Economia
Jucemat reduz em 76% custo da taxa para mudança de categoria de empresas
O custo que era de R$ 210 caiu para R$ 50
Economia
A Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) reduziu em 76% o valor da taxa para migrar da categoria Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) para Limitada (Ltda). O custo que era de R$ 210 caiu para R$ 50.
De acordo com o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço do Amorim, esta é mais uma medida promovida pelo Governo do Estado para oportunizar o crescimento do empreendedorismo em Mato Grosso.
“Esta é uma iniciativa apresentada pela Junta Comercial que foi prontamente acolhida pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda e pelo governador Mauro Mendes. Eles entendem que ao oferecer melhores condições ao empreendedor estão dando oportunidade de trabalho e renda à população mato-grossense”, explica.
O gestor destaca que a retração do valor para modificação de categoria foi pensada para atender à Lei nº 14.195/21, que estabeleceu o fim do tipo de empresa Eireli, criando a Sociedade Limitada Unipessoal. Desde 21 de agosto do ano passado não pode ser mais registrada essa natureza jurídica. Atualmente o Estado possui 25.959 empresas Eireli ativas.
Economia
Novo computador quântico educacional passa a ser usado no Senai
Um novo computador quântico educacional começou a formar estudantes, pesquisadores e professores para essa nova era da tecnologia. O Triangulum II, da empresa chinesa SpinQ, desenvolvido em parceria com a empresa de tecnologia Dobslit, está instalado no DigiTech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan Senai. O equipamento é um dos três computadores quânticos educacionais existentes no Brasil e o mais moderno do país.

O avanço da computação quântica abre perspectivas importantes para setores estratégicos da economia como óleo e gás, energia, telecomunicações, logística, serviços financeiros e tecnologia.
Para o sistema Firjan-Senai, a tecnologia interessa à indústria porque pode, no futuro, contribuir para resolver problemas que se tornam difíceis de processar à medida que aumenta o número de variáveis envolvidas.
Isso não significa, necessariamente, que computadores quânticos serão mais rápidos que os convencionais em toda e qualquer tarefa. São máquinas projetadas para trabalhar de outra maneira e com determinados tipos de problemas.
Computadores tradicionais trabalham com bits, que representam 0 ou 1. Já os computadores quânticos usam qubits, que podem representar 0, 1 e mais combinações desses dois estados ao mesmo tempo. Essa característica, associada a outros fenômenos da física quântica, permite explorar determinadas possibilidades de cálculo de uma forma diferente da computação convencional.
Para Firjan-Senai, a questão para a indústria não é substituir os computadores atuais, mas entender em quais problemas a computação quântica poderá oferecer vantagens e como transformar esse potencial em aplicações reais.
O presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, destaca que o computador quântico tem a capacidade de explorar várias alternativas simultaneamente com mais chances de encontrar soluções de forma mais rápida.
“Abre perspectivas para aplicações futuras em diversas áreas, como logística, finanças, farmacêutica, bem como em soberania e segurança nacional”, disse.
Caetano acrescenta que a computação quântica está em estágio inicial de adoção, mas em todo o planeta já se vê uma disputa pela formação de profissionais capazes de trabalhar com mais essa tecnologia.
“A Firjan-Senai pretende construir uma base de profissionais preparados para atuar em um mercado que está ganhando escala global. O computador será utilizado na formação de estudantes, pesquisadores e profissionais em requalificação”, disse o presidente.
Empresas interessadas em capacitar seus profissionais podem procurar o DigiTech para essa formação.
O gerente de operações do Digitech, Maurício de Almeida, ressalta que se não se começar a treinar os alunos em computação quântica agora, provavelmente no futuro não haverá profissionais. “O gap da informática hoje continua sendo alto, e essas novas tecnologias exigem cada vez mais pessoas treinadas”, disse.
O instrutor de cursos especiais do Digitech, Vagner da Costa Lima, exemplifica as vantagens para a indústria farmacêutica.
“Se eu tiver uma molécula que demora muito em um computador clássico, no computador quântico simulo muito mais rápido de processamento e com isso aceleram-se os testes para produzir uma vacina ou um medicamento”, explicou.
A empresa de petróleo e tecnologia Technip enviou alguns profissionais para capacitação com o computador quântico na parte logística. “A gente aprendeu sobre a tomada de decisão da máquina, que ela faz tudo muito rápido. Tem que dar as especificações direitinho para ter as respostas concretas. É uma máquina potente”, disse Maria Eduarda Brigida Rolim, da Technip.
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