TURISMO EM MT
Governo diminui taxa de juros em linha de crédito da Desenvolve MT
Para acessar a nova taxa, empresários que contrataram taxa Selic devem renegociar contratos do Fundo Geral do Turismo
Economia
O Governo de Mato Grosso oferece a possibilidade de redução da taxa de juros para empresários que contrataram, por meio da agência de fomento do Estado, Desenvolve MT, operações de crédito com recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), atrelados à taxa Selic. A medida é possível por meio da renegociação do contrato, alterando o indexador de juros para o Índice Nacional de Preços no Consumidor (INPC).
A renegociação foi autorizada pelo Ministério do Turismo, após articulação do Governo de MT. O Fungetur é uma linha de financiamento vinculada ao Governo Federal e um instrumento de política de investimentos para o trade de turismo em Mato Grosso.
A superintendente financeira da Desenvolve MT, Mayran Beckmann, ressalta que a renegociação é benéfica aos contratantes da operação de crédito, uma vez que reduz significativamente o juros do contrato.
“O Governo de Mato Grosso foi sensível à situação dos empresários, considerando as variações nos valores das parcelas resultante da taxa Selic e, por isso, buscou, junto ao Ministério do Turismo, autorização para a renegociação dos contratos. Dessa forma, conseguimos facilitar o pagamento para os clientes, garantindo a adimplência dos contratos”, destaca.
Poderão renegociar a contratação de crédito os empresários que possuem os contratos atrelados à taxa Selic. Apesar da mudança no indexador, os prazos contratuais para pagamento continuam os mesmos.
O processo de negociação é facilitado e pode ser feito pelo Whatsapp (65) 99650-2142 ou pelo número (65) 3613-7914, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
SECOM/MT
Economia
INPC tem variação negativa em agosto e soma 3,98% em 12 meses
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para a correção anual de salários, fechou agosto em -0,32%. No acumulado de 12 meses, o indicador marca 3,98%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Agosto teve a inflação mais baixa desde setembro de 2022 (também -0,32%).
Em julho passado, o INPC também tinha apresentado deflação (-0,01%), isto é, inflação negativa. Em agosto de 2025, o indicador ficou em -0,21%.
Em agosto, o grupo de produtos e serviços que mais puxou o índice para baixo foi o chamado habitação (-2,17% e impacto de -0,38 ponto percentual). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto na conta de luz que os consumidores receberam no mês passado.
Correção de salários
O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado como referência de cálculo para reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.
O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.
INPC x IPCA
O IBGE divulgou também nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que teve a menor taxa em quatro anos (-0,32%).
Uma diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621.
No INPC, são apurados preços de 367 produtos e serviços (os chamados subitens), dez a menos que no IPCA.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Em perspectiva inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.
De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.
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