Lucas do Rio Verde
Desenvolve MT participa do lançamento do Pacto pela Inovação
A Desenvolve MT é o agente credenciado da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que pretende oportunizar recursos para os atores do ecossistema de inovação do Estado
Economia
A agência de fomento do Estado de Mato Grosso, Desenvolve MT, participa do lançamento do Pacto pela Inovação, que ocorre nesta terça-feira (21.03), em Lucas do Rio Verde, durante a programação do Show Safra.
O Pacto é uma aliança para fomentar a transformação do município em um polo gerador de novos empreendimentos de base tecnológica e startup, atrair novos investimentos e reter talentos no ecossistema de inovação. O evento pretende transformar Lucas do Rio Verde na primeira cidade do Estado a concretizar a iniciativa.
Em Mato Grosso, a Desenvolve MT é o agente financeiro credenciado da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Governo Federal, que pretende oportunizar recursos para os atores do ecossistema de inovação do Estado, como empresas âncoras, startups, empreendedores individuais e parceiros interessados em financiar os seus negócios e projetos.
O presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, destaca que Lucas do Rio Verde é uma referência em educação e saúde, e, mais uma vez, sai na frente em criar um ecossistema integrado, capaz de promover soluções para as demandas locais.
“A Desenvolve MT está preocupada e atenta em contribuir com o ambiente inovador no Estado, e busca se inserir nos processos para contribuir com as pessoas e empresas”, afirma o presidente.
Pacto pela Inovação
O movimento foi gerado a partir de esforços integrados de iniciativa privada, poder público, universidades, sociedade civil, fundando a AIC – Aliança de Inovação do Cerrado, que atualmente integra 20 instituições.
O projeto é uma construção colaborativa com a sociedade, e foi pensado para atingir não apenas setores segmentados, mas toda a população, futuramente.
A assinatura do Pacto será a partir das 17h, na Fundação Rio Verde. Após a formalização do compromisso, as instituições irão criar projetos e ações para desenvolver os problemas ou pontos de melhoria nos eixos propostos a serem trabalhados.
Fonte: Secom-MT
Economia
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com disparada do dólar e queda acentuada da bolsa de valores. Nesta sexta-feira (30), a moeda estadunidense avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos.

Na semana, o dólar acumulou valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.
No plano nacional, o desempenho dos ativos foi marcado pelos ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas incertezas sobre a política fiscal brasileira. No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas tecnológicas e de inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países.
Números do dia
- Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
- Máxima do dólar no dia: R$ 5,463, por volta das 16h;
- Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
- Dólar na semana: +9,15%;
- Ibovespa na semana: -18,12%;
- Dólar em outubro: +5,27%;
- Ibovespa em outubro: -9,88%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos.
Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
Em outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27%. Com isso, passou a acumular valorização de 0,81% no ano.
Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.
A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas relacionadas às contas públicas manteve o mercado atento aos rumos da política fiscal brasileira.
Outro fator foi a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2). No mercado internacional, a moeda estadunidense voltou a subir, perante moedas de países emergentes, num dia marcado por turbulências ligadas a empresas de tecnologia.
Bolsa acumula perdas
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado representou o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da Bolsa brasileira.
Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.
O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022, quando a perda havia sido de 11,5%.
A pressão sobre as ações brasileiras ganhou força após a reeleição de Lula. No primeiro pregão depois do resultado eleitoral, na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas.
Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros também contribuiu para a pressão sobre os ativos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.
Cenário externo
Além das incertezas domésticas, o mercado brasileiro acompanhou um ambiente internacional desfavorável, marcado pela cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais.
Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo parte das preocupações relacionadas aos resultados de grandes empresas de tecnologia e aos investimentos em inteligência artificial.
No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.
*Com informações da Reuters
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