Economia

Após 25 anos, Sinop volta a sediar etapa estadual dos Jogos Estudantis e recebe 1,2 mil atletas de Mato Grosso

Publicado em

Economia


A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, e o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), realizaram na noite de sexta-feira (24) a cerimônia de abertura da etapa estadual dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses (JESM), uma das principais competições do esporte escolar do estado.

A cerimônia ocorreu no Ginásio Olímpico José Carlos Pasa e reuniu atletas, técnicos, professores, dirigentes esportivos, autoridades municipais e estaduais e a comunidade. Sinop volta a sediar a etapa estadual da competição após 25 anos. A última vez que o município recebeu a fase final dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses foi em 2001.

Até a próxima quinta-feira (30), os atletas disputam as modalidades de basquete, voleibol, handebol e futsal, nos naipes masculino e feminino, na categoria de 15 a 17 anos. O evento reúne cerca de 1,2 mil atletas de 44 municípios, que disputam vagas para a etapa nacional dos jogos. 

O prefeito Roberto Dorner destacou que o retorno da etapa estadual dos jogos demonstra os investimentos realizados pela administração municipal na recuperação dos espaços esportivos e no fortalecimento das competições. “Desde 2001 não havia mais uma competição em nível estadual e a gente fica muito feliz. O Gabriel, nosso secretário de Esporte, tem trazido essas competições. Quando começamos, em 2021, não havia mais ginásios de esporte. Estava tudo parado, tudo deteriorado pelo tempo. Reformamos todos e começamos a trabalhar para fazer o esporte crescer cada vez mais no nosso município. A gente fica feliz em receber esses jovens estudantes de mais de 40 municípios. É muito bom ver essa juventude reunida em Sinop, convivendo por meio do esporte”, afirmou.

O secretário-adjunto de Esporte e Lazer de Mato Grosso, Beto Corrêa, destacou a parceria entre estado e município e afirmou que Sinop conquistou o direito de sediar a competição pelo trabalho desenvolvido na área esportiva. “Para nós, da Secel, é um privilégio estar em Sinop nessa etapa grandiosa dos jogos. O número de municípios envolvidos mostra a força dessa competição. Só o esporte consegue proporcionar um momento como esse, reunindo tantas cidades e tantos jovens em um mesmo ambiente. O pedido para Sinop ser sede foi atendido porque acompanhamos os municípios que entregam resultados e investem no esporte. Sinop é um município muito importante para Mato Grosso e estamos aqui para realizar essa grande etapa dos Jogos Estudantis”, disse.

O secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Gabriel Vasconcelos, destacou que a realização da fase estadual representa um momento histórico para Sinop. “2001 foi o último ano em que Sinop sediou essa competição. Agora, depois de 25 anos, graças à estrutura construída pela gestão do prefeito Roberto Dorner e do vice-prefeito Paulinho Abreu, conseguimos receber novamente essa etapa. Já sediamos a fase regional e agora temos as melhores equipes de cada região do estado em nossa cidade até a próxima quinta-feira para grandes jogos de basquete, voleibol, handebol e futsal”, afirmou.

Gabriel Vasconcelos também ressaltou os impactos positivos do evento para o município. “Para nós, é uma grande festa. São cerca de 1,2 mil atletas que movimentam a economia local, fortalecem o turismo e fazem nossa cidade viver esse momento especial. Estamos muito felizes e preparados para receber todo o estado de Mato Grosso da melhor forma possível”, disse.

A jogadora de voleibol de Sinop, Mariana Cavalheri, destacou a preparação da equipe e a estrutura disponibilizada para receber as delegações. “Está sendo uma experiência incrível participar dos jogos. Sinop preparou uma grande estrutura para receber todas as cidades. Participamos no ano passado e foi muito legal. A cidade tem uma estrutura muito boa para receber as equipes e demonstra muito carinho pelo esporte. Nós nos preparamos por muito tempo, treinamos todas as semanas com a Claudete, que fez um trabalho fundamental para que chegássemos preparados para essa etapa estadual”, afirmou.

O atleta de handebol de Campo Verde, Luan Vitor, também elogiou a organização do evento. “Eu vim bastante confiante porque quero levar um troféu de campeão para casa. Nós treinamos bastante desde o ano passado, quando participamos do Brasileiro. É a primeira vez que venho para Sinop e achei uma cidade muito boa”, disse.

Representando Santo Antônio de Leverger no futsal, Priscilla Almeida destacou a expectativa para a competição e a recepção encontrada no município. “Estou aqui representando a equipe de Santo Antônio de Leverger e estou muito animada para os jogos. A expectativa é fazer um bom campeonato e conquistar um bom resultado. É a primeira vez que venho para Sinop e é uma cidade bem grande, muito organizada e muito bonita”, afirmou.

A cerimônia de abertura dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura de Sinop no YouTube e está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=5HBfGH-f0PI. As partidas seguem até quinta-feira (30) e definirão os representantes de Mato Grosso na etapa nacional da competição.



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Estudo mostra necessidade de proteger soja para evitar perdas

Publicados

em


Estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Croplife Brasil, associação que reúne empresas de biotecnologia, melhoramento genético e defensivos agrícolas, mostrou que as lavouras de soja no país teriam perdas de até 55% na produtividade, caso não fossem protegidas contra pragas, doenças e ervas daninhas.

De acordo com a pesquisa, uma redução da produção poderia causar impactos negativos na economia brasileira e nos preços de produtos ao consumidor. 

