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Cesta básica em Cuiabá inicia setembro com estabilidade no preço

Na primeira semana de setembro em Cuiabá, houve alta em 69% dos alimentos que compõem a cesta básica, com o tomate apresentando a maior variação no preço, de 5,65%, registrando, ainda, sua segunda semana consecutiva em alta.

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Foto: Assessoria/Fecomercio-MT

O valor da cesta básica na primeira semana de setembro registrou leve aumento sobre a semana anterior, fazendo o preço do produto custar, em média, R$ 693,98. A pequena variação, de apenas 0,02%, segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), reforça a tendência de estabilidade no preço da cesta, permanecendo abaixo dos 700 reais, o que ocorre há três semanas.

O diretor de Pesquisa e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, esclarece que a estabilização no preço da cesta melhora as condições de consumo e alocação da renda das famílias. “O cenário de consumo é beneficiado pela estabilidade do valor, considerando o peso dos gastos com alimentação no orçamento familiar. Um maior equilíbrio da cesta se torna promissor para a economia local, ainda mais com a proximidade das festividades de fim de ano”.

Na primeira semana de setembro em Cuiabá, houve alta em 69% dos alimentos que compõem a cesta básica, com o tomate apresentando a maior variação no preço, de 5,65%, registrando, ainda, sua segunda semana consecutiva em alta.

Para este item, Igor cunha destaca a forte variação no preço do tomate, quando, em abril, o quilo chegava a custar R$ 8,36 em média. “Comparado com a semana atual, o item chega a custar 53,85% menos aos consumidores. O clima e a intensificação da safra em agosto, pode ter influenciado a diminuição do preço e o aumento da produtividade do legume para o período”.

Já com relação aos produtos que apresentaram quedas nos preços, a batata registrou variação de -7,17% no comparativo semanal, atingindo, inclusive, menor valor na série histórica desde março deste ano, custando, em média, R$ 3,86/kg.

Outro item foi o óleo de soja, que acumula a quarta queda consecutiva no preço, tendo o recuo semanal de 04,98% e de 06,99% no acumulado do período, uma redução nominal de R$ 0,62. A redução, ainda segundo o IPF-MT, pode estar relacionada com o aumento da oferta nos mercados, assim como a queda do preço da soja nos mercados internacionais.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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