“Mais em Conta”

Etanol volta a ser o mais atrativo dos combustíveis em MT

Mesmo o estado sendo um dos maiores produtores de etanol do país, o produto é considerado cara pelos consumidores.

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Economia

Desde o final da semana passada, que o combustível etanol voltou a ser comercializado abaixo dos R$ 4.00, em alguns postos de combustíveis de Cuiabá e Várzea Grande.

A redução no valor cobrado por litro, mesmo em poucos dias já movimentou o mercado, porque a gasolina está sendo vendida entre R$ 6.86 a R$ 7.50 e o óleo diesel, entre R$ 7.00 e R$ 8.00.

“Mesmo sendo um dos maiores produtores do combustível no Brasil, seja derivado de cana de açúcar ou de milho, os consumidores de Mato Grosso, ainda pagam pelo valor semelhante de outras regiões, o que para muitas pessoas é uma questão da falta de políticas públicas, voltada em atender a demanda a população local”.

Com valor mais barato, sendo que alguns postos estão vendendo o etanol a R$ 3,85 por litro, as filas são constantes, aqueles consumidores que antes estavam abastecendo o mínimo, ou apenas o necessário, hoje já começa a encher o tanque de combustível, mostrando para o cenário econômico, que mesmo mais em conta, além de não perder, resulta em acréscimo na arrecadação.

De acordo com o microempresário, José Maria, o combustível mais barato não significa apenas alívio no bolso do consumidor, ele fomenta a economia de várias regiões, já que as pessoas terão condições de andar mais, conhecer outros locais, entre outras situações.

“O combustível mais barato movimenta uma cadeia toda da economia, de óleo do motor, a mão de obras dos mecânicos, os vendedores de peças, pneus, o lava jato. Com o combustível mais caro, as pessoas estavam buscando outras alternativas de locomoção, travando um mercado todo, mas agora, a geração de emprego e renda volta a aquecer neste seguimento automotivo”, disse José Maria.

Pelo que tudo indica, a tendência do mercado encontrou o caminho que vai de encontro com as demandas da população, o povo só espera que não seja apenas uma triste coincidência com o período eleitoral.

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Cuiabá tem 341 mil adultos inadimplentes e dívidas crescem 9,74% em um ano

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Cuiabá encerrou setembro com cerca de 341 mil consumidores adultos com restrição de crédito, segundo estimativa do SPC Brasil apurada para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O número representa aumento de 3,03% em relação a setembro de 2025, abaixo das altas registradas no Centro-Oeste (7,74%) e no Brasil (6,97%).

Na comparação com agosto, o índice de inadimplentes na capital cresceu 1,63%. Além do número de consumidores com restrição, o volume de dívidas também avançou: a quantidade de débitos em atraso aumentou 9,74% em um ano e 3,21% em um mês.

O valor médio devido por consumidor chega a R$ 6.673,19. Cada inadimplente tem, em média, 2,54 contas em atraso, índice superior ao registrado no Centro-Oeste (2,49) e no país (2,36).

Dívidas antigas

Os dados também revelam que boa parte dos débitos permanece em aberto por longos períodos. O tempo médio de atraso é de 29,7 meses, quase dois anos e meio.

As dívidas com atraso entre um e três anos representam 34,42% do total. Outras 24,07% estão vencidas há quatro a cinco anos. Já os débitos com até 90 dias de atraso correspondem a 7,03%.

Os bancos concentram a maior parcela das dívidas registradas em Cuiabá, com 62,35% do total. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%; as contas de água e energia elétrica, com 7,98%; e os serviços de comunicação, com 2,93%. Outros setores respondem por 12,28%.

Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro familiar e da renegociação dos débitos.

“Com o orçamento organizado, fica mais fácil separar uma parte da renda para quitar o que está atrasado, procurar a renegociação antes que a dívida cresça e evitar usar o crédito para cobrir gasto do dia a dia”, afirmou.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estavam com restrição de crédito em setembro. O número representa alta de 5,02% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.

O volume de dívidas em atraso no estado também aumentou, com crescimento de 11,22% em 12 meses e de 3,07% na comparação mensal.

Na região Centro-Oeste, 6,47 milhões de pessoas estavam inadimplentes, o equivalente a 48,74% da população adulta.

(Com informações da Assessoria)



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