"Esforço Redobrado"
Kalil anuncia pagamento do 13º salário mesmo diante de queda na arrecadação
Prefeito de Várzea Grande reafirmou compromisso com a categoria do funcionalismo.
Economia
Mesmo diante da crise econômica com a redução nos repasses de impostos arrecadados pelos Governos Federal e Estadual, o prefeito Kalil Baracat anunciou o pagamento do 13º salário dos servidores públicos municipais para hoje, 19 de dezembro.
“Estamos mantendo o nosso compromisso com o funcionalismo, lembrando que em 2022, Várzea Grande, concedeu reajuste de 7% a título de RGA para todos os servidores e 12,84% para os professores da Rede Pública Municipal, além da concessão do enquadramento por nível para todos indistintamente”, lembrou Kalil Baracat, após se reunir com a equipe econômica e pontuar que mensalmente Várzea Grande coloca em circulação R$ 37 milhões referente a folha de pagamento e os encargos, fora os valores que circulam com o pagamento de fornecedores e prestadores de serviços.
Mesmo vislumbrando dificuldades diante da queda drástica nas receitas recebidas através de impostos recolhidos pelos Governos Federal e Estadual, o prefeito sinalizou que vai adotar medidas de contenção de despesas e enxugamento nos gastos de qualquer natureza a exceção daqueles obrigatórios.
Nesse panorama, considerado ainda como conservador, cortes, ajustes e adiamentos serão necessários, o que poderá comprometer o ritmo de investimentos públicos pela cidade, e em um ambiente mais severo, recomposições salariais e até a assiduidade dos pagamentos ao funcionalismo, podem ser impactadas.
Kalil assumiu sob um período pandêmico, quando a covid-19 se alastrava e agora, no pós-pandemia, terá de conviver com um cenário incerto, que pode ser ainda mais agravado pelos impactos da política econômica a ser adotada pelo novo governo Federal. “Tudo está incerto, não sabemos o comportamento do mercado financeiro a partir de janeiro, não sabemos quais medidas serão anunciadas, não sabemos como a União poderá socorrer estados e municípios. No entanto duas certezas existem: uma delas são as perdas já contabilizadas, em mais de R$ 18,5 milhões até novembro, podendo passar de R$ 22 milhões até o final desse mês. A outra certeza é a nossa obrigação em elaborar o orçamento 2023, prevendo investimentos, pagamentos à servidores, fornecedores, mais enxuto por não se ter a certeza do tamanho da arrecadação futura”, explica o prefeito Kalil.
Kalil Baracat, apontou para a necessidade de enxugamento e frisou ser contra qualquer proposta ou menção de se aumentar impostos, lembrando que é preciso um novo pacto federativo com nova partilha do total de recursos arrecadados, citando as receitas do governo federal que segundo o Portal Transparência já somaram até hoje R$ 4.098 trilhões
A frente da segunda maior cidade de Mato Grosso, Kalil frisa que o cenário que vai se consolidando como o mais desafiador de toda sua gestão. “Estamos vindo em um ritmo de cerca de R$ 250 milhões em investimentos anuais, a maior parte deles, voltada à infraestrutura, como pavimentação e abastecimento de água. De repente, no meio do jogo, as regras começam a mudar e a gente é pego de surpresa. Somente nas primeiras duas semanas de dezembro, contabilizamos perdas de R$ 3 milhões, ou cerca de 15,50% em relação ao mesmo período do ano passado, que se diga de passagem, ainda estava marcado pela pandemia e restrições”.
Em reunião com a equipe econômica, Kalil destaca que Várzea Grande teve queda de 9,55% em suas receitas de ICMS em 2022. Em valores atualizados (IPCA/IBGE) a perda foi de R$ 18,53 milhões até o momento. A retração mais significativa começou a ser observada a partir de agosto, como reflexo dos novos tetos de alíquotas para cobrança de ICMS sobre alguns serviços e produtos. “O maior impacto sobre a contas públicas vem das alterações sobre o ICMS dos combustíveis”, alerta.
Segundo a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro, medidas de enxugamento e contenção de gastos, já estão em curso, além de proporcionar aos devedores do Tesouro Municipal a possibilidade de quitar suas dívidas com até 97% de descontos ou parcelamento em até 60 meses também com descontos regressivos “Estamos com a campanha de renegociação de dívidas, o Mutirão Fiscal de 2022, e readequando o que é possível nessa reta final do ano, na tentativa de minimizar os impactos da queda na receita, porque isso já está acontecendo e tende a se acirrar. Ainda que haja toda essa adversidade, a prefeitura municipal segue cumprindo os calendários de pagamento e de investimentos para 2022. De outubro a dezembro vamos injetar cerca de R$ 150 milhões com quitação de salários e do 13º salário”, afirma.
Economia
Cuiabá tem 341 mil adultos inadimplentes e dívidas crescem 9,74% em um ano
Cuiabá encerrou setembro com cerca de 341 mil consumidores adultos com restrição de crédito, segundo estimativa do SPC Brasil apurada para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O número representa aumento de 3,03% em relação a setembro de 2025, abaixo das altas registradas no Centro-Oeste (7,74%) e no Brasil (6,97%).
Na comparação com agosto, o índice de inadimplentes na capital cresceu 1,63%. Além do número de consumidores com restrição, o volume de dívidas também avançou: a quantidade de débitos em atraso aumentou 9,74% em um ano e 3,21% em um mês.
O valor médio devido por consumidor chega a R$ 6.673,19. Cada inadimplente tem, em média, 2,54 contas em atraso, índice superior ao registrado no Centro-Oeste (2,49) e no país (2,36).
Dívidas antigas
Os dados também revelam que boa parte dos débitos permanece em aberto por longos períodos. O tempo médio de atraso é de 29,7 meses, quase dois anos e meio.
As dívidas com atraso entre um e três anos representam 34,42% do total. Outras 24,07% estão vencidas há quatro a cinco anos. Já os débitos com até 90 dias de atraso correspondem a 7,03%.
Os bancos concentram a maior parcela das dívidas registradas em Cuiabá, com 62,35% do total. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%; as contas de água e energia elétrica, com 7,98%; e os serviços de comunicação, com 2,93%. Outros setores respondem por 12,28%.
Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro familiar e da renegociação dos débitos.
“Com o orçamento organizado, fica mais fácil separar uma parte da renda para quitar o que está atrasado, procurar a renegociação antes que a dívida cresça e evitar usar o crédito para cobrir gasto do dia a dia”, afirmou.
Mato Grosso
Em Mato Grosso, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estavam com restrição de crédito em setembro. O número representa alta de 5,02% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.
O volume de dívidas em atraso no estado também aumentou, com crescimento de 11,22% em 12 meses e de 3,07% na comparação mensal.
Na região Centro-Oeste, 6,47 milhões de pessoas estavam inadimplentes, o equivalente a 48,74% da população adulta.
(Com informações da Assessoria)
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