VÁRZEA GRANDE

Feira da Agricultura Familiar será realizada mensalmente em Várzea Grande

Edição deste mês será amanhã, quinta-feira (09), das 8h às 17h, no paço municipal da Prefeitura de Várzea Grande.

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Economia

Foto: SECOM VG

A partir desta quinta-feira (09), os moradores de Várzea Grande irão ganhar uma nova opção para comprar frutas, verduras, legumes, alimentos agroindustriais e artesanato, diretamente do produtor.

A Feira da Agricultura Familiar funcionará todo mês, das 8h às 17h, no Paço Municipal da Prefeitura de Várzea Grande integrando pequenos produtores rurais de Várzea Grande e de Nossa Senhora do Livramento.

A ação recebe apoio das duas gestões públicas municipais e o espaço onde ocorrerá dá acesso livre à comunidade em geral e vai funcionar com um modelo de gestão mais eficiente, desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande (SEMMADRS) como apoio ao pequeno produtor.

“A feira é o momento em que os pequenos produtores rurais mostram o resultado de tudo aquilo que produziram com o apoio das Prefeituras e demais parceiros. A exemplo dos cursos de capacitação totalmente gratuitos em parceria com o SENAR de Mato Grosso e com o Governo do Estado de Mato Grosso, que tem nos apoiado e disponibilizado equipamentos agrícolas e insumos para que a gente possa fortalecer cada vez mais a agricultura familiar aqui no município de Várzea Grande”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio dos Santos.

Foto: SECOM VG

O gestor ainda destaca o respaldo do prefeito Kalil Baracat em incentivar o setor da agricultura familiar no município e o apoio da secretária de Estado de Agricultura Familiar (SEAF-MT), Teté Bezerra.

Foto: SECOM VG

Segundo o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Jhonattan Ferreira, que está a frente da organização da feira, em dezembro do ano passado foi realizado a primeira edição da Feira da Agricultura Familiar no município. “Ela foi sucesso de público e venda para as famílias que participaram. Ficamos muito felizes e decidimos estabelecer um calendário anual e torná-la permanente”, informou.

Os agricultores vão expor em pelo menos 20 bancas padronizadas, sendo 15 para produtores de Várzea Grande e 05 cinco para produtores de Nossa Senhora do Livramento.

Foto: SECOM VG

Quem for conferir a feira vai encontrar pães, bolos e biscoitos artesanais, frutas (abacaxi, banana, jabuticaba, laranja, limão, manga, tamarindo), folhas (agrião, alface, almeirão, cebolinha, cheiro verde, coentro, couve, hortelã, rúcula, salsa), verduras (abóbora, batata doce, berinjela, feijão de corda, jiló, mandioca, maxixe, pimenta, quiabo), derivados de leite (queijos, requeijão, cabacinha), doces de leite, geleias, melado, rapadura, mel, banha, produtos medicinais (garrafadas, sabonetes, xaropes), além de itens de artesanato, como decoração, viola de cocho e tapetes de crochê.

Foto: SECOM VG

“Mesmo quem não mora em Várzea Grande poderá acessar a feira e vai valer a pela”, explica o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Jhonattan Ferreira.  “Será uma ótima opção de compras para quem está voltando do trabalho, no final da tarde”, acrescenta. Além de produtos convencionais, a feira vai oferecer também alimentos orgânicos e também os de origem animal que, possuem registro do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), a exemplo de banha, torresmo, salame, mel, própolis, geleia real e pólen.

Confira as datas da Feira da Agricultura Familiar para o ano de 2023: 09/02 – Quinta-feira; 02/03 – Quinta-feira; 05/04 – Quarta-feira (Quinta é feriado); 04/05 – Quinta-feira; 01/06 – Quinta-feira; 06/07 – Quinta-feira; 03/08 – Quinta-feira; 06/09 – Quarta-feira (Quinta é feriado); 05/10 – Quinta-feira; 01/11 – Quarta-feira (Quinta é feriado) e 07/12 – Quinta-feira.

Fonte: SECOM VG

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Economia

Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

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A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%.

Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. 

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro. 

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões.

Colchão

Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro.

Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais.

Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro:

  •     Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%;
  •     Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%.

Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos

  •     Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%;
  •     Títulos prefixados: 20% a 24%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  •     Instituições financeiras: 31,33% do estoque;
  •     Fundos de pensão: 22,41%;
  •     Fundos de investimentos: 22,93%;
  •     Não-residentes (estrangeiros): 9,58%
  •     Demais grupos: 13,76%.

Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).



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