"Aumento"
Cesta básica em Cuiabá inicia o mês de junho com elevação no preço
A elevação no preço já é a segunda consecutiva, afastando-se, assim, do menor valor já registrado pelo IPF-MT, de R$ 691,93, apurado na terceira semana de maio.
Economia
O mês de junho iniciou com aumento no custo da cesta básica cobrado em Cuiabá. A alta de 0,22% fez o valor atingir R$ 696,76 contra R$ 695,25 apontado na última semana de maio, segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
A elevação no preço já é a segunda consecutiva, afastando-se, assim, do menor valor já registrado pelo IPF-MT, de R$ 691,93, apurado na terceira semana de maio.
O diretor de pesquisas do IPF-MT e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, destacou a alta no valor da cesta, apesar de a maioria dos itens registrarem diminuição. “Nesta semana, cerca de 70% dos produtos tiveram redução, mas os produtos que demostraram crescimento se sobressaem aos produtos que registraram queda”.
O tomate apresentou a maior variação positiva, de 20,8%, interrompendo uma sequência de queda registrada desde a terceira semana de abril. Além deste item, a manteiga também apresentou alta, resultando em uma variação de 9%.
Ainda segundo Igor Cunha, o clima refletiu tanto de forma positiva quanto negativa no valor dos produtos. “A elevação no custo do tomate pode estar associada com a baixa temperatura em todo o país, resultando em uma redução na maduração do fruto. Já a banana, que registrou uma queda de 9,9% no seu preço, também sofreu interferência da baixa temperatura, o que fez interferir na qualidade do produto, reduzindo o valor”, afirmou.
De acordo com análise do IPF-MT, o cenário econômico do país, mesmo com as atuais condições inflacionárias e o conflito entre Rússia e Ucrânia, tem apresentado evidências de crescimento no consumo. Isso faz com que a economia circule, mantendo mais estável as relações de preços, como é o caso da alimentação, que passa a demonstrar certa estabilidade nesse período.
Economia
Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral
O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.
Principais números
- Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
- Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
- Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.
A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.
Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).
A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.
Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.
* Com informações da Reuters
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