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Expectativa é leiloar Aeroporto de Brasília em novembro, diz ministro

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Depois do leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, para a espanhola Aena, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a prioridade do ministério para 2026 é fazer o leilão do Aeroporto de Brasília. 

Segundo o ministro, a expectativa do governo é de que este leilão ocorra em novembro. Silvio Costa Filho falou à imprensa, após a concessão do terminal fluminense por R$ 2,9 bilhões, na B3, a bolsa de valores brasileira.

“A nossa prioridade esse ano é fazer esse grande leilão do Aeroporto de Brasília, que nós esperamos também que seja um sucesso.”

Além disso, o governo espera também discutir a concessão do Aeroporto Santos Dumont, também no Rio de Janeiro, atualmente administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, a Infraero.

Para o ministro, o leilão do Santos Dumont requer uma discussão prévia sobre o papel da Infraero: 

“Nós precisamos discutir o papel institucional da Infraero. Eu acho que a Infraero precisa passar por um processo de discussão com a sociedade, com os servidores. A gente precisa discutir o papel institucional da Infraero pensando no futuro próximo,”

Na opinião de Silvio Costa Filho, a Infraero deveria se dedicar mais à aviação regional: “Ela tem um papel importante para o Brasil, mas a gente pensa que pode ter um papel ainda mais importante se a Infraero puder se dedicar nestes próximos anos à aviação regional.” 

Leilão

O ministro acompanhou, na tarde de hoje, o leilão do Aeroporto do Galeão, que foi arrematado pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões. Para Costa Filho, o certame foi um sucesso:

“Isso é um sinal muito positivo para o mercado internacional, que cada vez mais observa o Brasil como uma grande janela de oportunidades para se fazer investimentos. Isso vai consolidar ainda mais a aviação internacional do Brasil.” 

Tecon 10 

Após o leilão do Galeão, o ministro disse a jornalistas que espera que o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon 10), no litoral paulista, ocorra ainda neste ano.

“Esse é um leilão que demorou mais de 12 anos. Passou por outros governos, mas a gente espera conseguir viabilizá-lo neste ano. Este será o maior leilão da história do setor portuário brasileiro.” 

Segundo ele, a expectativa do governo é de que este certame ocorra entre outubro ou dezembro. 



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Consulta sobre bens sustentáveis no acordo Mercosul–UE acaba na quarta

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As empresas e organizações que contribuem com a preservação do meio ambiente têm uma oportunidade de ampliar o comércio com o mercado europeu. Termina na próxima quarta-feira (2) a consulta pública do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) que busca identificar produtos e cadeias produtivas sustentáveis do Mercosul.

O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, promulgado em março garante benefícios comerciais adicionais para itens sustentáveis.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) quer reunir sugestões de produtos que contribuam para a conservação, recuperação, utilização e gestão sustentável de florestas e outros ecossistemas vulneráveis.

Quem pode participar

A consulta é aberta a diferentes segmentos interessados na ampliação do comércio sustentável com o mercado europeu, incluindo:

  • Setor produtivo;
  • Universidades e instituições de pesquisa;
  • Organizações da sociedade civil;
  • Representantes de cadeias produtivas;
  • Demais interessados.

As contribuições podem ajudar a identificar produtos da sociobiodiversidade brasileira e cadeias que associem produção econômica à conservação ambiental.

Possíveis benefícios

Os produtos selecionados para integrar a lista prevista no acordo poderão ter acesso preferencial ou adicional ao mercado da União Europeia, além de outros incentivos destinados à promoção comercial.

Na prática, a consulta busca identificar produtos brasileiros que tenham características de sustentabilidade e possam ampliar sua presença no mercado europeu.

A participação também permite que empresas, entidades e representantes de cadeias produtivas apresentem produtos com potencial para receber tratamento comercial diferenciado.

Como participar

As manifestações devem ser encaminhadas pela plataforma oficial Brasil Participativo até 2 de setembro de 2026.

Segundo o Mdic, as contribuições são importantes para a construção da lista de produtos prevista no Acordo Mercosul-UE e para a identificação de oportunidades comerciais relacionadas à sustentabilidade.

Com o prazo próximo do fim, empresas e entidades interessadas em apresentar produtos ou cadeias produtivas devem enviar suas contribuições dentro do período estabelecido.



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