MT Gás
Aécio Rodrigues assume presidência da MT Gás a partir de abril
Futuro presidente quer tornar a companhia mais eficiente e acelerar a conclusão do gasoduto no Distrito Industrial
Economia
O advogado Aécio Rodrigues assume a presidência da Companhia Mato-grossense de Gás (MT-Gás), a partir de do próximo dia 1º de abril. Ele vai substituir Rafael Reis na função. Aécio Rodrigues foi chefe do Escritório de Representação do Governo de Mato Grosso em Brasília (Ermat) entre maio de 2021 e abril de 2022.
Conforme o próximo presidente, dentre o planejamento para a MT Gás a prioridade é entregar a obra de implantação do gasoduto no Distrito Industrial de Cuiabá ainda este ano. A expectativa é de que mais de 200 empresas sediadas na área sejam impactadas pela obra, que deve resultar em uma economia de até 50% no custo das operações das empresas.
Aécio destacou também que buscará aumentar a rede de postos de combustíveis que ofertem gás veicular para abastecimento. Atualmente são 6 postos que abastecem GNV na região metropolitana.

Reprodução
“Quero tornar o GNV mais atrativo e acessível em nosso Estado, por ser um combustível que pode rodar mais e gastar menos, além de proporcionar benefícios para o meio ambiente, emitindo 60% menos dióxido de carbono (CO2) do que a gasolina e o etanol”, disse.
Outra medida será investir em estudos para descobrir o potencial de uso do biometano do setor sucroenergético em Mato Grosso e a sua viabilidade econômica.
“Vamos dar sequência aos projetos já iniciados, propor estudos para produção de biocombustíveis e trabalharemos dentro do eixo da eficiência que é exigida pelo governador Mauro Mendes”.
Secom/MT
Economia
Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia apresenta resultados positivos para as exportações brasileiras. De maio a setembro, nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado, as vendas de produtos beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas de importação ao mercado europeu cresceram 21%, em comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os produtos que registraram os maiores avanços estão abacates frescos, mel e óleo de milho, cujas exportações subiram 421%, 367% e 266%, respectivamente.
Os dados foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A entrada em vigor das preferências tarifárias em 1º de maio deste ano ampliou a competitividade de produtos brasileiros no mercado europeu e abriu novas possibilidades para empresas nacionais.
Destaques
Além dos produtos agropecuários, diferentes segmentos da indústria brasileira também apresentaram crescimento nas vendas à União Europeia.
Confira os principais avanços registrados de maio a setembro de 2026, em relação aos mesmos meses de 2025:
- Abacates frescos: 421%;
- Mel: 367%;
- Óleo de milho: 266%;
- Ferrossilício-manganês: 173%;
- Alumínio em bruto: 107%;
- Óleos combustíveis: 102%;
- Etanol: 95,2%;
- Óleo essencial de laranja: 75,8%;
- Maçãs frescas: 29%.
Outro destaque foi o setor de equipamentos elétricos. As exportações brasileiras de transformadores elétricos, que não haviam registrado vendas no período equivalente de 2025, alcançaram US$ 39 milhões de maio a setembro deste ano.
Orientação
Para facilitar o aproveitamento das condições negociadas, o MDIC oferece materiais técnicos e orientações no Portal Siscomex.
O conteúdo reúne informações sobre as exigências necessárias para que os produtos brasileiros tenham acesso às preferências tarifárias previstas no tratado.
Entre os materiais disponíveis estão:
- Manual de regras de origem: explica os critérios que os produtos devem cumprir para receber os benefícios tarifários;
- Manual de desgravação tarifária: apresenta os cronogramas de redução e eliminação de tarifas;
- Manual de indicações geográficas: reúne informações sobre a proteção de produtos vinculados a determinadas regiões;
- Tabelas de preferências tarifárias: permitem consultar as condições negociadas para o comércio entre os dois blocos.
Negociação
As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de duas décadas. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro deste ano, e a aplicação provisória das disposições comerciais teve início em 1º de maio.
O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação, além de estabelecer regras para facilitar e ampliar as relações comerciais entre os países participantes.
O acordo conecta mercados que reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e têm Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões.
A União Europeia figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Com a ampliação do acesso ao mercado europeu, a expectativa é diversificar os destinos das exportações brasileiras, fortalecer a competitividade das empresas nacionais e ampliar a participação do país no comércio internacional.
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