MATO GROSSO
Governo de MT vai investir mais de R$ 4 bilhões em ações e serviços públicos em 2024
Projeto de Lei Orçamentária do próximo ano foi entregue à ALMT na última sexta-feira (29.09)
Economia
Com o valor projetado, o Poder Executivo vai aplicar, pelo quarto ano consecutivo, mais de 15% da Receita Corrente Líquida em investimentos. Manter o nível de eficiência e volume na construção de políticas públicas para o cidadão mato-grossense é, inclusive, uma das metas e prioridades deste segundo mandato do Governo do Estado.
“O orçamento proposto para 2024 reflete o compromisso do Governo Estadual em atender às necessidades da população, contribuir para o desenvolvimento econômico e social e fortalecer os serviços públicos em Mato Grosso”, ressaltou o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.
O orçamento da área de saúde totaliza R$ 3,15 bilhões, chegando a um incremento de 9% em relação ao valor previsto para 2023. O recurso será utilizado em ações de atenção básica, assistência hospitalar e ambulatorial, vigilância sanitária e epidemiológica, entre outras. Somente para o programa Mato Grosso Mais Saúde, que visa aperfeiçoar a gestão do SUS, será destinado R$ 1,93 bilhão.
De acordo com o PLOA 2024, na área da educação serão investidos R$ 5,49 bilhões em dois programas de Governo, o Educação 10 anos e o Infraestrutura Educacional. Dentro dos programas estão ações com o objetivo de proporcionar educação de qualidade, inclusiva e contemporânea, além de oferecer infraestrutura moderna, tecnológica e sustentável para a educação de Mato Grosso.
O Vigia Mais MT é outra ação a ser desenvolvida no exercício de 2024. Ele faz parte do programa Tolerância Zero, da Secretaria de Segurança Pública, que visa reduzir a criminalidade no Estado, junto com outras 18 ações. Dentre elas está a implantação de sistema de radiocomunicação digital nas regiões integradas do Estado Modernização da infraestrutura das unidades de segurança pública e defesa social, com 11 unidades ampliadas, 19 unidades construídas e três unidades reformadas
Ao todo, a área de segurança pública terá um aporte de R$ 805,83 milhões para desenvolver cinco programas finalísticos, como o de segurança proativa e inteligente, cujo objetivo é proteger o cidadão com foco na prevenção criminal e repressão qualificada.
O PLOA 2024 prevê, ainda, investimentos nas áreas de assistência social, infraestrutura, cultura, esporte e lazer, desenvolvimento econômico, meio ambiente, entre outros.
Na proposta orçamentária de 2024 estão previstas receitas e despesas totais R$ 35.060.572.754, sendo 13,78% maior que o orçamento previsto para este ano de 2023. Do total, o orçamento fiscal representa o montante de R$ 23.855.853.870 (68,04%) e compreende os três Poderes Estaduais, Ministério Público, fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, além das empresas estatais dependentes.
Já o orçamento da seguridade social, que abrange as dotações referentes às ações de saúde, previdência e assistência social, chega ao valor de R$ 11.204.718.884 (31,96%). Nele, estão incluídas todas as entidades e órgãos estaduais da administração direta e indireta.
O PLOA 2024 foi elaborado pela Secretaria de Fazenda, por meio da Adjunta do Orçamento Estadual, após consulta e audiência pública realizadas para colher contribuições da sociedade. Para a projeção, a equipe econômica do Executivo considera, também, o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal e outros fatores como, por exemplo, a expectativa de crescimento econômico do Estado.
Tramitação
Agora, na Assembleia Legislativa, o PLOA 2024 passará por novos debates e audiências públicas, além das sessões ordinárias para votação do projeto. A previsão é de que a redação final do PLOA seja aprovada no início do próximo ano.
Nesta semana, os deputados estaduais aprovaram, em segunda votação, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2024, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária de 2024. A LDO é um dos três instrumentos de planejamento do Governo, juntamente com o Lei do Plano Plurianual (PPA) e a LOA.
Economia
Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional
Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). 

O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.
Justiça
Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.
O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.
Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.
Origem
A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apresentado pela Caixa.
Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.
Proposta rejeitada
Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:
- prêmio de R$ 3 mil por empregado;
- pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
- aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
- antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
- pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
- R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
- criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.
A proposta tinha validade até ontem (11).
Saúde Caixa
As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:
- contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
- cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
- aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
- limite de 9% para o grupo familiar;
- criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
- cobrança de 13 mensalidades;
- aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
- isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
- recadastramento anual obrigatório.
A proposta também previa uma janela de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa.
Atendimento aos clientes
A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre as opções estão:
- aplicativo Caixa;
- internet Banking;
- WhatsApp Caixa;
- Caixa Tem;
- aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
- caixas eletrônicos;
- rede Banco24Horas;
- lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.
Banco do Brasil
A situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11).
A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento.
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