Economia
Estudo encomendado por sindicato diz que valor da Sabesp é subestimado
Economia
Um estudo encomendado por especialistas e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) mostra que o valor das ações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) – em processo de privatização – está subestimado. 
Segundo a pesquisa, parcialmente divulgada nesta quinta-feira (27), o preço da ação da Sabesp, que é negociada atualmente por cerca de R$ 74, deveria estar em torno de R$ 100.
A elevação no valor do papel é justificada, segundo o documento, porque os custos que a Sabesp terá para universalizar o saneamento básico no estado deverão ser 30% ou 40% menores do que os previstos pelo governo do estado. A universalização do saneamento no estado até 2029 é uma das exigências dos contratos de privatização.
“Entre 30% a 40% das ligações [previstas de água e esgoto] estão a mais. Estão superdimensionadas numa proporção desse nível, de 30% a 40%”, disse o economista e ex-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e da Associação de Profissionais Universitários da Sabesp (APU), Hugo Sérgio de Oliveira.
Custos menores
Segundo o economista, com custos menores para universalizar o saneamento, o fluxo de caixa futuro da Sabesp será maior, o que justificaria o impacto no valor das ações. “Nesse período [de universalização] houve uma redução [nos custos] da ordem de 15 milhões [de reais]. Ou seja, os investimentos justos seriam de 45 bilhões ao invés de 60 bilhões”, destacou.
“Aí está havendo, efetivamente, uma maquiagem na apresentação desse plano [de privatização]. Ou seja, esse plano leva a conclusões que são favoráveis a vender a empresa por um preço mais baixo que deveria ser”, acrescentou Oliveira.
De acordo com o Sintaema, o estudo será enviado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) nos próximos dias para questionar a privatização da companhia.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado de São Paulo, que coordena o processo de privatização da companhia, foi procurada, mas ainda não se manifestou.
Economia
Confiança da indústria recua e mantém 21 meses de pessimismo
A confiança dos empresários industriais voltou a recuar em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, passando de 46,3 para 44,9 pontos.

O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. Com isso, a indústria completa 21 meses consecutivos sem confiança, no período mais prolongado já registrado pela série desde 2015 e 2016.
Segundo a CNI, a queda foi disseminada entre os componentes do índice, atingindo tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses.
“Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Economia pesa
A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um dos principais fatores para o recuo do indicador. A avaliação das condições atuais da economia brasileira caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos.
O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos.
Os principais resultados foram:
• Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos;
• Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos;
• Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.
Expectativas pioram
O pessimismo também avançou nas perspectivas para os próximos meses. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos.
A percepção sobre o futuro da economia brasileira caiu de 39,7 para 39,1 pontos. Já as expectativas em relação às próprias empresas tiveram queda de 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos.
Confira os números:
• Índice de Expectativas: 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto;
• Futuro da economia: 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto;
• Expectativas para as empresas: 51,3 pontos, queda de 1 ponto.
Efeito nos negócios
Para a CNI, as oscilações positivas registradas ao longo de 2026 não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança entre os empresários industriais.
Segundo a entidade, eventuais melhorias desses índices em alguns meses deste ano foram pontuais e não mudaram muito o quadro. A falta de confiança continua disseminada entre os empresários industriais.
A edição de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais de 1º a 8 de setembro de 2026. Desse total, 475 pequenas empresas, 441 médias empresas e 270 grandes empresas.
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