emprestimos de R$ 10 mil até R$ 700 mil
Desenvolve MT inicia operações de crédito com o FAMPE
Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) tem como garantia nas operações de crédito contratadas em todo o Estado
Economia
A Agência de Fomento de Mato Grosso – Desenvolve MT formalizou uma parceria com o Sebrae para utilizar o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) como garantia nas operações de crédito contratadas em todo o Estado. A medida vai facilitar e ampliar o acesso ao crédito.
O Fampe será usado para garantir até 80% do valor contratado em empréstimos que variam entre R$ 10 mil até R$ 700 mil de acordo com o porte da empresa e finalidade do crédito, mediante análise da proposta.
A parceria vai proporcionar uma alternativa importante no quesito garantia das operações, entrave para grande parte dos pequenos empreendedores. Estima-se que com a habilitação do fundo, a agência conseguirá atender 40% a mais de empreendedores, se comparado com o ano passado.
Para o presidente da Desenvolve MT, o fundo permite democratizar o acesso ao crédito aos empreendedores, dos quais, apesar de cumprirem os demais requisitos, não possuíam avalista para acessar as linhas de créditos da agência.
“Essa medida compõe a estratégia do Governo do Estado de Mato Grosso em cumprir a função social, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento de pequenos negócios, que proporcionam um impacto significativo na geração de emprego e renda aos mato-grossenses”, afirma Jair Marques.
Como contratar o Fampe
Para se habilitar ao uso do Fampe nas operações de crédito o empreendimento deve estar formalizado, como MEI ou micro e pequena empresa, e pagar uma comissão de Concessão de Aval (CCA) pela utilização da garantia do fundo.
A contratação do Fampe é opcional e o pagamento da CCA varia de acordo com o prazo e valor da operação, que será descontado do total do crédito, no ato da liberação.
A opção do aval de terceiros, que não tem custos direto ao tomador, continuará disponível na instituição. Assim como outros tipos de garantia.
Vale ressaltar, que o Fampe não é um seguro de crédito, portanto, é necessário estar sempre em dia com as parcelas do financiamento contraída junto a agência.
Em caso de dúvidas, a central de atendimento da Desenvolve MT está à disposição 65-3613-7900 ou pelo WhatsApp (65) 65- 98421-0356 ou no site desenvolve.mt.gov.br
Economia
Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral
O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.
Principais números
- Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
- Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
- Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.
A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.
Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).
A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.
Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.
* Com informações da Reuters
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