No entanto, o uso de defensivos químicos é um método de proteção controverso, uma vez que algumas substâncias usadas para o manejo fitossanitário são nocivas ao meio ambiente e à saúde humana, segundo levantamento publicado por elo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A soja, segundo o Ipea, responde, junto com o milho e a cana-de-açúcar, por 76% do consumo de agrotóxicos no Brasil.

Doenças nas lavouras

O estudo feito pela Universidade Federal de Viçosa trabalhou com simulações envolvendo quatro doenças (entre elas a ferrugem-asiática e a mancha-alvo), cinco pragas (como a mosca-branca) e nove plantas daninhas.

Os pesquisadores analisaram três cenários, lavouras sem qualquer controle, com controle parcial (que garantiria até 40% de proteção da plantação) e com controle ótimo (80% de proteção).

A universidade estimou que, com controle ótimo, a produtividade por hectare pode chegar a 72 sacas. O controle parcial garantiria uma produtividade de 52 sacas, ou seja, 28% a menos que o controle ótimo. Sem qualquer controle, seria de apenas 32 sacas, o que significa uma perda de 55%.

Com isso, de acordo com o estudo, para compensar as perdas com a falta de controle fitossanitário, seria necessário plantar uma área adicional de 33,5 milhões de hectares, ou seja, quase do tamanho do estado de Goiás. A perda média, em cenário sem manejo (na comparação), chegaria a 121,3 milhões de toneladas, com um valor estimado de R$ 223,5 bilhões. 

Com o cenário de controle ótimo, a receita brasileira simulada com exportações de soja chega a US$ 44,2 bilhões. Sem controle, recua para US$ 26,6 bilhões, uma diferença potencial de US$ 17,6 bilhões por safra, segundo o estudo.

A redução da oferta poderia gerar uma alta estimada no preço da soja de até 49%.

Haveria, com isso, um aumento de cerca de 0,26 ponto percentual na inflação oficial, medida pelo IPCA, uma vez que a alta da soja teria impactos nos preços de produtos como óleo, leite e ovos.

“Essa redução da produtividade da soja, lá no produtor, acaba tendo um impacto significativo no preço da soja e na disponibilidade dos produtos no mercado final, por exemplo, de óleo de soja e do farelo, que é um subproduto da soja. Consequentemente, ia ter uma mudança no preço da carnes, carnes de porco, de frango, porque tudo isso está na cadeia de produção da soja”, destaca a pesquisadora da UFV Ana Carolyne Carvalho.

O estudo considera quatro métodos de controle fitossanitário, que podem ser usados para evitar perdas nas lavouras: a biotecnologia (como os organismos geneticamente modificados), o melhoramento genético, os bioinsumos e os defensivos químicos, além do manejo integrado, que mistura dois ou mais desses métodos.

Defensivos

Estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que, de 2003 a 2023, o uso dos defensivos químicos, popularmente chamados de agrotóxicos, cresceu 4,4 vezes no país, passando de um consumo anual de 180 mil toneladas para 800 mil toneladas.

Com isso, o Brasil se tornou o país com maior uso de agrotóxicos por hectare plantado, 10,9 quilos por hectare (kg/ha), quatro vezes mais que os Estados Unios (2,85 kg/ha) e cinco vezes mais que a China (1,9 kg/ha).

“Os defensivos químicos podem apresentar riscos à saúde humana, incluindo efeitos agudos e crônicos, dependendo da toxicidade das substâncias e dos níveis de exposição. No ambiente, podem contaminar solos e recursos hídricos e afetar organismos não alvo, como polinizadores e organismos aquáticos, com consequências para a biodiversidade”, alerta o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Robson Barizon.

Barizon alerta que organismos geneticamente modificados podem tanto servir como estratégia para reduzir o uso de agrotóxicos como para um incremento deles. 

Isso porque algumas plantas geneticamente modificadas são imunes a doenças e a predadores, dispensando, portanto, o uso de defensivos para protegê-las nesses aspectos.

Por outro lado, algumas plantas OGM são também imunes ao efeito de agrotóxicos. Com isso, produtores podem elevar a dose dessas substâncias para ter mais efetividade na eliminação de ervas daninhas, que crescem no meio da lavoura.

“No caso dos OGM, aprovados para comercialização, não existem evidências científicas robustas de riscos adicionais à saúde humana associados ao seu consumo. Os possíveis impactos ambientais estão relacionados principalmente às características da modificação genética e às práticas agrícolas associadas, como o uso intensivo de herbicidas em culturas tolerantes, que pode favorecer a seleção de plantas daninhas resistentes”, explica Barizon.

O coordenador de Sustentabilidade da Croplife, Pedro Duarte, afirma que há uma preocupação do setor com a segurança dos químicos usados na proteção das lavouras.

“Para que um produto seja aprovado no Brasil, um defensivo químico passa por muitos estudos. Há um investimento muito grande do setor para poder garantir que aquele produto aprovado tenha a segurança, quando aplicado dentro das recomendações”, afirma Duarte.

De 2005 a 2019, 3.151 novos agrotóxicos foram registrados para uso no Brasil, com apenas 20% desse total sendo considerado de baixa toxicidade, de acordo com a pesquisa do Ipea.

Depois da promulgação da nova Lei dos Agrotóxicos (Lei 14.875/2023), segundo o Ipea, o ritmo de novos registros de defensivos químicos aumentou. Em 2024, foram 663 liberações de novos produtos, acima dos 555 registrados em 2023.

Dados do Ministério da Saúde divulgados pela organização não governamental (ONG) Repórter Brasil, mostram que de 2015 a 2025, foram registrados 73.391 casos de intoxicação por agrotóxico no país, sendo 9.729 apenas no ano passado.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA