“Mais em Conta”

Etanol volta a ser o mais atrativo dos combustíveis em MT

Mesmo o estado sendo um dos maiores produtores de etanol do país, o produto é considerado cara pelos consumidores.

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Economia

Desde o final da semana passada, que o combustível etanol voltou a ser comercializado abaixo dos R$ 4.00, em alguns postos de combustíveis de Cuiabá e Várzea Grande.

A redução no valor cobrado por litro, mesmo em poucos dias já movimentou o mercado, porque a gasolina está sendo vendida entre R$ 6.86 a R$ 7.50 e o óleo diesel, entre R$ 7.00 e R$ 8.00.

“Mesmo sendo um dos maiores produtores do combustível no Brasil, seja derivado de cana de açúcar ou de milho, os consumidores de Mato Grosso, ainda pagam pelo valor semelhante de outras regiões, o que para muitas pessoas é uma questão da falta de políticas públicas, voltada em atender a demanda a população local”.

Com valor mais barato, sendo que alguns postos estão vendendo o etanol a R$ 3,85 por litro, as filas são constantes, aqueles consumidores que antes estavam abastecendo o mínimo, ou apenas o necessário, hoje já começa a encher o tanque de combustível, mostrando para o cenário econômico, que mesmo mais em conta, além de não perder, resulta em acréscimo na arrecadação.

De acordo com o microempresário, José Maria, o combustível mais barato não significa apenas alívio no bolso do consumidor, ele fomenta a economia de várias regiões, já que as pessoas terão condições de andar mais, conhecer outros locais, entre outras situações.

“O combustível mais barato movimenta uma cadeia toda da economia, de óleo do motor, a mão de obras dos mecânicos, os vendedores de peças, pneus, o lava jato. Com o combustível mais caro, as pessoas estavam buscando outras alternativas de locomoção, travando um mercado todo, mas agora, a geração de emprego e renda volta a aquecer neste seguimento automotivo”, disse José Maria.

Pelo que tudo indica, a tendência do mercado encontrou o caminho que vai de encontro com as demandas da população, o povo só espera que não seja apenas uma triste coincidência com o período eleitoral.

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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