CUIABÁ

Com dois meses de funcionamento, Cuiabanco liberou quase meio milhão de reais para micro e pequenos empreendedores de Cuiabá

Dentre o público cadastrado, as mulheres se destacam com 48 inscrições, enquanto os homens contabilizam 33.

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Economia

Foto: Luiz Alves

Dois meses após a inauguração do Cuiabanco, projeto da Prefeitura de Cuiabá voltado para impulsionar os micro e pequenos empreendedores, os resultados positivos já começam a ser notados. Até o momento, quase meio milhão de reais de crédito foram liberados, proporcionando um importante impulso para o desenvolvimento econômico da Capital.

Desde que abriu suas portas, o Cuiabanco tem aprovado, em média, dois créditos por dia (excluindo sábados, domingos e feriados, dias em que não funciona). Até o momento, foram aprovados 92 créditos com subsídio de até R$ 5.000,00 e dois no valor de R$ 3.000,00. O valor total aprovado até o momento alcança a marca de R$ 465.000,00 e outros 12 pedidos aguardam aprovação, no valor total de R$ 135.000,00.

Uma característica inovadora do Cuiabanco é sua abertura para empreendedores com restrições de crédito. Até o momento, 12 pessoas nesta situação tiveram seus créditos aprovados, evidenciando a preocupação em fomentar o empreendedorismo e dar oportunidades a quem mais precisa. “Esta foi uma das principais preocupações do prefeito Emanuel Pinheiro quando estávamos desenvolvendo este projeto, pois muitas pessoas não conseguem recursos para empreender exatamente por estarem com restrições. Com esta oportunidade que a Prefeitura está dando, a pessoa tem chance de investir em seu empreendimento e melhorar sua qualidade de vida, além de conseguir limpar seu nome”, disse o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.

A adesão ao aplicativo do Cuiabanco também tem sido expressiva, com 81 cadastros até o momento. Dentre os cadastrados, os segmentos mais representativos são: comércio varejista, que engloba lojas em geral, confecções, cosméticos e perfumaria, e óticas, totalizando aproximadamente 38% dos cadastros; comércio de alimentos, como lanchonetes, confeitarias e pizzarias, que representa cerca de 15%; e prestadores de serviços, incluindo manutenção de celular, computadores, contadores, turismo, floricultura e lavanderia, que correspondem a aproximadamente 25% dos cadastros.

Dentre o público cadastrado, as mulheres se destacam com 48 inscrições, enquanto os homens contabilizam 33. Esses números revelam uma participação ativa e representativa das mulheres no empreendedorismo local, mostrando que elas estão cada vez mais presentes no mundo dos negócios.

O prefeito Emanuel Pinheiro se mostrou muito satisfeito com os números alcançados pelo Cuiabanco nos dois primeiros meses de operação. “O Cuiabanco vem cumprindo sua missão de apoiar e impulsionar o empreendedorismo na região, ajudando a promover o crescimento econômico e a geração de empregos. Com números expressivos em apenas dois meses de funcionamento, o projeto tem se consolidado como uma importante iniciativa para fortalecer a economia local e transformar a vida dos micro e pequenos empreendedores de Cuiabá”, comentou.

SECOM/MT

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Economia

Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

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A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%.

Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. 

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro. 

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões.

Colchão

Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro.

Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais.

Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro:

  •     Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%;
  •     Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%.

Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos

  •     Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%;
  •     Títulos prefixados: 20% a 24%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  •     Instituições financeiras: 31,33% do estoque;
  •     Fundos de pensão: 22,41%;
  •     Fundos de investimentos: 22,93%;
  •     Não-residentes (estrangeiros): 9,58%
  •     Demais grupos: 13,76%.

Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).



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