"Planejamento"

Acrimat recebe demandas e busca soluções para o pecuarista mato-grossense

Entre as principais preocupações elencadas pelos pecuaristas estão os baixos preços da arroba do boi, o alto custo de produção e a concentração de plantas nas mãos dos grandes frigoríficos.

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Economia

Foto: ASCOM/ACRIMAT

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) recebeu uma série de demanda dos produtores rurais durante a rodada de reuniões que realizou, ao longo do mês de setembro, com afiliados e lideranças representativas do agro dos principais municípios produtores de Mato Grosso.

As reuniões tiveram o objetivo de reforçar a atuação da entidade em prol da pecuária de corte, especialmente diante do atual momento pelo qual passa o setor, com a desvalorização das cotações da arroba do boi e da queda significativa no consumo de carne bovina no mercado interno.

Foram visitados os municípios de Rondonópolis, Barra do Garças, Nova Canaã, Pontes e Lacerda, Juína e Juara. Nestes locais, a diretoria da Acrimat apresentou não somente as ações, projetos e programas da entidade, como também recolheu as demandas do setor produtivo, de modo a identificar de que forma pode atuar para solucioná-los.

Entre as principais preocupações elencadas pelos pecuaristas estão os baixos preços da arroba do boi, o alto custo de produção e a concentração de plantas nas mãos dos grandes frigoríficos.

Presente nas reuniões, o segundo vice-presidente da Acrimat, Luís Fernando Conte, apontou a importância de eventos como este para aproximar os diretores da entidade dos pecuaristas e, com isso, fortalecer o setor através da participação e mobilização dos produtores.

“Foram eventos muito produtivos, com participação em massa dos pecuaristas. Encerramos o último encontro deste ciclo, e não foi diferente, o público prestigiou com muitas ideias. Acho que essas ideias são muito bem-vindas. Esse evento vem de encontro a isso. Dá acesso à diretoria executiva da Acrimat com os pecuaristas e o produtor rural”, afirmou.

Ainda segundo Luís Fernando Conte, a expectativa é de que novos encontros ocorram e que estes eventos se consolidem como um projeto institucional da entidade.

“É um projeto que irá se consolidar, assim como foi com o Acrimat em Ação que se iniciou. Acredito que no ano que vem realizaremos esse projeto novamente, com uma grande chance de expandir e ampliar para visitar mais cidades. Participarmos deste evento e vermos que o pecuarista veio, que abdicou de um tempo para estar aqui conosco, demonstra que ele se preocupa, quer ser partícipe e quer ajudar a construir a entidade que ele representa”, encerrou.

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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