MATO GROSSO

CGE firma parceria com os municípios para o intercâmbio de conhecimentos e técnicas

Acordo de cooperação foi assinado nesta segunda-feira (20.03)

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Economia

Marcos Vergueiro - Secom/MT
A Controladoria Geral do Estado (CGE) e a Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios de Mato Grosso (Audicom-MT) formalizaram, nesta segunda-feira (20.03), acordo de cooperação para o intercâmbio de conhecimentos, metodologias e técnicas. A parceria foi assinada pelo secretário-controlador geral do Estado, Paulo Farias, e pelo presidente da Audicom-MT, Robson Máximo da Costa, durante a posse da nova diretoria da Associação para o biênio 2023/2024.

A cooperação é um dos princípios da atuação da CGE-MT para os próximos quatro anos. Não só restrita aos órgãos do Governo de Mato Grosso, mas também voltada aos controles internos das Prefeituras e Câmaras Municipais.

“Vamos trabalhar junto com a Audicom e demais órgãos de controle para aprimorar a capacitação dos profissionais da área e para promover boas práticas de auditoria interna, de modo a garantir a eficiência e a efetividade do trabalho”, destacou o titular da CGE-MT.

O presidente da Audicom-MT ressaltou que o acordo trará benefícios aos órgãos municipais e à população. “A parceria vai contribuir para um sistema de controle municipal estruturado, que protege e agrega valor ao ente que está vinculado”, disse Robson, que é controlador interno da Prefeitura de Cáceres.

Devido à sua experiência de 43 anos de atuação, a CGE-MT tem muito a somar aos municípios. “Sempre buscamos seguir quem realiza trabalhos de excelência, que é o caso da Controladoria do Estado”, pontuou o presidente da Audicom-MT.

A parceria vai envolver o compartilhamento de conhecimentos, metodologias e técnicas, bem como a realização de capacitações que visem ao aperfeiçoamento dos profissionais do controle interno. A primeira ação proveniente do acordo de cooperação já foi realizada nesta segunda-feira (20). Foi a palestra “Auditoria Interna: De Onde Viemos? O Que Somos? Para Onde Vamos?”, com o auditor Marcelo Soares, da CGE-MT. Na oportunidade, ele explanou sobre os desafios e as perspectivas da auditoria interna para contribuir com a eficiência dos resultados das instituições públicas, como parceira estratégica das organizações.

Créditos: Marcos Vergueiro

O auditor do Estado falou sobre o caminho atualmente perseguido pela Controladoria Geral da União (CGU) e por controladorias estaduais, como de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, na adoção de modelos de atuação preconizados pelas normas internacionais de auditoria interna para ajudar os órgãos a alcançarem seus objetivos institucionais. Entre as referências estão o Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM), desenvolvido pelo Instituto dos Auditores Internos.

“O Modelo IA-CM é um roteiro de melhoria ordenada da capacidade da auditoria interna de agregar valor ao setor público”, explicou o servidor da CGE-MT.

Fonte: SECOM MT

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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