CUIABÁ

Cuiabanco: vendedor ambulante aposta em concessão de linha de crédito para alavancar vendas de frutas na capital

O Cuiabanco está instalado na rua Barão de Melgaço, 3.678 – Centro (Esquina com a Rua Campo Grande) e estará funcionando a partir de quarta-feira (12), em horário de expediente bancário, sem interrupções em horário de almoço. 

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Foto: Emanoele Daiane - Secom-Cuiabá

A esperança de aumento no faturamento e expansão de seus negócios, foram os principais motivos que levaram o vendedor ambulante Wilson da Silva OIiveira, que atua no setor há 30 anos, na capital, visitar a sede do programa Cuiabanco, na quarta-feira (12), em busca de uma  oportunidade de expansão.

A iniciativa, lançada no dia 10 pela gestão Emanuel Pinheiro tem como propósito fornecer linha de crédito aos pequenos e médios empresários da capital, com o foco na geração de emprego e renda e, consequentemente, na ascensão da economia regional, sob a supervisão da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED).

Com ponto fixo na Avenida Generoso Ponce, Wilson sente orgulho ao contar que, após anos de luta, trabalha atualmente de forma regular, uma vez que possui todas as autorizações exigidas pela Prefeitura de Cuiabá de desempenho da atividade no local.

“Há 16 anos eu vendia perfumes na Rua 13 de Junho, porém, os caminhos foram tomando novos rumos, decidi trabalhar com bijuterias, porém, não existem normas para esse comércio. Fiz pesquisas para poder trabalhar com novos produtos e encontrei na frutaria a minha principal fonte de renda, que garante o sustento de minha família”, externou.

Sobre o desejo em conhecer de perto o Cuiabanco, o vendedor afirma que visualizou na iniciativa, a chance de poder comprar os produtos diretamente dos fabricantes, vislumbrando assim, novos mercados. “Com esse dinheiro vou conseguir comprar diretamente dos produtores para poder revender aqui na cidade, por valores que ficam bons para mim e para os clientes. Vai ajudar bastante. Estou otimista”, disse Wilson durante o ato de entrega de documentações.

SAIBA MAIS:

As pessoas que desejam ter acesso às linhas de crédito disponibilizadas pelo Cuiabanco devem possuir cadastro na modalidade de Microempreendedor Individual (MEI). No primeiro dia de funcionamento do Cuiabanco foi identificado que muitas pessoas não possuíam este cadastro e, já prevendo esta situação, a Prefeitura  de Cuiabá disponibilizou a inscrição como MEI no próprio local.

Pessoas que buscam o crédito e não tem nenhum tipo de restrição, conseguem a aprovação rapidamente. Para aqueles que possuem restrições, a Credisol, cooperativa de crédito que atua no Cuiabanco, faz a análise levando em conta alguns critérios, que, caso a pessoa se encaixe, o financiamento poderá ser liberado.A análise feita para pessoas com restrições é relacionada diretamente ao empreendimento para o qual o crédito é solicitado. Por exemplo, se a pessoa possui um plano de negócio, a financiadora vai analisar se ele é viável, se terá uma margem de lucro com a qual seja possível pagar o financiamento.

A oferta financeira varia de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil, com juros subsidiados pela Prefeitura de Cuiabá, estendo-se até R$ 25 mil, com base em análises individuais dos interessados em parceria com a cooperativa de crédito, Credisol. Para dar entrada aos processo, é necessário possuir inscrição na modalidade Microempreendedor Individual (MEI).

O Cuiabanco está instalado na rua Barão de Melgaço, 3.678 – Centro (Esquina com a Rua Campo Grande) e estará funcionando a partir de quarta-feira (12), em horário de expediente bancário, sem interrupções em horário de almoço.

Por Nathany Gomes/Secom/Cuiabá

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INPC tem variação negativa em agosto e soma 3,98% em 12 meses

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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para a correção anual de salários, fechou agosto em -0,32%. No acumulado de 12 meses, o indicador marca 3,98%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agosto teve a inflação mais baixa desde setembro de 2022 (também -0,32%).

Em julho passado, o INPC também tinha apresentado deflação (-0,01%), isto é, inflação negativa. Em agosto de 2025, o indicador ficou em -0,21%.

Em agosto, o grupo de produtos e serviços que mais puxou o índice para baixo foi o chamado habitação (-2,17% e impacto de -0,38 ponto percentual). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto na conta de luz que os consumidores receberam no mês passado.

Correção de salários

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado como referência de cálculo para reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.

O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.

INPC x IPCA

O IBGE divulgou também nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que teve a menor taxa em quatro anos (-0,32%). 

Uma diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621. 

No INPC, são apurados preços de 367 produtos e serviços (os chamados subitens), dez a menos que no IPCA.

O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Em perspectiva inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”. 



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