"SOMOSELAS"

Desenvolve MT participa de evento sobre empreendedorismo feminino

Objetivo é identificar quem são elas, onde estão, o que fazem e como os parceiros podem contribuir com o seu negócio

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Economia

Foto: Assessoria/Divulgação

A Desenvolve MT (Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso) participa do Encontro de Mulheres Empreendedoras de Mato Grosso – #SomosElas, a ser realizado nos dias 18 e 19 de outubro, no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá. O evento começa na próxima terça-feira, às 15h, com espaço para expositores na feira de negócios.

Durante o evento, as empreendedoras poderão participar da feira de negócios, aberta ao público, e das palestras com temas variados. As 10 horas de imersão busca contribuir para o desenvolvimento da mulher empreendedora, por meio da comunicação, vendas pelo WhatsApp e redes sociais, autoridade nas redes sociais, posicionamento de mercado, fortalecimento emocional e crédito para potencializar o negócio, entre outros temas.

A equipe da Desenvolve MT participa com um balcão de negócios e serviços, apresentando e divulgando a linha de crédito criada especialmente para a mulher empreendedora, além de uma palestra para as mulheres participantes do evento. 

“O objetivo da Desenvolve MT é contribuir, aumentando as chances de sucesso e crescimento destes pequenos negócios”, afirma Julianna Castro, assessora técnica especial da Desenvolve MT, uma das palestrantes no evento.  

O #SomosElas é um encontro de empreendedoras, cujo objetivo é identificar quem são elas, onde estão, o que fazem e como os parceiros podem contribuir para o seu negócio. A imersão, exclusiva para mulheres, contará com material de apoio e certificação.

“O evento pretende promover a conexão entre mulheres e capacitação, por meio das palestras a serem oferecidas na imersão. Estima-se um público entre 300 e 500 mulheres, com grupos, já confirmados, de Tangará da Serra, Cáceres e Baixada Cuiabana”, esclarece Danyelle Coelho, organizadora do evento.

Crédito

Atualmente, a Desenvolve MT possui cinco linhas de crédito disponíveis aos empreendedores mato-grossenses para investir em seu negócio, como financiamento de veículos, softwares, obra civil, capital de giro e máquinas e equipamentos, entre outros.

Entre janeiro e setembro de 2022, mais de 59% do crédito liberado pela agência foi destinado a mulheres. “O crédito gera um processo de empoderamento pela sua capacidade de gerar renda, melhorar a autoestima e ampliar a participação feminina em espaços sociais”, acrescenta Julianna. 

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Reforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeiros

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A Reforma Tributária promulgada em dezembro de 2023 provocou um aumento no número de doações de imóveis em todo o país. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), em 2025, foram registradas 185.861 escrituras públicas – um crescimento de 59% em comparação aos 116.225 atos formalizados em 2020.

Para especialistas, a “corrida” aos cartórios e à plataforma digital do CNB, o e-notariado, reflete uma crescente busca das famílias para antecipar a transferência de patrimônio, antes da entrada em vigor das novas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O ITCMD é um imposto que os estados e o Distrito Federal cobram sobre a herança e a doação de bens ou direitos patrimoniais. Cada unidade federativa tem autonomia para definir seus próprios prazos e taxas.

Com a gradual entrada em vigor da Reforma Tributária, quanto maior for o valor do bem maior será o percentual das alíquotas do ITCMD, podendo chegar ao máximo de 8%.

A título de exemplo, no Distrito Federal, o governo distrital cobra uma alíquota progressiva de 4% a 6% para heranças e doações, independentemente do valor do patrimônio transmitido. Em São Paulo, há dois projetos de lei em discussão na Assembleia Legislativa: um que reduz a alíquota progressiva atualmente cobrada no estado, limitando-a ao máximo de 4%, e outro que institui o teto de 8%.

Além disso, conforme o texto da Emenda nº 132/2023, que institui a Reforma Tributária, a base de cálculo do imposto passará a ser o valor de mercado do imóvel ou bem, e não mais seu valor patrimonial – geralmente, mais baixo.

“A expectativa é que esse volume de doações continue crescendo e, portanto, também as lavraturas de escrituras”, declarou, em nota, o presidente do CNB, Eduardo Calais.

Ainda segundo a entidade, que representa os mais de 9 mil notários e tabeliães do Brasil, o registro de escrituras públicas de doações de imóveis começou a aumentar já em 2020, antes mesmo da Reforma Tributária ser promulgada, mas se intensificou nos últimos anos, até atingir, em 2025, o maior número da série histórica.

“Nos últimos meses, é nítido o aumento na procura de clientes que buscam antecipar sua sucessão patrimonial, seja por meio de doações diretas a descendentes, seja pela integralização de ativos em holdings familiares”, acrescentou, na mesma nota, Joanna Oliveira Rezende Barbosa, especialista em planejamento patrimonial.

Para os especialistas, há muitas famílias acompanhando a movimentação legislativa nos estados e no Distrito Federal para decidir se antecipam as doações em vida, e como fazê-las. Até porque, conforme já estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças na cobrança do imposto precisam ser previamente aprovadas e regulamentadas pelo poder local.

Doações exigem cautela

Por outro lado, o advogado Matheus Bertolo Piconez alerta que agir impulsivamente pode gerar uma série de problemas, inclusive familiares.

Por exemplo: se os pais antecipam a doação para o(s) filho(s) do único imóvel que possuem, sem estabelecer seu direito de, enquanto vivos, continuarem morando ou se beneficiando da renda gerada pelo bem, passarão a depender da boa vontade do(s) herdeiro(s).

“A antecipação faz sentido quando vem acompanhada de planejamento completo, não como uma corrida de última hora”, acrescentou o advogado.

Piconez destaca a importância de o interessado também definir os termos gerais do acordo de transmissão do bem e verificar se dispõe dos recursos financeiros necessários para honrar despesas imediatas, já que a doação de um imóvel ou patrimônio não elimina a obrigação de pagar o ITCMD e outras despesas.

Presidente da seção do Colégio Notarial do Brasil no Distrito Federal, Geraldo Felipe de Souto destaca que, além de poderem registrar as escrituras remotamente, por meio da plataforma e-notariado, é possível realizar o planejamento sucessório sem abrir mão do pleno controle patrimonial. Uma das opções mais adotadas para isto é a chamada doação com reserva de usufruto.

“A Reforma Tributária trouxe urgência para conversas que muitas famílias ainda não tinham tido. Planejar a sucessão patrimonial deixou de ser algo para o futuro e passou a ser uma decisão do presente”, comentou Souto, garantindo que os cartórios de notas estão prontos para orientar cada família sobre as melhores alternativas para cada caso.



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