forte influência dos produtos lácteos no aumento do preço. “Essa variação no preço ocorre desde o início de maio, surpreendendo os consumidores cuiabanos, visto que sua correção no valor está relacionada a uma série de fatores como o aumento dos grãos da ração bovina, a qualidade dos pastos”.

Dentre os produtos que apresentaram as maiores variações na semana, o leite se destaca com aumento de 7,03%, acumulando, ainda, alta de 33% desde o início de maio. A manteiga também apresentou elevação no valor no comparativo com a semana anterior, resultando em uma variação positiva de 5,99%.

A banana também registrou alta semanal de 3,40%. Este é a segunda semana consecutiva de alta no preço. Para o instituto, o seu aumento pode estar relacionado com a oferta controlada dos atacadistas, que incide sobre a cadeia até chegar aos supermercados.

A análise do Instituto concluiu, ainda, que apesar de o cenário econômico do país estar registrando alta na inflação e nos juros, ainda há tendência de baixas oscilações, considerando as medidas de contenção dos preços da gasolina e que alguns alimentos estarão em processo de aumento da oferta.

A exemplo do tomate, que apesar de registrar uma alta na primeira semana de julho, apresentou já na segunda semana do mês uma redução no preço de -2,96%, ou seja, uma queda de R$1,59 no seu valor de uma semana para outra.

Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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