557 Quilometros
Empresa é autorizada a construir ferrovia em MT
Economia
Na última terça-feira (28) o contrato de adesão para o projeto de autorização foi assinado entre a VLI e o Ministério da Infraestrutura. Assim Mato Grosso irá ganhar mais uma ferrovia para ajudar no escoamento da produção agrícola nos próximos anos.
A VLI Logística recebeu autorização para a construção do ramal ferroviário que vai interligar o município de Água Boa (a 628 Km de Cuiabá) a cidade de Lucas do Rio Verde (a cerca de 353 Km da capital).
O projeto prevê que o novo ramal terá 557 quilômetros de extensão, com foco no transporte de cargas como grãos, fertilizantes, farelo de soja, entre outras.
“Mato Grosso é um Estado com dimensões continentais e investimentos com foco na logística são muito importantes para melhorar ainda mais o escoamento da produção do agronegócio. Somando aos investimentos feitos pelo Governo, com asfalto novo e recuperação de milhares de quilômetros de rodovias, além da construção da 1ª Ferrovia Estadual, Mato Grosso dará um salto em logística, melhorando a vida de toda a população”, afirmou o governador Mauro Mendes.
Após o cumprimento desta etapa, a companhia realizará estudos de viabilidade, além de elaborar o projeto conceitual de engenharia para construção do trecho.
Estão em análise pelo Ministério outros pedidos para construção de ferrovias entre Lucas do Rio Verde a Sinop, solicitado pelas empresas Zion Real Estate e Garin Infraestrutura, Assessoria e Participações Ltda; Santa Rita do Trivelato a Sinop, Nova Mutum a Campo Novo do Parecis, Bom Jesus do Araguaia a Água Boa e Primavera do Leste a Ribeirão Cascalheira, solicitados pela Rumo; e Sinop a Moraes Almeida (PA), pela Zion Real Estate LTDA.
O Governo de Mato Grosso firmou em setembro deste ano, um contrato inovador para a construção da 1ª Ferrovia Estadual com a Rumo Logística S/A, que vai interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, conectando-se à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).
“A 1ª Ferrovia Estadual será fundamental para a ampliação e competividade do agronegócio. Além disso, será um corredor para a indústria. Vamos conectar Mato Grosso aos principais centros de consumo do sudeste”, explicou o governador.
A previsão é que todo o empreendimento demandará até R$ 11 bilhões e que as obras comecem em 2022, com a primeira etapa da obra concluída em 2025. Estão previstos 730 km de trilhos, facilitando o escoamento da produção de todo o médio-norte mato-grossense.
Mais de 230 empregos serão gerados durante os anos da construção da ferrovia, de acordo com Estudos realizados pela Rumo Logística.
Economia
IBGE disponibiliza a partir de amanhã mapas-múndi inéditos
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá liberar, a partir de amanhã (7), Dia da Independência do Brasil, no site de sua loja, o acesso aos mapas-múndi do Brasil lançados de 2024 a 2026. A versão mais recente foi aprovada globalmente, na última sexta-feira (4), na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

A reunião é a oportunidade para que chefes de Estado e governo dos Estados-membros debatam tópicos mundiais e proponham deliberações que, embora não tenham força de lei, são dotadas de relevante carga política. No caso dos mapas-múndi, a votação foi encerrada com 164 países favoráveis à mudança e utilização da projeção Equal Earth, que se aproxima dos mapas disseminados pelo IBGE.
O único voto contrário foi dos Estados Unidos. Seis abstenções foram registradas.
Embora somente agora a pauta tenha ganhado destaque na assembleia, a reivindicação por uma representação mais fidedigna à realidade, com proporções corretas, é antiga. A fundamentação da proposta aprovada é resultado de um esforço da União Africana (UA), algo coerente, já que o continente africano é, desde o século 16, diminuído nos mapas-múndi adotados, assim como é a América do Sul.
Como referência daquela época até a atualidade, é usado um feito pelo cartógrafo Gerardus Mercator, para navegação e que espelha a percepção dos colonizadores. Regiões como a América do Norte e a Groenlândia nele aparecem ampliadas, sem corresponder às dimensões que têm concretamente.
“A adoção da projeção Equal Earth pela ONU reforça a posição da Diretoria de Geociências do IBGE de acompanhar de forma contínua as inovações cartográficas e de adotar representações do mundo que dialoguem com demandas sociais por mais equilíbrio e justiça na forma de mapear o nosso planeta”, argumenta Maria do Carmo Bueno, Diretora de Geociências do IBGE.
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